Um Porto Seguro (Safe Haven)


Resenha: Não é preciso ser nenhum especialista para saber que os livros do escritor Nicholas Sparks são escritos com uma estrutura que facilita a adaptação para o cinema. Algumas vezes isso pode ser visto como um fator positivo, mas também está suscetível a falhas. É o caso de Um Porto Seguro, baseado no livro lançado no Brasil pela editora Novo Conceito.

O longa-metragem mostra quando a bela Katie (Julianne Hough) se instala em uma pequena cidade da Carolina do Sul. Katie vive normalmente nessa cidade, onde consegue um emprego e conhece Alex (Josh Duhamel), um viúvo e pai de dois filhos.

Além de Alex, Katie também forma uma amizade com sua vizinha Jo (Cobie Smulders), que parece ter uma única intenção: unir sua amiga com o rapaz. O interesse por parte de ambos não demora a aparecer, mas ao se envolver com a família dele, ela não imagina que os fantasmas de seu passado voltarão a persegui-la para impedi-la de ser simplesmente feliz.
A primeira coisa que deve ser dita sobre Um Porto Seguro é que se trata de um filme bonito, seja por sua história ou simplesmente por seu cenário, que a exemplo de outras adaptações de livros do autor, é rico em belíssimas paisagens da Carolina do Sul. Mas apesar de ser bonito, o grande problema acaba sendo a estrutura que foi utilizada pelos roteiristas Gage Lansky e Dana Stevens.

Quem já teve a oportunidade de ler Um Porto Seguro sabe que Nicholas Sparks priorizou o suspense e teve calma na hora de revelar segredos para os leitores, que aos poucos se surpreendiam com as reviravoltas da obra. Já em sua adaptação, isso foi diferente e determinadas situações aconteceram antes do que tecnicamente deveriam acontecer. No primeiro momento isso é um ponto negativo, mas com um pouco de reflexão sabemos que não havia escolha. Essa exposição precisava de fato acontecer já no início do longa-metragem.

Mas se essa pequena falha é aceitável, já que em outros momentos deixaria o roteiro perdido e sem sentido, os roteiristas e produtores cometem outras falhas ao longo do filme, que certamente passam despercebidas se não houver uma atenção mesmo que mínima. Além disso, muito do que foi filmado aparenta não ser nada inovador, como se a intenção fosse contar histórias diferentes (se comparada com as demais adaptações) em cenas semelhantes.
Outro detalhe importante e que não pode ser esquecido é a atuação dos protagonistas Julianne Hough e Josh Duhamel. Enquanto Hough se aproveita de sua beleza para cativar os olhos do espectador, Duhamel se sai bem ao mostrar “o paizão” que é o personagem Alex no livro e no filme. Felizmente também há uma química entre os dois, o que proporciona cenas de um romance para todos os apaixonados de plantão. Já o antagonista David Lyons não se sai tão bem e apenas em algumas cenas aparenta ter uma personalidade conturbada como seu personagem Kevin.

Com isso, é fácil dizer que o grande problema desse e de outros filmes baseados em livros é o roteiro, já que na maioria das vezes a qualidade técnica é agradável. Um Porto Seguro possui exatamente isso e consegue agradar por sua fotografia, elenco, cenas e principalmente sua trilha sonora, enquanto desagrada pelas falhas que podem tirar o brilhantismo do que foi escrito por Sparks.

Apesar de existir essa possibilidade, o filme dirigido pelo mesmo diretor de Querido John e Amor Impossível consegue sim passar uma bonita mensagem de superação e de mudanças de vida. Com o clichê natural de histórias sparkianas, não dá para dizer que é uma história inovadora, ainda que bonita, e totalmente surpreendente (talvez nas páginas dos livros), mas sim um ótimo passatempo, já que mesmo com suas quase duas horas de filme, não se torna cansativo e monótono.

6 Comentários

  1. Tenho o livro aqui e quero muito ler. Verei o filme após ler o livro!

    http://leituramagnifica.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  2. Joshua Guimarães17 de julho de 2013 09:17

    O filme é bastante agradável, mas como você disse, há algumas falhas durante o longa. Por isso sempre prefiro os livros, kk. Ótima crítica, e acho que o filme - não sei se foi de baixo orçamento - fez bem, até mesmo a química entre o casal principal, e o antagonista, gostei bastante das cenas "loucas" dele, apesar de achar que ele deveria ter tido mais destaque. No final das contas, o filme permaneceu como romance demais, ao contrário do livro, que tem mais suspense.

    ResponderExcluir
  3. Oie!

    Tenho muita vontade de ler este livro, gosto dos livros do autor.

    É nem sempre o filme é fiel, por isso prefiro primeiro ler e depois assistir.

    Beijos*

    http://diariodeincentivoaleitura.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  4. Não li o livro e nem vi o filme. É fato que a maioria dos filmes que são baseados em livros, não agradam o público, pelo menos não a maioria que leu o livro. Mas é como você disse: é um ótimo passatempo. Xd

    ResponderExcluir
  5. Luana Villwock Silva17 de julho de 2013 20:54

    Eu assisti esse filme e amei, e olha que é bem difícil eu dizer isso de uma adaptação, eu geralmente sou a chata e cética, mas esse foi bem fiel perto dos outros! Adorei a sua resenha (:
    beijos, Lu

    Lendo ao Luar

    ResponderExcluir
  6. Ainda não assisti esse filme e nem li o livro. Mas é até normal algo nas adaptações se perder em relação ao livro. Pelo menos, nesse caso, muitos dos elementos que compõem uma produção cinematográfica foram muito bem aproveitadas.

    @_Dom_Dom

    ResponderExcluir