"A história da humanidade está fadada às lutas das classes" - Friedrich Engels

Sem me envolver com qualquer relação ou tendência política, falarei nesta postagem sobre um dos temas que mais abrangem os problemas sociais no Brasil e no mundo.

Há muito tempo venho procurando sentido em alguma música que pudesse traçar algum paralelo com as diferenças das classes sociais, e da mesma forma, há muito tempo procuro tentar entender como existem pessoas que tem muito, e outras que tem tão pouco. Talvez por poucos terem muito, é que muitos têm pouco, e neste ciclo vicioso —de trabalhos, de relações sociais e de posições— a massa (e aqui entram relações das diversas classes, sejam elas as mais favorecidas em abundância ou não de bens consumíveis e as menos favorecidas), passa despercebida e não se toca em seus problemas. As palavras expressas nesta coluna não se referem ao bem ou relação “humanitária” de amor ao próximo, mas a relação filosófica e sociológica diante de tantos problemas sociais. Não discutiremos sobre “o que fazemos para reverter isso”, mas “o que fazem para reverter isso”. Sendo eles, os líderes, os governantes, as igrejas, as empresas, e toda a instituição ou forma de Poder.

Esta coluna será breve e começarei atraindo olhares para a Sociologia.

A relação de trabalho proposta por Marx levaria o mundo para um lado diferente do que estamos acostumados a ver, e do que sempre foi fracassado enquanto tentou ser implantado. Indo longe dos olhares políticos, vemos que a relação do homem e do trabalho, sempre foi dada pela fórmula de O Capital, onde o produto + capital = produto para mercado. O homem é um ser feito para trabalhar, e nesta relação de máquinas humanas, assim como os carros que consumimos, procura-se o de melhor aparência, o de elhor resistência e o de melhor oferta, tanto para custo, quanto para tratamento. Desde os tempos das cavernas, os nossos antepassados, quando mostravam mais força ou poder, agilidade ou qualidades distintas, eram relacionados como superiores, e isso tudo foi sendo repassado através de novas gerações, através de novos modelos sociais e principalmente, através de novas culturas.

A Grécia já demonstrava traços de submissão, ao privar os escravos de conhecimento e de distanciar as classes. Cristo veio à terra pobre, fugindo de um rei, e sua história foi marcada por perseguição dos poderosos aos menos favorecidos. Com o tempo, surgiram os feudos, e os homens assumiram sombrias tocas mentais e abrigaram-se nos campos, servindo ao chefe do grupo, o seu superior rei. Com a Igreja, esse sentido se extrapolou e a relação de servidão, submissão e a posição (seja perante ao Papa, ao rei, ou à Deus) ficaria eternizada. As novas religiões contribuíram muito com essa relação.

As colonizações vieram, e novos povos se tornaram submissos. E o ponto para reflexão começa justamente nisso: tivemos em nossa breve história no planeta, diversas manifestações de submissão social, o que acarreta, obviamente, à divisão de classes e o privar recursos ou meios para determinadas pessoas por motivos culturais, econômicos, sociais, etc.

Karl Marx, autor de O Capital e
O manifesto comunista, dois exemplos
de como é a relação de classes, trabalho,
desigualdades sociais e submissão ao Poder.
Não é difícil de entender. Muitos tem pouco, e poucos tem muito. Dividir, talvez fosse uma boa opção, mas os poucos não gostariam de dividir com os muitos, e ao mesmo tempo, todo o esforço individual acarretado ao longo da vida por pouquíssimos, destes poucos, seria injusto para todo um meio social de poucos, dos muitos, que podem se “encostar”.

A desigualdade social está presente em cidadãos de todas as idades, e em seu maior índice, na classe jovem de baixa renda — impossibilitados de ascender socialmente pela falta de educação de qualidade, de melhores oportunidades no mercado e vida com saúde ou dignidade, ou seja, sem as mesmas oportunidades que os outros nos mais abrangentes sentidos que estes termos carregam consigo.

A desigualdade social gera uma previdência enfraquecida que não consegue sustentar os aposentados dignamente; permite a existência de  um mercado de trabalho e uma educação elitizada, onde poucos jovens de menor renda conseguem adquirir uma melhor formação escolar e profissional. Talvez um dos piores problemas acarretados por isso tudo, seja os altos índices de violência, prova disso, é que países desenvolvidos com grande desigualdade social, apresentam taxas enormes de violência urbana, como o roubo ou assassinato.

A principal provocação no sentido de desigualdade social, é que ela acarreta diversas vezes, à não execução dos direitos humanos, onde os que tem dinheiro, podem ter escola, saúde, emprego, lazer e saneamento básico, enquanto os que não são afortunados, não podem sequer, ter escola descente, sistema de saúde pública de qualidade, empregos ou oportunidades, etc. O principal desafio, portanto, é promover o direito ao cidadão de viver dignamente.

A desigualdade no mundo, retratando as áreas azuis as de menor índice de desigualdades (sendo as cores fortes, as menos desiguais e as claras, as mais desiguais); e as cores quentes (como o amarelo e os tons de vermelho, passando para preto) as cores de maior índice de desigualdade (sendo as áreas amarelas, menos desiguais que as de tons vermelhos, que começam de tons claros, para os mais fortes, conforme o nível de desigualdade). Disponível pelo índice de Gráficos de Geni.

No Brasil
A atual disposição da renda brasileira possui fatores históricos enraizados desde os tempos das capitanias hereditárias que concentravam a posse de terras, da escravidão que gerou uma massa de pessoas desassistidas  e das monoculturas que não permitiam um maior acesso ao alimento e à riqueza gerada pela terra.

A classe social no Brasil, é medida pelos dados estabelecidos pelo Critério Brasil, que define as classes sociais de acordo com o poder de compra e de consumo de alguns itens, tais como geladeira, TV em cores, rádio, automóvel, aspirador de pó, máquina de lavar, videocassete/DVD e freezer independente, e bens construidos como banheiro, ou bens de conforto como a contratação de empregadas domésticas.

A desigualdade social do Brasil apresenta-se na classe social, onde a maior parte da população(43%) é classe C ou classe média. Isso ocorreu graças à forte aceleração econômica que aconteceu a partir de 2006. Essa aceleração que ocorreu fez com que vinte milhões de pessoas passassem para a classe C.

A classe A1 (altíssima), é medida em 1% da população, sendo a classe A2 (alta), quase 4%. A classe B supera os aproximados 23%; a classe C, quase 42%; a classe D, os 25%; e a classe E (a mais baixa de todas as outras, em um contraste com a A, sendo encontrado o estado de miséria), 3%.

Até 1930, a economia do solo verde-amarelo era voltada para a relação de produção agrária, e com a vinda das indústrias, veio a relação de se criar condições para a acumulação capitalista, que era evidenciado pelo papel estatal quanto à interferência da economia (onde o Governo passou a criar condições para a industrialização) e também pela implantação de indústrias, voltadas a produção de máquinas, equipamentos, etc.

A política econômica não se voltava para a criação, mas pelo desenvolvimento de setores de produção, que economizaram mão-de-obra. O resultado disso foi o desemprego que ocorreu.

A desigualdade social vem sendo muito acentuada no Brasil, sendo o oitavo país com o maior índice de desigualdade social e econômica no mundo (segundo os dados da Onu em divulgação ao ano de 2005).

Os maiores exemplos para retratar essa desigualdade —além dos números já citados— seria o estado de miséria, extrema condiçaõ de renda, salários baixos, fome e desemprego, violência e marginalidade.

Devido à prosperidade econômica e às políticas de combate à desigualdade social promovidas pelo Governo do Brasil nos últimos anos, a desigualdade social no Brasil vem caindo, chegando em 2012 a níveis de 1960, embora o Brasil ainda esteja entre as nações mais desiguais do mundo. A Fundação Fundação Getúlio Vargas (FGV), estima que a desigualdade no Brasil atinja 0,51407 em 2014.

No Brasil, cerca de 46,9 da renda nacional estavam [em 2005] nas mãos de 10% mais ricos da população. Entre os 10% mais pobres, a renda era de apenas 0,7%.

Em pesquisa realizada pelo IBGE nos anos de 2008 e 2009, detectou-se que a família brasileira gasta cerca de R$ 2,6 mil em média por mês. As famílias da região Sudeste gastam R$ 3,1 mil contra R$ 1,7 mil das famílias do Nordeste.

Na área urbana, a média de gasto é de R$ 2,8 mil contra R$ 1,4 mil nas áreas rurais. Esse relatório faz parte das primeiras divulgações da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2008/09. O estudo visitou 60.000 e considerou para os dados, os números de despesas, rendimentos, variação patrimonial, e condições de vida das famílias.

Nas cotas
Em relação à posição econômica entre negros e brancos, pôde-se constatar que 60% dos pobres no Brasil são constituídos por negros e dentre as pessoas consideradas como indigentes, 70% são negros. De um modo geral, de acordo com os dados da pesquisa, 50% das pessoas negras ou pardas são pobres, enquanto que apenas 25% dos brancos apresentam a mesma condição social.

Na teoria
Marx acreditava que a miséria é utilizada como um instrumento pelas classes dominantes. Acreditava também que a desigualdade é causada pela divisão de classes, dentre aqueles que tem os meios de produção, chamados de burgueses, e aqueles que contam apenas com sua força de trabalho para garantir sua sobrevivência, chamados de proletários. Marxistas alegam que a desigualdade social é inevitavelmente produzida pelo capitalismo e não poderá ser alterada sem uma modificação no sistema capitalista.

Finalizo trazendo alguns questionamentos:

No continente africano, 1, em cada 4 pessoas, são portadoras da Aids. Isso nunca foi de interesse do restante do mundo, afinal, não é uma doença de primeiro mundo e não acarreta mudanças econômicas para nossos grandes blocos. Isso está diretamente relacionado não às diferenças sociais relacionadas ao indivíduo, mas às diferenças sociais voltadas para toda uma pátria, ou melhor, para um continente todo.

1, em um grupo de 8 pessoas, passa fome no mundo. Isso se relaciona em todo o planeta e acontece também nas terras tupiniquins, e não muito distante, em todas as regiões. Claro que o número é muito variante nas regiões e comparado ao resto do mundo, pequeno. Porém existente, e nada supre a falta de responsabilidade de nossos líderes ao longo de toda a nossa história política.

1, em cada 4 crianças da América, são obesas. E na mesma proporção [de uma em quatro crianças], milhões morrem de Aids na África. Das crianças do primeiro caso, as obesas, vemos no que o capitalismo transformou a sociedade, e aqui volto aos primeiros termos do texto, quando chamo nossa raça de máquina humana. Não estamos poupando as crianças, estamos transformando-as em máquinas para consumirem máquinas que transformam outras máquinas. E aqui, Marx acerta, ao dizer que produto + capital = produto para mercado.

As crianças do terceiro caso, morrem de Aids e outras doenças, com ou sem cura, em diversos lugares espalhados no globo. Um contraste, sem dúvida, quando ainda não sabem que existem celulares told screen, cinema 3D ou outras tecnologias, tão banais quanto mendigos, para as crianças do primeiro caso.

As crianças, em especial, do segundo caso, são crianças que passam por nós nos semáforos e nas esquinas, pedindo, se prostituindo ou vendendo coisas.

Questiono as medidas do mercado e da ação política em cima dos três tipos de crianças: no caso da primeira, o mercado nada de braçadas: pronto para vender em toda e qualquer situação; para o caso das terceiras, o mercado jamais deu importância e a ação política da ONU ou qualquer outra instituição jamais deu ação aos planejamentos porque nunca lhes foi do interesse. No caso da segunda, felizmente ainda existem pessoas que olham por elas, orações apenas não bastam. Elas estão em todas as esquinas.


É claro que seria utopia crer que o sistema governamental deveria abrir seus olhos para os mais carentes e dar à eles, as mesmas oportunidades que seus filhos. Devemos aos poucos, educar as crianças e fazê-las entender, que por mais difícil que seja a situação para mudar os rumos das classes sociais, devemos além de dar valor aos bens consumíveis (necessários ou não para nossa sobrevivência), ter tolerância e respeito.

Em último ponto
Muitos leitores, provavelmente ao verem os dados de desigualdade no Brasil, se questionaram quanto à falta dos pontos relacionados ao assistencialismo citados nesta postagem.

De fato, os números de desigualdade no País, estão deixando de ser tão alarmantes para representarem um crescimento da nova classe média —a que hoje, diferentemente da de décadas atrás, pode frequentar lugares como cinema e teatros, pode comprar livros e tecnologias (a mesma que foi citada em Comida (A Cultura e a Arte no País)). A medida assistencialista do Governo visa, principalmente no Nordeste Brasileiro, garantir o consumo de mercado de classes menos favorecidas e oferecer aos mesmos pertencentes dessa classe, novas oportunidades. Se isso “gera comodismos”, não é o ponto a ser discutido, mas que de fato conseguiu o crescimento dessa nova classe que hoje, felizmente, pode frequentar os mesmos lugares que seus patrões, isso de fato foi concretizado.


Plebe Rude
Fazendo parte do Rock Brasília, estando presentes na Turma da Colina, e tendo poucos discos, mas deixando um inegável sucesso ao longo da história da música no Brasil, a Plebe Rude foi um dos mais importantes grupos dos anos 80, que tem músicas de temáticas críticas que ainda fazem sucesso atualmente, e carregam mensagens que sempre estarão presentes em nosso meio social.
Até quando esperar, é o sucesso de O concreto já rachou!, o primeiro disco gravado pela banda. A letra de Philippe Seabra e André X, retrata a ideologia socialista do grupo, mostrando a ideologia marxista de Mais Valia, diferenças de classes sociais e o lado bom de se nascer em um berço de ouro, "não tendo culpa" do destino.

Eduardo Rezende - Tenho 17 invernos de vida, sou jornalista, idealizador de um "Grupo de Debates", membro da "Casa do Escritor Pinhalense Edgard Cavalheiro", gosto muito da música popular brasileira, do nosso rock nacional, e de livros e café que aconcheguem e combinem. Fiz trabalho voluntário em Sala de Leitura e Estudo/Biblioteca, apaixonado por estudo de religiões, sociedade e simbolismos.

12 Comentários

  1. Gabriela Costa e Silva6 de outubro de 2013 23:03

    Menino, você é inteligente por demais! Fiquei impressionada com essa postagem, e me abriu muito a mente pra coisas que às vezes passam imperceptíveis por muita gente. Dados muito importantes, e que devem ser muito considerados. Parabéns!

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  2. Gabriela Costa e Silva6 de outubro de 2013 23:18

    Li uma outra resenha sobre esse livro também, e achei muito interessante, dá pra criar algo novo toda vez que for ler, e completamente pessoal também neh, por acabar te envolvendo na história ao ser narrado em segunda pessoa. Creio que deve ser bom! haha

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  3. Riiick,
    Tô te devendo várias visitas (vergonhoso) eu sei!
    Mas adorei ter lido sua resenha desse livro porque agora tenho uma ideia exata do tipo de leitura que ele é. Não solicitei e fico feliz por tê-lo feito porque tenho certeza que não curtiria a história. Não posso deixar de concordar que a forma como as autoras construíram o enredo é diferente de tudo que já li, pelo visto elas realmente tentaram inserir o leitor na história e não me lembro de ter ouvido falar disso antes, mas, ainda assim (e, talvez por causa disso) seja tão estranho e, pelo visto, fraco. Só de ler a sua explicação já percebi o tipo de falha que o livro deve ter, além de não ter gostado do conteúdo puramente e, aparentemente, exclusivamente sexual. Tudo bem que já li vários livros eróticos, mas só curto quando tem alguma história por trás, puxada para o lado do romance e esse não parece ser o caso. Além de tudo, pelos trechos que você disponibilizou na resenha, notei que não gostei do estilo da narrativa.
    Estou pasma que terá uma continuação hahaha
    Beijão!

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  4. Realmente é bastante inovadora a forma que as autoras escolheram para realizarem o enredo, mas, pelo que tenho visto, mesmo que tenha sido algo novo, não deu muito certo, porque a falta de inovação pesou muito. Fico mais tranquila em não ter solicitado esse livro, porque estou com tantos outros aqui para ler que não tenho tempo para "gastar" com histórias que não sejam tão boas.

    Brunna Carolinne - My Favorite Book - @MFBook
    myfavoritebook-mfb.blogspot.com.br

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  5. Eu até agora não entendi a proposta do livro. Li outra resenha, BASTANTE negativa, e tipo, é o leitor que escolhe o que a personagem irá fazer? Legal, é inovador, mas acho que a grande falha está na execução da ideia. Eu não gosto de eróticos porque, sei lá, não acho que dê para inovar nas cenas hots, e as descrições se tornam repetitivas, e no caso deste livro, deve acontecer o mesmo. Passo longe do título, e sinceramente, às vezes acho que o marketing da editora é enganador :o

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  6. achei interessante o lance de poder seguir para um final de acordo com a escolha do leitor, mas sei lá, mesmo assim não leria o livro. nao me chamou a atenção a ponto de querer ler e tudo mais.

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  7. Eu sempre fico interessada quando fico sabendo que o livro tem algo a ver com romances hot e etc. Ultimamente virou um dos meus gêneros preferidos, estou gostando da narrativa que os autores do gênero vem abordando então acaba se tornando uma leitura muito rápida, coisa de poucas horas. Achei bem interessante a proposta de diferentes rumos que o enredo pode tomar. Vou colocar o livro para a minha próxima leitura. Obrigada pela dica.

    Beijos

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  8. Exatamente isso, Joshua! Por exemplo: "Se escolher ir à suíte do astro do rock para fazer mais body shots, vá para a página 30"; "Se decidir deixar o astro do rock ali, vá para a página 45". E assim até o fim. Como foi citado em outra resenha, é semelhante aos jogos de tabuleiros.
    Sobre as descrições, a Bella Andre consegue inovar. Não existe uma única cena (nos quatro primeiros livros) que sejam parecidas. Mas aqui, nem mesmo com três autoras isso foi possível :x
    Como disse, essa estrutura é bacana, mas nada além disso.
    Abraços!

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  9. Realmente não só o Brasil tem um alto índice de desigualdade. Acho que sou adepta ao que Marx diz, que a miséria é utilizada como um instrumento pelas classes dominantes!
    Mas eu tenho que admitir a minha felicidade de esse miséria extrema, pelo menos no Brasil, estar diminuindo, ponto para o governo.
    Acho que será impossível, algum dia, todos terem tudo.

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  10. Michelli Santos Prado22 de outubro de 2013 11:05

    Olá Eduardo, fiquei maravilhada com sua escrita, mas assustada com os dados do texto. Sou uma jovem e fica indignada com a desigualdade que existe. E o pior de tudo é ver essa diferença que grita e berra todos os dias, e que faz parecer que nada existe, tanta pobreza, falta de saúde e educação. Mas depende de gente gritar e lutar por mudanças.
    Parabéns pelo texto, nota 1.000!!!

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  11. Agradeço aos leitores pela participação e os sinceros elogios.
    Os alarmantes números felizmente têm diminuído com os investimentos em áreas básicas de saúde, educação, saneamento básico, dentre outros. As desigualdades existem porque alguém deve lucrar em cima dela, isso faz girar a roda capitalista, mas não é por isso, que sendo submissos à um sistema, não podemos lutar por uma mudança.
    Os sinceros agradecimentos,
    Amplexos.

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  12. é bem forte esse post, a realidade as vezes assusta, mas devemos fazer nossa parte para mudar os numeros e mudar essa situação

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