Como acontece desde 1960, após a realização dos Jogos Olímpicos acontecem os Jogos Paralímpicos, que reúne atletas com diversos tipos de deficiências. Além de emocionar e servir de exemplo, a competição ainda mostra histórias de superação que apenas o esporte é capaz de proporcionar.
Nos Jogos Paralímpicos Londres 2012, cerca de 4500 atletas, de 165 países, competem em 20 esportes diferentes. Serão 11 dias de competição e ao todo 166 medalhas estarão em disputa.
Até o momento, em três dias de competição, o Brasil faturou 9 medalhas, sendo 4 de ouro e 1 de prata na natação; e 1 de prata e 3 bronze no judô. Confira um pouco mais das quatro medalhas de ouro conquistadas por nossa delegação:

Favoritismo confirmado
A delegação brasileira chegou aos Jogos Paralímpicos Londres 2012 tentando superar a 9ª posição no quadro de medalhas da edição anterior, quando o Brasil faturou 16 medalhas de ouro. Antes do início dos jogos, a natação era o esporte com mais esperanças de medalha e nos primeiros dias de competição isso se confirmou.
Dono de 9 medalhas em Pequim, Daniel Dias, que nasceu com má formação congênita dos membros superiores, chegou à Londres querendo se tornar o maior campeão paralímpico do Brasil. Ainda no primeiro dia de competição, Daniel deu um grande passo em direção a essa conquista ao ganhar a medalha de ouro nos 50m livre da categoria S5, a primeira da delegação brasileira em Londres.
Com a marca de 32s05, Daniel bateu o recorde olímpico e superou o espanhol Sebastian Rodriguez, prata com o tempo de 33s44, e o americano Roy Perkins, que ficou com o bronze fazendo o tempo de 33s69. O outro brasileiro, Clodoaldo Silva, ficou apenas na quinta posição (34s99).
Dois dias mais tarde, Daniel Dias caiu na piscina em busca do ouro nos 200m livre, dessa vez sem a companhia de Clodoaldo Silva, que desistiu de competir devido a uma lesão. Isso deu ainda mais vontade a Daniel, que quebrou um novo recorde olímpico ao fazer o tempo de 2m27s83.
Nadando ao lado de seus rivais na prova anterior, Daniel conseguiu abrir vantagem logo na primeira virada e teve apenas que controlar a vitória que já era esperada por muitos. No final, dividiu o pódio novamente com Rodriguez (2m43s11) e Perkins (2m43s14).

Em busca de oito pódios
Outra grande esperança para o país é o carioca André Brasil, recordista mundial em cinco categorias e que foi diagnosticado com paralisia infantil aos três meses de idade. Buscando subir ao pódio em oito oportunidades, André iniciou sua meta ao faturar, na quinta-feira (30) a medalha de prata nos 200m medley SM10. Já na sexta-feira (31), conquistou a medalha de ouro nos 50m livre S10, o que lhe garantiu o bicampeonato olímpico. Sobre a conquista, André comentou: “Estou muito feliz, emocionado, mas acabou. Chegando na Vila vou guardar a medalha no fundo da mala, descansar e me concentrar para as próximas provas. Amanhã é outro dia”.
No dia seguinte, André estava em busca da medalha de ouro nos 100m borboleta. Controlando a prova do início ao fim, André bateu um novo recorde ao cravar 56s35, enquanto que o russo Dmitry Grigorev, medalha de prata, completou a prova em 56s89.