Foto: Ricardo Biazotto/Over Shock
Se apresentando para um grande público presente no Cine Theatro Avenida, a Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo foi a única atração do quinto dia da Semana Edgard Cavalheiro e fez um concerto passeando por sua própria história.

Criada pela Secretaria de Estado da Cultura em 1989, a Jazz Sinfônica sempre teve a intenção de resgatar as tradições das orquestras de rádio e televisão famosas entre as décadas 30 e 70. Sua principal característica é a união de elementos da música erudita e de uma big band de jazz, o que a transforma em uma orquestra inovadora e moderna. O principal nome dessa história foi Cyro Pereira, falecido em 2011, antigo maestro dos Festivais da Record dos anos 60. Com mais de 80 integrantes, a Jazz Sinfônica já se apresentou ao lado de importantes nomes da nossa música, como Tom Jobim, Milton Nascimento e Toquinho.

Como citado, em seu concerto apresentado na noite de sexta-feira, 16, a Jazz Sinfônica preparou um passeio por sua própria história, tocando canções que fizeram parte do repertório ao longo das últimas décadas. Ainda no início os músicos presentes tocaram uma peça composta por Scott Joplin e outra de Ernesto Nazareth, considerados pelo maestro dois nomes que, assim como a Jazz Sinfônica, caminharam pela fronteira da música erudita e popular.

Ao longo do concerto, foram apresentadas ainda peças de compositores e maestros italianos, argentinos e, claro, brasileiros. O tema de um dos filmes do cineasta italiano Federico Fellini, grande parceiro do compositor Nino Rota, também foi tocado com a intenção de levar o público presente a um passeio pela Roma dos anos 50.

Já no final do concerto, a Jazz Sinfônica tocou a canção Bye, Bye Brasil, no entanto não aparentava estar dizendo “adeus” para a população pinhalense e sim dizendo um “até logo”.

Após o concerto foi realizada uma entrevista exclusiva com Ana Tereza Castro Leite, presidente da Associação Amigos do Theatro Avenida (AATA) e uma das organizadoras da Semana Edgard Cavalheiro, que revelou ser fã da Jazz Sinfônica. “Eu acho ela uma orquestra arrojada, despojada e muito moderna”. “O maestro Cyro Pereira, quando da fundação da Jazz Sinfônica, era um maestro muito inovador, muito pra frente”, completou dizendo que considera essa como uma das melhores orquestras do país.

Já sobre o fato da Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo não poder se apresentar de forma completa (foram cerca de quarenta integrantes), devido ao tamanho do palco do Theatro Avenida, Ana Tereza disse ser uma pena não existir a possibilidade de receber todos os músicas, mas ressaltou que ainda assim a Jazz Sinfônica “expressa muito bem a música, o que ela tem de melhor, seja a música brasileira ou a música de outros países”.

5 Comentários

  1. Não conhecia essa "Jazz Sinfônica", mas confesso que me amarro nessas misturas de estilos musicais que algumas orquestras fazem. Sabemos que nem todo mundo aprecia música erudita, e acho de extrema importância que exista essa "popularização" no repertório apresentado, pois vai criando gradualmente um gosto pelo estilo. Essa noite deve ter sido bem legal.


    @_Dom_Dom

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  2. Adorei! Não conheci essa Jazz Sinfônica também, mas deve ser muito bacana essas misturas de estilos musicais. O público deve ter amado né, uma pena esse tipo de apresentação não ser tão divulgado tanto pelo Brasil afora. Acho que todo mundo deveria ver a magia de apresentações como essa possui.

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  3. Mesmo para quem não tinha o hábito (como eu) a noite foi incrível, Nardonio. Em nenhum dia da semana o Theatro Avenida esteve tão lotado, e isso deve ter uma explicação, né? kkk

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  4. Nara Brasil do Amaral14 de setembro de 2013 17:22

    Não conhecia a Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo, mas deve ter sido uma grande atração dessa Semana. Parece apresentarem concertos que prendam a atenção do público pela sua inovação de misturar dois estilos de música e fiquei bastante impressionada quando soube que a orquestra já tinha se apresentado com Tom Jobim e Milton Nascimento.

    Vou procurar saber mais sobre essa orquestra.

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  5. Ai eu adoro orquestra, acho que tem um som tão tranquilizante ;) Pelo menos me proporciona uma paz de espírito, quando eu estudava para o vestibular, sempre gostava de escutar Cd's de orquestras ;) Infelizmente eu ainda não conhecia essa.

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