Foto/Fonte das Informações: Reuters/G1
A morte de uma jovem estudante de 23 anos vítima de um estupro coletivo gerou uma série de protestos na Índia na manhã de sábado (29). Os milhares de manifestantes que participaram do protesto pediam maior proteção para as mulheres.
A agressão a essa jovem aconteceu no último dia 16, quando seis homens estupraram e a espancaram com uma barra de ferro por quase uma hora, antes de jogá-la para fora de um ônibus em movimento, em Nova Déli, capital da Índia. A vítima, que permaneceu internada em estado grave nos últimos dias, estava acompanhada de um amigo, que também foi espancado e jogado para fora desse ônibus.
O estupro chocou o país e já nos dias seguintes a população se manifestou, pedindo punições severas aos estupradores, já que apenas em 2011, mais de 500 estupros foram registrados em Nova Déli. Com a pressão sofrida, o governo anunciou que novas medidas seriam tomadas.
Após ficar mais de uma semana na Índia, onde foi operada três vezes, a jovem, que não teve sua identidade revelada, foi transferida na última quinta-feira (27) para um hospital em Cingapura. Ele teve graves ferimentos intestinais, além de lesões cerebrais e infecção pulmonar, e chegou a ter uma parada cardíaca. Seu estado de saúde era extremamente crítico e veio a falecer às 4h45 (horário local) de sexta-feira (28). O diretor do hospital em Cingapura disse: “Apesar de todos os esforços da equipe de oito especialistas do hospital Mount Elizabeth para mantê-la estável, sua condição continuou a piorar nesses dois últimos dias. Ela sofreu insuficiência severa de órgãos após os graves danos ao seu corpo e cérebro. Ela foi corajosa em sua luta pela vida por tanto tempo, mas o trauma sentido pelo seu corpo foi severo demais para superar”.
Com a morte da vítima, a polícia informou que os seis homens foram acusados oficialmente de assassinato e ainda pediu que a população se manifestasse apenas de forma pacífica, para evitar assim mortes e feridos, como aconteceu em outros protestos nos últimos dias – no domingo um policial foi morto.
Todos os agressores foram presos e serão julgados a partir do dia 3 de janeiro, aceitando o protesto da população que exigia que esse processo acontecesse o quanto antes. Os seis agressores podem ser condenados à prisão perpétua – punição máxima a esse crime na Índia -, porém os manifestantes pedem que o estupro passe a ser punido com a pena de morte.