Cisne Negro (Black Swan)

Estreia: 04 de fevereiro de 2011

Resenha: Quando Cisne Negro chegou aos cinemas, em fevereiro de 2011, e as primeiras críticas abusaram dos elogios, ficou claro que o preconceito deveria ser deixado de lado. Ainda assim, na época a presença de Mila KunisAmizade Colorida (Resenha) - era o que mais interessava e talvez por isso quase dois anos foram necessários para assistir um dos melhores filmes dos últimos tempos.
Dirigido por Darren Aronofsky, Cisne Negro conta a história de Nina Sayers (Natalie Portman), bailarina de uma companhia de balé que é escolhida para substituir Beth MacIntyre (Winona Ryder) em uma versão de O Lago dos Cisnes, de Tchaikovsky.
O problema é que O Lago dos Cisnes exige muito da principal bailarina, que precisa interpretar com o mesmo encanto o Cisne Branco e o Cisne Negro. Para conseguir atingir a perfeição, Nina se esforça ao máximo e ainda enfrenta os problemas pessoais, como a concorrência com outras bailarinas, como Lily (Mila Kunis), e a pressão imposta pela sua mãe Erica Sayers (Barbara Hershey).
Poucos filmes conseguem unir o drama e o suspense de tal forma que o espectador se prende na história e não deixa de pensar nela, mesmo com o passar dos dias. Cisne Negro surpreende em todos os pontos e encontramos uma história complexa contada de forma simples, fazendo com que qualquer pessoa possa entender e sentir a essência explorada pelos responsáveis dessa excepcional produção.
Aos poucos, a história mostra os diversos dramas vividos pela protagonista, revelando situações que deixam o espectador intrigado e ao mesmo tempo admirado pela maestria com que tudo foi colocado. Não é um simples problema que vai desencadear todos os demais. Na verdade, tudo acontece ao mesmo tempo e a forma como Nina encara essas situações que cria todo o clima incomparável desse longa-metragem, capaz de deixar qualquer um angustiado por assistir e também viver o que é passado, já que diferente de outros filmes, o espectador consegue sentir a emoção e a dor encontrada no rosto da atriz principal.
Ganhadora do Oscar de Melhor Atriz em 2011, Natalie Portman está impecável. Linda e sensual, ou simplesmente depressiva, Portman chega ao seu ápice já no final do filme, quando O Lago dos Cisnes é apresentado, porém antes disso ela já dá um verdadeiro show e mostra realmente o que uma bailarina sofre ao receber um papel tão importante. Mas não é apenas isso. Tudo o que acontece com Nina em sua casa ou com sua relação com as demais bailarinas mostra o que de fato atinge a personagem, revelando muito do lado psicológico. Ainda sobre Natalie, é importante destacar a evolução da personagem Nina, que no início não serviria para interpretar ambos os cisnes, mas que aos poucos vai encontrando os próprios defeitos, para atingir sua perfeição, além de revelar seus próprios sentimentos, não se deixando influenciar pelas escolhas da mãe, por exemplo.
A rivalidade entre Natalie Portman e a personagem de Mila Kunis, que também mostrou todas as suas qualidades, rendeu inclusive indicações a importantes prêmios, afinal, além de amigas na vida real, fizeram uma das melhores duplas femininas da recente história da indústria cinematográfica. Cenas que poderiam não ser tão belas, ficam diferentes com a beleza e a genialidade dessas grandes atrizes.
Não apenas uma ótima história resume um filme como esse, que também precisaria de uma ótima trilha sonora e principalmente uma fotografia que completasse as atuações e o balé. E assim como todos os demais detalhes, isso também chegou a perfeição e apenas ajudou com a certeza de que de Cisne Negro é um filme para ser sempre lembrado.
Fica difícil resumir o que encontramos em Cisne Negro, mas com certeza é um filme que merece toda a atenção, por retratar uma personagem forte; por mostrar a realidade de uma personagem que sofre por simplesmente precisar chegar a perfeição naquilo que faz. A protagonista de Cisne Negro busca a perfeição, mas dá para dizer que o filme atingiu a perfeição. Um filme belo, emocionante e angustiante – pelo lado bom.