O ano de 2012 foi deveras importante para o blog Over Shock, por inúmeros motivos, mas principalmente por continuar levando a literatura, nas mais variadas formas e gêneros, ao público leitor. Para atingir esse objetivo, 70 obras foram lidas, sendo que 69 resenhadas, mas claro que uma ou outra se destaca. Abaixo estão relacionadas as melhores obras nacionais e internacionais de determinados gêneros, obras essas que merecem ser lembradas, lidas e relidas pelos leitores.

Contos/Crônicas
Apesar de terem sido publicados originalmente entre 1891 e 1892, os contos de Sir Arthur Conan Doyle encontrados em As Aventuras de Sherlock Holmes (Resenha) são fabulosos e a escrita desse gênio da literatura é viciante desde a primeira página – o que não é novidade para ninguém. Obviamente, como todas as coletâneas, um ou outro conto não agrada, mas todos possuem a genialidade de Conan Doyle e a inteligência incomparável de Sherlock Holmes, o que já basta para destacá-la entre qualquer outra obra internacional lida ao longo do ano.
Como músico, Tico Santa Cruz é um dos grandes nomes do rock nacional do início do século XXI e após ter “altos e baixos” em sua carreira musical, se aventurou na literatura com o livro Clube da Insônia (Resenha), que reúne contos, crônicas e até mesmo poesias, marcadas sempre pela musicalidade já conhecida do estilo de Tico. Se o conteúdo escrito já é fantástico, a arte gráfica se supera e a obra se destaca.

Fantasia
O mundo criado por Patrick Rothfuss na trilogia A Crônica do Matador do Rei é incrível e tudo foi colocado na medida certa, fazendo de O Nome do Vento (Resenha), além de destaque entre as fantasias, ser também o favorito do ano. Patrick inovou em tudo, desde a instituição educacional, até mesmo a contagem do tempo e o próprio protagonista, que não sabemos ao certo se é um herói ou apenas mais um vilão da literatura. Nem mesmo as mais de 650 páginas assustam. O que “assusta” é a genialidade de Rothfuss, presente na lista de mais vendidos do The New York Times e dos melhores autores da atualidade.
Se comparado com O Nome do Vento, O Sonho de Eva (Resenha) é totalmente diferente, mas tão marcante quanto o destaque internacional. Além de ter sido uma das apostas nacionais da editora Novo Conceito, que passa a dar destaque aos nossos autores, o livro de Chico Anes prende a atenção e mostra até que ponto a tecnologia está presente em nossas vidas e que “dormir pode ser um jogo perigoso”. Com muito mistério, ação e aventura, o livro conquista pelas semelhanças ao estilo de escrita de Dan Brown e se destaca principalmente pela criatividade do autor.

Não-Ficção
Geralmente os livros de não-ficção têm o objetivo de informar e ensinar os leitores, não emocionar, como aconteceu com Para Sempre (Resenha), de Kim e Krickitt Carpenter. A autobiografia narra em sua grande parte os acontecimentos posteriores a um grave acidente sofrido pelo casal Carpenter e que resultou na perda da memória de Krickitt. Mas, se apegando a Deus e não deixando o amor morrer, Kim superou todas as adversidades e reconquistou sua esposa, virando exemplo para pessoas do mundo todo; inspirando até mesmo a produção de um filme de mesmo nome; e transformando esse livro em uma leitura obrigatória.
Obrigatória também é a leitura dos livros de Laurentino Gomes, entre eles 1822 (Resenha), onde o autor mostra aos leitores, de maneira clara e objetiva, “como um homem sábio, uma princesa triste e um escocês louco por dinheiro ajudaram D. Pedro a criar o Brasil – um país que tinha tudo para dar errado”. Desde a leitura do livro anterior a 1822 que digo: todos os brasileiros precisam ler as obras de Laurentino Gomes.

Policial
Se existe uma categoria em que não é fácil fazer uma escolha, essa categoria é a de livros policiais. Bons autores e autoras foram apresentados ao longo de 2012, mas um velho (ou não tão velho assim) conhecido novamente merece ser lembrado: James Patterson. Suas obras possuem sempre a mesma estrutura, o que não impede que cada uma delas se destaque. Nesse caso, Ameaça Mortal (Resenha) pode ser considerada a melhor obra internacional, afinal, onde tem Alex Cross é garantia de ação e envolvimento até o fim.
Já no Brasil, pelo menos três autores policiais foram lidos, mas nenhum conseguiu fazer o que foi feito por Leonardo Barros em Presságio: O Assassinato da Freira Nua (Resenha). Leonardo reuniu em um único livro o que já havia sido usado em seus demais trabalhos literários, e ainda proporcionou viagens através dos presságios de uma protagonista que precisa provar não ser louca e ajudar a evitar que um serial killer faça novas vítimas. Com mistério, sensualidade e muitas reviravoltas, o livro chegou apenas aos 45 do segundo tempo, mas chegou com tudo!

Romance
Quando se trata de romances, Nicholas Sparks é um dos melhores e foi o primeiro a despertar minha atenção ao gênero, o primeiro a realmente emocionar, e talvez também o primeiro a deixar apreensivo e com medo do que aconteceria nas páginas seguintes, isso em A Escolha (Resenha). Assim como James Patterson, Sparks segue sempre a mesma receita e ao menos por enquanto não deve mudar, já que ainda está dando certo e a emoção continua falando mais alto.
Outra obra emocionante e que se destacou ao longo de 2012 foi O Pássaro (Resenha), da jovem autora Samanta Holtz. Nesse romance, Samanta cria uma história envolvente, onde nem tudo o que parece realmente é, e mostra com muita fidelidade o que jovens de séculos passados sofreram ao tentar alçar voos até então proibidos pela sociedade. O Pássaro ainda dá vida a uma das grandes protagonistas do ano: Caroline Mondevieu, uma guerreira que voou em busca de seus sonhos e ideais.

Livros em Destaque
Ao saber que Cruzando o Caminho do Sol (Resenha) serviu de inspiração para uma novela global, nota-se que não é um livro qualquer. Porém, esse detalhe é muito pequeno para descrever a obra de Corban Addison, um livro que emociona, ensina, revolta, e que, acima de tudo, mostra uma realidade que infelizmente ainda acontece, mesmo no nosso século XXI. Apesar de uma das melhores obras do ano, esse é um livro para ser ler lido no momento certo, principalmente devido as fortes cenas descritas por Addison, um autor que entrou para a lista dos favoritos, bem como seu primeiro livro.
Outro livro lançado pela editora Novo Conceito é Garota Replay (Resenha), de Tammy Luciano. Devido aos poucos livros do gênero lido, seria inviável colocar esse livro em alguma categoria própria, porém também não poderia deixar de destacá-lo. Mesmo não sendo um gênero que agrade, pessoalmente falando, Garota Replay prendeu a atenção. Mais do que um livro retratando a vida de adolescentes, esse envolveu “reflexões sobre atitudes e segredos”, além de incluir um mistério gostoso de ser desvendado. Como citado na resenha, o público jovem está muito bem representado com Tammy Luciano.

Autores em Destaque
Aparentemente Ruta Sepetys e Alane S. A. Brito não possuem nada em comum, mas suas obras, A Vida em Tons de Cinza (Resenha) e O Trio (Resenha), respectivamente, apesar de diferentes, conseguem emocionar e passar uma lição que ficará eternizada na memória de cada um de seus leitores.
O amor e a amizade são fundamentais nesses dois livros, que se passam em lugares diferentes e em momentos históricos opostos. Mas em ambos os casos percebemos o valor dos nossos sentimentos, que podem nos ajudar a superar todas as barreiras encontradas ao longo de nossas vidas e também curar todas as cicatrizes causadas pelo sofrimento.
Os dois livros ainda possuem momentos angustiantes, seja pela dor ou simplesmente pelas injustiças sofridas pelos personagens, e poderiam facilmente estar entre os melhores do ano em determinadas categorias – e estão. Mas o que os diferencia de outras obras é a maestria de se contar uma história dessas duas grandes autoras: Alane, que pode ser comparada aos grandes mestres de nossa literatura; e Sepetys, que soube como ninguém mostrar a dura realidade enfrentada pelos povos do Báltico durante o tempo em que Stalin esteve no poder.

Para vocês, quais as melhores obras, lidas em 2012, nesses e outros gêneros literários? E qual autor se destacou?

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