Não Posso me Apaixonar, Bella Andre, tradução de Ana Paula Doherty, 1ª edição, Ribeirão Preto-SP: Novo Conceito, 2013, 302 páginas.
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Que atire a primeira pedra quem nunca esteve em uma situação de que a paixão era inevitável, ainda que o coração insistisse: você não pode se apaixonar. Mas como disse Elvis Presley na canção Can’t Help Falling in Love, lançada em 1961, algumas coisas estão destinadas a acontecer. A paixão é uma delas.
Em Não Posso me Apaixonar, terceiro livro da série escrita por Bella Andre, conhecemos um pouco mais de Gabe Sullivan, um dos irmãos a ter uma breve participação no segundo livro, Por um Momento Apenas. Gabe é um experiente e corajoso bombeiro que, apesar de atrair olhares de todas as mulheres, tem como regra nunca se envolver com uma vítima socorrida por ele. Mesmo que o desejo fale mais alto.
Acontece que Gabe é chamado para combater o fogo que atinge o apartamento de Megan e, após um difícil trabalho para evitar vítimas, encontra a mulher tentando superar as adversidades e proteger sua filha de sete anos. E ao mesmo tempo em que o fogo queima o apartamento, a paixão e o desejo se manifestam apenas com uma troca de olhares, fazendo com que o envolvimento seja questão de tempo.

“Ela tinha um sabor viciante, tão doce que ele não conseguia parar de ir cada vez mais fundo, de ir do lábio de baixo para o de cima, de puxá-la para tão perto até poder sentir seus mamilos pressionando contra o peito dele, apesar das camadas de roupas. Ela abriu as pernas para ele, e Gabe mexeu-se entre suas coxas, pressionando-a ainda com mais força contra a parede, e os quadris dela se mexiam sobre o membro dele, deixando-o tão excitado quanto jamais conseguia se lembrar de ter ficado em toda a sua vida” (pág. 93).

Aos poucos Bella Andre nos apresenta a todos os Sullivans e, como consequência, encontramos uma obra com detalhes mais interessantes do que os livros anteriores, como personagens secundários, assim como situações que continuam da mesma forma, como o sexo, impossibilitando que o livro se destaque por uma possível originalidade, ao menos que seja apenas em relação aos demais livros da série.
Os leitores de Não Posso me Apaixonar até podem se encantar com o casal principal, no entanto é Summer, filha de Megan, a personagem que rouba a cena e consegue formar sorrisos nos rostos dos leitores. Tecnicamente Summer é uma personagem secundária, já que estamos falando de um romance erótico onde o sexo é o que move a história, mas é graças a ela que o casal se une e também graças a ela que conhecemos o lado “paizão” de Gabe.
Mas ao mesmo tempo em que Gabe tem o seu lado “paizão”, que surpreende positivamente, em alguns momentos o personagem revela sentimentos possessivos, onde o ciúme fala muito mais alto, ainda que não tenha motivo para se sentir assim. Com ciúme de um dos irmãos, mesmo esse sendo um cafajeste, e de um homem morto, Gabe vive intensamente um dilema: vale a pena aproveitar o desejo por uma mulher que o tira do sério?
Já Megan talvez possua a história mais complexa até então, apesar de que Chloe, mocinha de Um Olhar de Amor, também tenha sofrido para chegar aonde chegou. Mas nesse caso, Megan se mostra uma mulher disposta a ir atrás de seus objetivos, principalmente quando se trata de sua filha, mas que tem medos, como qualquer pessoa que deixa o sentimento por um familiar ser grande a ponto de influenciar em uma importante decisão. Mais do que o medo de se apaixonar, Megan tem medo de acabar machucando a filha, quem mais se apega ao bombeiro que salvou sua vida, o que faz de Megan uma pessoa muito semelhante a Mary Sullivan, a matriarca da família.
Não Posso me Apaixonar segue um ritmo acelerado, porém os personagens têm indecisões capazes de irritar quando já sabemos o que de fato irá acontecer. E sabemos, já que todos os livros do gênero são previsíveis, que cedo ou tarde a paixão se tornará inevitável e o resultado disso são cenas de sexo com a característica marcante das obras de Bella Andre: mais sensualidade do que vulgaridade, e a certeza de que no fim, lutar contra o desejo é completamente inútil, porque esse será sempre mais forte e intenso.

“Gabe tinha ficado atraído por Megan desde o primeiro momento em que ela entrou no quarto do hospital. Entretanto, por mais que estivesse contando os minutos até poder beijá-la sem ter que quebrar a promessa, adorava ouvi-la rir, sabendo, sem a menor sombra de dúvida, que a conexão deles era muito mais profunda” (pág. 207).

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