O Incrível Hulk (The Incredible Hulk)

Estreia: 13 de junho de 2008

Resenha: Anunciado em 2005, o filme Os Vingadores lançado no início do ano reuniu diversos personagens dos quadrinhos em um único longa-metragem, porém foi antecedido por cinco filmes, entre eles Thor (Resenha), Capitão América: O Primeiro Vingador (Resenha) e O Incrível Hulk, lançado em 2008.
Neste filme, o cientista Bruce Banner (Edward Norton) está vivendo escondido no Brasil, enquanto sua namorada, Betty Ross (Liv Tyler) tenta encontrar um antídoto capaz de livrá-lo da radiação gama que está em seu sangue após uma experiência. Porém essa radiação lhe dá um incrível poder, que o transforma no poderoso Hulk, o que causa ambição em pessoas que querem apenas usá-lo para a guerra. Com medo do poder cair em mãos erradas, Bruce precisa agir o quanto antes.
A princípio O Incrível Hulk seria uma espécie de continuação do filme lançado em 2003, mas a Marvel Studios acabou recomeçando a história do personagem criado em 1962 e isso não foi totalmente ruim. Apesar de o enredo ter sido contado de uma forma acelerada, o diretor Louis Leterrier se focou naquilo que grande parte das pessoas busca em um filme de super-heróis: ação.
As ótimas sequências de perseguição, seja na favela ou não, e verdadeiras batalhas entre Hulk e seus principais inimigos chega a animar quem assisti, que ainda encontra o Hulk feroz, capaz de apavorar até o mais corajoso, que todos nós conhecemos. Com isso a ação acaba sendo um dos três fatores positivos do filme.
Com rápida participação da atriz brasileira Débora Nascimento, o filme se destaca também pelas atuações, sendo destaque o protagonista Edward Norton, no papel de Bruce/Hulk, e o antagonista Tim Roth, que vive o capitão Emil Blonsky/Abominável, um dos grandes vilões do personagem principal. Ao contrário de seu personagem em Lie To Me (Considerações Finais 7#), Tim Roth consegue ser desprezível desde sua primeira aparição, ainda que seja um ótimo militar, e por isso se destacou no papel de um vilão.
Se já não fosse suficiente a ótima atuação de Norton como humano, ele surpreende quando se transforma e dá a até improvável emoção ao incrível Hulk, que em ao menos duas cenas mostra que por trás de toda a sua força, existe uma pessoa. Uma pessoa que é capaz de amar a bela Betty, também muito bem interpretada por Liv Tyler.
Se em Thor o desenvolvimento da história e os efeitos gráficos foram o que mais surpreenderam, em O Incrível Hulk a surpresa fica por conta apenas dos efeitos e por enfim dar uma realidade maior ao Hulk, algo que o personagem necessitava há muito tempo. Fica então por conta de quem assistir definir se a história, presente no longa de 2003, fez falta no filme mais recente, que em nenhum momento quis explorá-la. Apenas a força. Por isso não pode ser considerado o melhor filme, afinal, todos merecem uma história um pouco mais convincente.
Já conhecendo todo o projeto do chamado Universo Cinematográfico da Marvel, não é de se estranhar a participação de Robert Downey Jr.Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras (Resenha) – no final, que apenas revelou desde 2008 aquilo que já sabemos: o melhor time de super-heróis foi formado, enquanto um bom filme para entretenimento foi produzido.