Atividade Paranormal 4 (Paranormal Activity 4)


Resenha: Ao iniciar a resenha de Atividade Paranormal 3 (Resenha), citei que a saga conquistava fãs a cada novo filme, só não esperava que a sequência, Atividade Paranormal 4, estragaria parcialmente tudo o que foi conquistado ao longo dos últimos quatro anos.
A história se passa cinco anos após os acontecimentos de Atividade Paranormal 2 (Resenha), e mostra a protagonista da saga, Katie (Kathie Featherston), vivendo em uma casa com o pequeno Robbie (Brady Allen). Do outro lado da rua, Alice (Kathryn Newton) acompanha os estranhos passos de Robbie, sem imaginar que após um incidente que levaria Katie ao hospital, o garoto passaria alguns dias em sua casa. Nessa breve estadia, coisas estranhas passam a acontecer na família de Alice, e o maior ameaçado é o irmão caçula da adolescente, Wyatt (Aiden Lovekamp), que se torna amigo de Robbie.
Desde o início insisto que, apesar do gênero, são poucas as cenas em que realmente sentimos medo por aquilo que encontramos na tela. Na verdade, o filme proporciona momentos de ansiedade e tensão, enquanto ficamos na expectativa de encontrar pequenos detalhes que, sem a devida atenção, passam despercebidos ao longo do filme - lembrando que é uma produção barata, com câmeras de mão e nesse caso também webcams.
E a primeira decepção acontece nessa expectativa que ficamos quando tudo escurece e as situações paranormais têm início. Nos filmes anteriores as cenas realmente nos deixavam apreensivos, como a cena das pegadas no primeiro filme ou do bebê no filme seguinte, mas aqui, o que já era bobo, se torna ainda pior. Como exemplo dá para se citar a cena em que Alice está na webcam com seu amigo, Alex (Matt Shively), deixa seu quarto e volta aparecendo repentinamente na tela – pode pegar alguns desprevenidos, porém seria mais interessante um susto diferente; mais elaborado; mais explicado.
O roteiro, ao menos por enquanto, também é fraco, principalmente se comparado aos demais filmes, porém não se pode esquecer que esse filme tem a intenção de dar sequência a história e tirar o foco de Katie, que mais do que nunca é uma personagem secundária, mas ao mesmo tempo aquela que mantém a história em pé. O que mais dá certo é o fato da história não ser apenas voltada para a família de Katie, e agora ganha novos rumos, com novos personagens que possuem seus próprios problemas e costumes, mas com cenas já conhecidas e esperadas. E o fato de uma adolescente, e novamente uma criança, serem alvo principal da história dá um tom diferente e ao menos nesse quesito, bem bolado.
A falta de respostas incomodou muitos fãs da saga iniciada em 2009 com Atividade Paranormal (Resenha), e o que impede Atividade Paranormal 4 de se tornar um verdadeiro fracasso é o fato de surgirem tais respostas, ao mesmo tempo em que novas perguntas ficam no ar. Como citado, o roteiro, ao menos por enquanto, é fraco, mas com a cena final – uma das mais tensas e fortes - temos a certeza de que com o quinto filme, programado para o próximo mês de outubro, as coisas podem se tornar mais complexas e quem sabe a saga volte a ser tão boa como no início – e se piorar, que chegue ao fim de uma vez por todas.