A região Sul do Brasil tem algo especial e às vezes é até difícil de explicar o motivo. Mas todos sabem (ao menos quem mora em outro canto do Brasil), que o Sul é uma região com um clima diferente; com características diferentes; com uma cultura singular.
Essa região do Brasil talvez não represente bem a mistura que faz parte do nosso país, mas isso acontece justamente por ser um lugar especial. Claro que não é nenhum reino encantado, com príncipes, princesas e seres mágicos, mas é um “reino” que também valoriza a cultura – e que cultura.
A literatura dessa região de extrema importância para o nosso país é muito bem representada por alguns nomes inesquecíveis. Ao pensar em representantes gaúchos, automaticamente nos lembramos de Mário Quintana, Moacyr Scliar, Érico Veríssimo e Caio Fernando Abreu, o que não significa que a literatura gaúcha não continuou bem representada após a morte desses escritores. Ou será que existe algum pobre mortal que não conheça Luís Fernando Veríssimo e Fabrício Carpinejar?
Para representar Santa Catarina não é preciso muitos nomes, afinal, Cruz e Sousa, percursor do simbolismo no Brasil, já faz isso por si só. O estado do Paraná também possui representantes de peso, como Dalton Trevisan, Paulo Leminski e Laurentino Gomes, que com seus livros 1808 e 1822 ensinou os leitores de uma forma simples e objetiva.
Sabendo sobre a importância e as características desses três estados, podemos entender o que levou a editora Dracaena a apostar suas fichas em autores do Sul do Brasil. Com sede em Santa Catarina, a editora tem a intenção de revelar novos talentos da nossa literatura, ao mesmo tempo em que busca valorizar aqueles autores que estão distantes do eixo Rio-São Paulo, onde todas as atenções estão voltadas.
Devido a toda dificuldade encontrada pelos novos escritores, sobretudo de quem está fora desse eixo, a Dracaena tenta fazer um trabalho diferencial ao aproximar o autor de seu editor, possibilitando melhorias capazes de agradar os maiores interessados: os leitores.
Léo Kades, editor-chefe da Dracaena, diz que “o autor que sonha em publicar um livro e não conhece os passos para a criação de capa, revisão e outras etapas que envolvem a publicação de uma obra literária, acaba encontrando esse diferencial, uma assessoria editorial que torna o processo todo mais agradável”. Kades, que também é o autor do livro Inverno no Rincão e O Rei dos Esquilos, completa revelando que na maioria dos casos isso gera uma grande amizade.
Autor do livro Liderança Espiritual – Liderando através dos dons espirituais, lançado recentemente pelo selo Oxigênio da editora Dracaena, o pastor Markus Eberhart, catarinense de Lages, diz ter encontrado uma empresa capaz de lhe dar a assessoria profissional necessária para ingressar no competitivo mercado editorial.
Algo semelhante aconteceu com o paranaense Edson Vanzella, autor de A Lenda do Lago Dourado, que contou ter conhecido “a Editora Dracaena através da internet, e logo me chamou a atenção a excepcional apresentação das capas dos livros, muito atrativa, capas inteligentes e de grande apelo”.
Como já foi ressaltado, o principal diferencial da Dracaena é a relação entre o autor e editor, o que também foi comentado por Eleonor Hertzog (foto), pediatra e autora do livro Cisne. Eleonor já conseguiu relativo sucesso entre os internautas, e isso se deve ao relacionamento que teve com o editor, afinal, “os contatos aconteceram direto com o editor através de telefone ou e-mail. Dúvidas e questionamentos sempre tiveram respostas rápidas, os acertos relativos à parte editorial propriamente dita aconteceram com rapidez e gentileza”, esclarece a autora. Léo Kades ainda diz acreditar que esse é o melhor caminho para um autor iniciante, já que esse chega com inúmeras dúvidas e, com o auxilio, o processo de publicação se torna mais ágil.
Se a culinária, a música e o folclore do Sul possuem características próprias, isso também acontece com a editora sediada nessa região. E sabemos que quando o trabalho é benfeito, a chance de uma tarde prazerosa ao lado de um bom livro e de uma cuia de chimarrão é muito grande. E quem não quer esse conforto todo?