Foto: Edno Luan/ Futura Press/AE
Na última quinta-feira (18) o Brasil acompanhou durante quase nove horas o trabalho da polícia paulista que tentava fazer com que Fernando Gouveia, que sofre de esquizofrenia, se rendesse após balear três pessoas no início da manhã.
Tudo começou quando um oficial de justiça, um médico, três profissionais de enfermagem e o advogado da família foram cumprir a ordem de internação do homem de 33 anos. A psicóloga que vive com Fernando, o oficial de justiça e um técnico de enfermagem foram baleados e socorridos assim que o Corpo de Bombeiros foi acionado. Após dois dias, eles passam bem e não correm nenhum tipo de perigo, apesar de que um deles continua na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Quando os primeiros policiais chegaram, eles foram recebidos por tiros, porém estavam protegidos com escudo balístico. A negociação teve início por volta das 8h30 e apesar de Fernando balear as três pessoas, não fez nenhum refém, o que segundo a polícia, facilitou o trabalho dos homens do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) que negociavam pelo telefone da mãe do atirador.
A negociação prosseguiu até por volta das 17h, quando Fernando se rendeu e entregou suas armas aos policiais, que depois encontraram na casa uma espingarda calibre 12, uma pistola 380, facas, espadas e uma besta. Ele também irá responder por porte ilegal de armas.
Após se entregar, Fernando foi enviado para uma delegacia, onde espera até que seu futuro seja definido. Por ter problemas psiquiátricos, ele deve ser encaminhado para um hospital, já que pode ter novos surtos na cadeia.