Ao longo do último mês de junho, foram realizadas três entrevistas para a elaboração de matérias especiais sobre algumas novidades do mundo literário. Confira abaixo as entrevistas na íntegra:

Autora do livro Pacto Secreto, que ganhou destaque na grande rede nos últimos dois anos, Eliane Quintella lançou nos últimos meses, através do Wattpad, o seu mais novo trabalho literário: Café Forte, uma obra de suspense que conquista o leitor a cada nova página. Em entrevista realizada com exclusividade pelo blog Over Shock, Eliane comenta sobre Café Forte e as diferenças entre os seus dois primeiros trabalhos no meio literário.

Over Shock - Eliane, como surgiu a ideia para a escrita de Café Forte? No início você pensava em escrever algo que envolvesse um tema polêmico, como muitos podem classificar seu primeiro livro, ou apenas um mistério que prendesse o leitor pelos segredos e a personalidade de seus personagens?
Eliane Quintella - Primeiro quero agradecer a você, Ricardo, um amigo muito especial que encontrei nesse mundo virtual e um parceiro querido e dedicado. Pessoas como você me motivam a seguir em frente nessa minha jornada. Obrigada de verdade por todo carinho e dedicação, você é muito especial para mim. Quero também dizer que é uma delícia poder falar pela primeira vez com alguém sobre Café Forte e mais feliz ainda que esse alguém é você!
Agora vamos à entrevista!
A ideia de Café Forte foi muito difícil. Já explico! Bom, eu comecei escrevendo Café Forte com a ideia de escrever um suspense com um quê de sobrenatural apresentando Dora e seu namorado Miguel, e no final o leitor descobriria que a Dora sofria de um transtorno mental. Isso seria a grande descoberta do livro! Depois enfrentei um grande problema... Eu não gosto de enganar ou esconder os fatos do leitor. Eu quero que os fatos estejam ali, mas quero conduzir a história de um jeito que para o leitor a resposta não seja tão óbvia, que eu possa conduzir a história de um jeito que ele possa ter dúvidas. E percebi que se fosse mostrar esses traços da personalidade dela, ficaria muito óbvio que ela era doente e não teria suspense nenhum.... Fiquei em um beco sem saída! O livro que eu tinha imaginado não tinha como ser escrito ou ao menos não poderia ser escrito por mim! Fiquei sem escrever meses...pensando e pensando....Como eu conto a minha história!? Bom, daí eu joguei tudo fora. Não fiz isso uma ou duas vezes, acho que umas quatro vezes, e recomecei do zero. Eu tenho a mania de escrever entrando no cérebro dos meus personagens, principalmente no cérebro dos meu personagem principal, não tem jeito, faço isso... Mas eu não podia entrar no cérebro de Dora, do contrário, entregaria todo suspense. Então, fui escrevendo, entrando no cérebro de Miguel e de outros personagens e expressando alguns sentimentos e pensamentos desses personagens sobre Dora e alguns poucos da própria Dora, mas não todos, é claro. Uau! Isso para mim foi muito difícil, foi a escalada do Everest!  Bem, finalmente consegui, mas achei a história que tinha imaginado chata, achei o suspense sem graça, isso foi lá para o meio do livro, achei que simplesmente descobrir que a Dora tinha um transtorno mental era bobo. Por isso, como escritora jardineira que sou, voltei na história e podei os galhos, arrumei a casa para ficar do jeito que está hoje. No livro final o leitor não sabe se Dora é vítima de um demônio, louca, assassina ou se existe alguém bem real que a persegue!  Bom, e isso só vai descobrir quem ler o livro!
Quanto à polêmica, sabe, Ri, quando eu escrevi Pacto Secreto eu não imaginava que estava escrevendo algo polêmico, eu queria falar sobre o dilema de uma mulher em assinar ou não o Pacto com Satan para salvar quem ela mais amava no mundo, e se alguém vive esse dilema é inevitável que reflita sobre os valores religiosos e se aventure a querer saber o que está do outro lado. Acho que ter essas dúvidas é absolutamente natural para alguém que vive esse tipo de dilema. Curiosamente as pessoas podem criticar e ter opinião sobre tudo, porém vejo que com religião isso é um tabu, não podemos questionar coisas que logo apontam o dedo e fazem cara feia. Bem, eu acho que o escritor é um artista, por isso não pode ficar limitado a esse tipo de coisa, ele deve ser livre para escrever. Se o artista quer agradar o mundo, ele verá que não agradará ninguém, escreverá uma obra insossa e igual a milhares de outras e desagradará quem tanto quis agradar e especialmente desagradará a si mesmo.
Bom, respondendo à sua pergunta eu não tentei criar polêmica com Pacto Secreto, tampouco com Café Forte, só quero contar minha história aos leitores sem filtros. E acho mesmo que Café Forte é um puro livro de suspense, tudo o que eu quis foi realmente fisgar o leitor desde o início.

Over Shock - Para você, qual a principal diferença que o leitor irá encontrar entre a sua primeira trilogia, iniciada com Pacto Secreto, e seu atual trabalho?
Eliane - Uau, Ri! É muito diferente! A trilogia Pacto Secreto é uma história de fantasia, sim, tem suspense, mas o forte da história é o dilema da Valentina, é essa questão profunda e existencial que comanda a história, enquanto no Café Forte o carro chefe é o suspense, é ele que guia a história. No Pacto Secreto há um mundo paralelo de mistérios, magia e poder e no Café Forte temos a vida como ela é, sem fantasia alguma. Pacto Secreto é uma boa história com aventura, romance, suspense e talvez uma dose de terror para os mais assustados e Café Forte é puro suspense, tenso e eletrizante, mas puro suspense.

Over Shock - Se comparar as épocas em que Pacto Secreto e Café Forte foram escritos, você percebe um amadurecimento em seu trabalho como escritora?
Eliane - Sinceramente acho difícil responder a essa pergunta. Essa autoanálise é complicada...Mas vamos lá! Bom, muita gente achou que Pacto Secreto ficava parado demais em alguns momentos, isso no meu ponto de vista (veja que eu sou suspeita!!!) era correto já que, como eu falei na resposta anterior, o que comandava a história era o dilema existencial que Valentina sofria, portanto, esse dilema, essa dúvida que martelava sem parar em seu cérebro era lenta e repetitiva, mas nesse livro eu busquei acelerar a história e focar no suspense em si. Fora isso eu não sei se houve alguma outra mudança! Os leitores que dirão! Novamente é muito difícil para o escritor perceber essas mudanças no estilo e forma como escreve!

Over Shock - Atualmente a internet fornece uma série de possibilidade para os autores, como por exemplo, a Amazon, que chegou ao Brasil nos últimos meses e já é um grande sucesso. Apesar dessa possibilidade, você decidiu publicar Café Forte diretamente pelo Wattpad, ferramenta gratuita que beneficia leitores e escritores. Em algum momento você pensou em não disponibilizar essa obra de forma gratuita e sim em lojas virtuais, como a própria Amazon? O que a motivou a publicar diretamente pela Wattpad?
Eliane - Eu quis interagir com os leitores, por isso que escolhi o Wattpad, mas eu penso em soltar o livro na Amazon, Apple e também em publicá-lo. Gostei muito do resultado final de Café Forte! Acho que é um ótimo entretenimento, um suspense tenso, realmente tenso, que vai fazer você ir virando rapidamente as páginas do livro!

Over Shock - Apesar da publicação online, você pensa na possibilidade de publicar essa obra de forma independente ou por alguma editora?
Eliane - Sim! Quero ver o Café Forte ser publicado! Sinceramente ainda não decidi se lanço o livro de forma independente com o apoio dos leitores, sabe, pedindo investimento e oferecendo retorno como um livro, dois livros, camisetas e outros ou se busco uma Editora. Acho que vai depender do retorno que eu tiver com Café Forte e animação que sentir do público leitor.

Clique aqui e confira a matéria “Uma xícara de café, por favor?”

Após o lançamento do sucesso Cinquenta Tons de Cinza, a literatura erótica ganhou muito destaque na mídia e conquistou o gosto dos leitores. A literatura nacional está muito bem representada no gênero com o recém-lançado Batom Vermelho, escrito por Vanessa de Cássia. Apesar de considerar Batom Vermelho uma obra “hot”, nessa entrevista Vanessa garante que seu livro é muito diferente do trabalho de E. L. James e também comenta sobre sua obra de estreia, Entre Amores Cruzados.

Over Shock - Vanessa, quais foram as principais diferenças no processo de escrita de seu primeiro livro, “Entre Amores Cruzados”, e o seu novo lançamento, “Batom Vermelho”? De que forma a experiência adquirida com o livro anterior te ajudou nesse processo de criação?
Vanessa de Cássia - A principal diferença é que nesse segundo livro, eu teria que fazer meu melhor. Deixá-lo exatamente perfeito. Pois no meu primeiro, eu nunca imaginei que viraria um livro, agora esse sim. Batom Vermelho foi um processo e tanto, dois meses para ser escrito, quatro meses modificando-o e cinco para ser editado da forma em que está, foi um trabalho árduo! Mas com um resultado incrível. A experiência que ganhei com meu primeiro, com toda certeza é buscar melhorar, eu não tinha muita noção em meu primeiro, BV na verdade, é meu terceiro escrito, pois já tinha escrito Doce Insensatez que é a continuação de EAC. A escrita ocorreu mais fácil, não tive dificuldade de escrevê-lo, e sim, de deixá-lo como ficou. 

Over Shock - E o que o leitor pode esperar da leitura de “Batom Vermelho”?
Vanessa - Uma leitura simples como meu primeiro. Não sou de ficar cheia de frescuras na escrita, mas sentirão e muito como mudei e cresci em minha escrita. Eu mesma me surpreendi com tamanha evolução. Os sentidos são outros, e a meu ver, o que mais quero é levar um conhecimento no meu estilo de escrita. Quero que as pessoas sintam meu livro, que não seja mais um livro erótico cheio de sexo. Ali tem uma história por trás. Tem sentimentos e dores envolvidos. Tem o crescimento de uma mulher. Tem o sexo feminino. Tem um universo totalmente novo até mesmo a mim. Todo mundo deve experimentar essa escrita vermelha...rs

Over Shock - Os protagonistas masculinos de “Entre Amores Cruzados” conquistaram o público feminino, que até hoje comenta sobre suas personalidades. As leitoras podem esperar por novos personagens que as conquiste? E o que você reservou para os leitores que também acompanham o seu trabalho?
Vanessa - Hmmm... Adoro quando isso acontece! Em EAC foi grande a disputa entre John e Marcus, mas foi uma grande surpresa, pois quando os fiz nem imaginava que teriam tanto destaque! Agora em BV, bem, vamos se dizer que, eles estão melhores ainda! Até eu suspiro em descrevê-los... rs Juan e Richard é um contraste e tanto. Juan um tatuado meio bad boy, todo sexy e romântico, Richard um rapaz todo sério e mistério, lindo e sedutor, da qual Mel fica encantada. Mas por quem será esse beijo proibido que ela tanto quer? Isso fica para quem for conferir esse romance hot! rs

Over Shock - A literatura erótica está em alta no mercado editorial com inúmeros sucessos, sobretudo internacionais. Você acha que isso pode ajudar a levar “Batom Vermelho” para um número ainda maior de leitores e mostrar que no Brasil o gênero também está bem representado?
Vanessa - Espero que sim, espero que BV seja um sucesso. No entanto, quando eu o escrevi, 50 tons ainda não estava no Brasil. Eu já tinha esse estilo “hot”, mas com a vinda de 50 tons e todos esses romances eróticos só me fez soltar um pouco mais a imaginação. Que até então eu tinha medo do que poderiam achar, mas quando eu li esses livros, pensei: ah, agora posso liberar geral! rs Só quero deixar algo bem explicado, meu livro não tem nada a ver com 50 tons, digo, no sentido de tratar de dominador/submissa, não há isso, o meu livro é bem diferente, a mocinha não é “inocente”, ela é sexy e poderosa, confiante e mulherão! É tudo que a mulherada precisa ser! E tudo que os homens querem em uma mulher, podem apostar!

Over Shock - Após lançar “Entre Amores Cruzados” pela editora Novo Século você lança “Batom Vermelho” pela editora Literata, que tem realizado um excelente trabalho com autores nacionais. Que tipo de aprendizado e experiência você adquiriu com essa troca de editora?
Vanessa - Na verdade, eu fiquei surpresa quando procurei a Editora Literata e me receberam tão carinhosamente, eu já acompanhava os trabalhos deles, e fiquei tão feliz quando deu certo. E ainda mais feliz quando vi todo meu trabalho sendo respeitado e feito com carinho. Mostrei a eles que estava ali para somar, para crescer juntos com meus amigos de letras. E a cada dia mostro isso, compartilho a mesma alegria, se um cresce todos irão juntos. E é assim que temos que pensar. A Novo Século já tem seu nome no mercado, respeito-a muito por tudo que me fizeram e ainda fazem com EAC, tenho meus contatos com amigos que fiz lá, mas agora minha editora é a Literata e vou crescer e fazer de tudo para ela se destacar entre tantas!

Over Shock - O evento de lançamento de “Batom Vermelho” aconteceu no último sábado, 08, em São Paulo. Qual foi a sensação de ver mais uma obra sendo lançada e o que você pode comentar sobre o evento?
Vanessa - Um sonho realizado. Eu tirei todo medo e soltei meus ombros aliviados com o que fiz. Ninguém tem noção do quando foi difícil fazer tudo que fiz com muito prazer e dedicação. Cada linha, cada trecho, cada cansaço foi prazeroso e fiz por todos meus leitores. Eu pensei muitas vezes em desistir, só não fiz isso por cada um de vocês, e por meu marido que sempre me apoiou e esteve ao meu lado. Minhas amigas que tanto me incentivaram e também pela Soninha Senra que passou madrugadas a fio me apoiando e fazendo-me não desistir desse meu sonho. O evento foi sensacional, amigos queridos, autores maravilhosos estavam presentes, a família Literata, a Revista Diva cobrindo o evento. Foi bom demais, e quase faltou livros! Recebi até elogios da Saraiva por email, dizendo que foi um sucesso! Enfim, vamos conquistar esse mercado nacional!

Over Shock - O que o leitor interessado em sua obra deve fazer para adquiri-la?
Vanessa - No momento, terá apenas no site da Saraiva, com a Literata e comigo! Se quiserem autografados é só entrar em contato pelo face, que encaminho o livro!
Ricardo, agradeço de coração toda atenção e carinho com meu trabalho, o Blog Over Shock sempre com todo respeito a literatura nacional, vamos levar essa cultura tão maravilhosa ao Brasil. Obrigada e quero deixar um recado aos leitores:
Vamos deixar de lado um pouco o cinza, e vamos viver uma cor mais intensa: o Vermelho!
Beijinhos de Batom Vermelho.
Vanessa de Cássia

Clique aqui e confira a matéria “Eu quero beijos, de seus lábios vermelhos, até que os olhos mudem de cor”.

Pelo segundo ano seguido, o escritor e editor Robert Laaf e a editora Alcantis realizaram o Concurso Literário do Escritor Contemporâneo (CLEC), que tem como objetivo criar oportunidade de novos autores ganharem espaço no mercado editorial e iniciarem uma carreira literária. Em sua segunda edição, o CLEC produziu a antologia Amores Impossíveis, lançada no último dia 28 no Rio de Janeiro. Ao ser entrevistado, Roberto conta sobre a ideia principal do concurso e ainda revelada as novidades para as próximas edições.

Over Shock - Roberto, gostaria de novamente dizer que é um prazer enorme participar da segunda edição do Concurso Literário do Escritor Contemporâneo e gostaria também que você contasse um pouco sobre como surgiu a ideia para a criação desse concurso, realizado pela primeira vez em 2011.
Roberto Laaf - Olá, Ricardo, boa noite!
Antes de tudo quero agradecer seu convite para uma entrevista ao Over Shock, oferecendo essa ótima oportunidade para falar um pouco sobre o CLEC.
O concurso foi planejado em 2005, no primeiro ano de vida da Alcantis e quando os sócios na editora ainda eram outros, mas, devido a uma séria de obstáculos, somente com a chegada do Vinícius de Souza à Alcantis em 2010 o projeto foi retomado e tivemos a felicidade de lançar sua primeira edição em 2011, com o belo resultado que foi a publicação de Equinócios de Amor.
A ideia inicial era criar oportunidade para que as pessoas pudessem inscrever contos no concurso a fim de conquistar espaço no que seria seu primeiro livro impresso, ainda que compartilhado com outros autores, e tivessem um gostinho de vivenciar uma breve experiência no meio literário. No entanto, quando o projeto foi retomado, pensamos em torná-lo mais focado nas pessoas que realmente desejavam iniciar uma carreira literária, e nossa intenção era acompanhar de perto a evolução desses autores revelados pelo concurso para um dia trabalharmos com eles em projetos maiores, como, por exemplo, a publicação de um livro solo, algo que estamos prestes a realizar.

Over Shock - Você acha que ao dar esse tipo de oportunidade para escritores iniciantes o concurso pode estar abrindo as portas do mercado editorial para futuros ícones da nossa literatura?
Roberto - Muitas pessoas com quem já conversei admitiram ter o secreto desejo de publicar um livro, algumas delas, afirmaram ter guardado várias histórias que um dia sonharam em publicar, então, eu pensava em oferecer algo que pudesse fazer com que pessoas assim dessem um passo em direção ao seu sonho.
Dizer que a iniciativa de um concurso como o CLEC pode abrir as portas do mercado editorial para futuros ícones da nossa literatura seria algo pretensioso da minha parte, mas acredito que seja uma forma de dar um pequeno empurrão na direção certa para muitos autores talentosos que estão por aí ainda escondidos.
O CLEC é só um convite ao primeiro passo para aqueles que acreditam em seu talento e desejam compartilhar um pouco de suas criações com os outros. Certamente outros passos serão necessários e virão naturalmente, mas caberá a cada autor continuar respondendo aos chamados. Agora mesmo, por exemplo, estou finalizando uma proposta de publicação para uma das autoras do concurso, um projeto longo que culminará na publicação de um livro solo. Digamos que será seu segundo pequeno passo.

Over Shock - Quais foram as principais diferenças sentidas por você na organização da primeira e da atual edição do CLEC?
Roberto - Vou citar apenas as diferenças que foram mais significativas, que foram a evolução nos critérios de seleção dos contos, que passou a contar com um sistema de avaliação mais amplo que o anterior, a parceria com a APED Editora, que veio somar força à iniciativa tornando-a ainda maior, e o apoio do Grupo Ponto do Autor, que está colaborando para a organização de um lançamento bem bonito para os autores, e que será o marco para a nova gestão do concurso, que está passando para as mãos deles a partir deste ano com o lançamento do CLEC 2013 em julho.
Agora, não posso deixar de mencionar também que a segunda edição, com praticamente o dobro do número de inscrições em relação à edição anterior, foi muito mais concorrida, e mais da metade dos contos eram muito bons. Não tenho dúvidas de que os autores eleitos deste ano podem se orgulhar de estarem na antologia Amores Impossíveis.

Over Shock - E em relação ao resultado final, quais as diferenças entre “Equinócios de Amor” e “Amores Impossíveis”?
Roberto - Então, como mencionei na pergunta anterior, os contos de Amores Impossíveis são bem mais intensos; talvez pela própria proposta da antologia de explorar o lado mais sofrido do amor, eles tenham sido escritos com mais intensidade. Achei que alguns autores mergulharam fundo nessa proposta e conseguiram passar para o papel
Certa vez, em outra entrevista, perguntaram-me o que era literatura em minha opinião, e pensei por algum instante nesta questão. Falamos, respiramos, criamos literatura o tempo todo, mas o que é literatura afinal? Na ocasião respondi que, em minha opinião, literatura é a arte de manifestar as diversas faces do comportamento humano por meio da palavra escrita, e acredito que Amores Impossíveis é um claro exemplo do que penso ser literatura.

Over Shock - Você tem a intenção de realizar uma nova edição do concurso? O que os interessados em participar podem esperar?
Roberto - Sim, com certeza, agora que o CLEC será organizado pelo Grupo Ponto do Autor a tendência é que ele cresça ainda mais. A edição 2013 será lançada logo na primeira semana de julho, e, a proposta da Coordenação de Concursos do grupo é de que a edição deste ano seja publicada no final de outubro, então, teremos a publicação do CLEC 2013 ainda em 2013.
Acho que os interessados podem esperar algo mais grandioso, pois a estrutura oferecida pelo Ponto do Autor é bem maior e tenho certeza de que o concurso será ainda mais concorrido. Vou adiantar que há planos de que o tema seja relacionado a contos com bruxas e de que o grupo estuda a possibilidade de o lançamento ocorrer em um de seus eventos temáticos que é o Halloween Literário.
O concurso continuará com sua premissa de trazer novos escritores para o mundo literário, de incentivá-los a iniciar a caminhada... A jornada de um escritor na maioria das vezes é longa e repleta de dificuldades, muitas vezes solitária, com momentos de frustração alternados por alguns de alegria e, sempre, sempre rico em expectativas. É uma jornada que nos permite sentir muitas emoções e que em grande parte do tempo nos conduz ao interior de nossa alma. Acho que todos deveriam experimentar.
Roberto Laaf

Clique aqui e confira a matéria “Amores Impossíveis, realizando o sonho de autores iniciantes”.

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3 Comentários

  1. Oi Rick, adorei as entrevistas! Duas autoras belas que eu conheço e gosto e um autor que não conhecia tanto, mas que me deixou bem curiosa pra conhecer o seu trabalho.
    Bjokas querido e parabéns pelo post.


    www.lerepensar.com

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  2. Eu sou adoradora de entrevistas com autores, porque faz com que o público viva um pouco do mundo por trás dos livros, mostra uma pequena parte da personalidade dos nossos ídolos literários e nos dá mais vontade de ler seus livros para entrar na imaginação desses gênios.
    Obrigada por nos proporcionar isso, Overshock!

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  3. Achei as três entrevistas um máximo. Fui a um evento aqui em Recife em que a Eliane Quintella era uma das convidadas. Na época, ela só tinha publicado o "Pacto Secreto", e já tinha ficado bastante curioso pra ler, e agora, vendo que ela lançou o "Café Forte", que tem uma pegada mais ágil, me convenci de que preciso ler.
    Mas não apenas os livros da Eliane, mas o da Vanessa também me chamou a atenção, pois como não li nenhum dos romances eróticos, acho que o da Vanessa deve ser um belo exemplar do gênero.
    E que bom que vão surgir mais edições do Concurso para novas Antologias. Isso que dizer que as duas primeiras fizeram sucesso!!!


    @_Dom_Dom

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