A Fuga (Deadfall)


Resenha: Apesar de sua importância vital, a relação familiar pode enfrentar crises que obrigam a separação, ainda que momentânea. Quando isso acontece, saímos de nossa zona de conforto e necessitamos agir sozinhos, seja por um simples objetivo ou por algo maior. É o que aconteceu em A Fuga, mais recente trabalho do diretor Stefan Ruzowitzky.

Tendo como cenário um rigoroso inverno de uma região na fronteira com o Canadá, A Fuga se inicia mostrando o acidente sofrido pelos irmãos Addison (Eric Bana) e Liza (Olivia Wilde) após cometerem um assalto e conseguirem uma grande quantia em dinheiro. Como estão sendo perseguidos pela polícia, os irmãos decidem que o melhor a se fazer é se separar, com a certeza de um reencontro no futuro.

A partir de então ambos seguem caminhos totalmente distintos. Enquanto Addison enfrenta uma série de contratempos, resultando muitas vezes em cenas sanguinárias, Liza se encontra com o jovem Jay (Charlie Hunnam), que acaba de sair da prisão para passar o dia de Ação de Graça com os pais. Usando de seu jogo de sedução, Liza acompanha Jay, sem imaginar o que isso pode causar para os dois e também para seu irmão, Addison.
Talvez sem o brilhantismo do filme Os Falsários, que ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro com a direção de Stefan Ruzowitzky, A Fuga tem uma proposta interessante, ainda que nada de excepcional. O filme se resume ao fato de dois irmãos se separem e uma nova pessoa surgir para de alguma forma causar um conflito interno, que por ser em um filme de ação sabemos desde o início não será nada calmo.

Com um suspense que prende pela expectativa do que pode acontecer quando os irmãos se reencontrarem, acompanhamos de uma forma dinâmica duas situações que se diferem não apenas pela calmaria e a ação, como também pelo sentimento em jogo. Se de um lado temos a personalidade psicopata de Addison, tão bem interpretado por Eric Bana, de outro encontramos o charme de Liza, provando para todos (se é que alguém ainda duvida) que Olivia Wilde pode ser um rosto bonito e também uma talentosa atriz, que nesse caso consegue explorar o que sua personagem exige: sua sensualidade.
Além de ter como cenário algo tão propício a um suspense, A Fuga ainda possui boas sequências que felizmente se casam perfeitamente com o roteiro, que apesar de seguir sem muitas surpresas, em nenhum momento se perde – como também não ganha nada de excepcional, assim como foi citado anteriormente. Já em seu final, A Fuga revela a personalidade tão bem elaborada de Addison, porém é justamente nesse ponto que muitos podem se decepcionar – sobretudo em relação ao desfecho.

Servindo como uma ótima escolha para entretenimento, isso se não for visto com altas expectativas, o filme tem como seu ponto positivo a ausência de uma fuga cansativa, algo que geralmente encontramos em filmes que querem apenas mostrar o que seus personagens são capazes ao serem perseguidos. Mas é bom lembrar que o ritmo (inicial e final) não é o mesmo de grande parte do filme, o que pode ser visto apenas como um detalhe se pensarmos que é uma mistura de suspense e o sentimento entre dois irmãos, sendo que um deles se vê obrigado a cuidar do outro e não se importa com nada para realizar esse desejo.

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