Escola 2: O Rebelde Está de Volta!, James Patterson e Chris Tebbetts (ilustrações de Laura Park), tradução de Ana Ban, 1ª edição, São Paulo-SP: Arqueiro, 2013, 264 páginas.
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Após um ano tumultuado na Escola Municipal de Hills Village, Rafa Khatchadorian acaba de se mudar para a cidade grande, onde está morando em uma casa minúscula e estudando na escola do sonho de qualquer jovem artista. Mas, como não poderia deixar de ser, o protagonista consegue arrumar inúmeras confusões, que fazem com que o sétimo ano seja repleto de surpresas e aventuras.

Se no sexto ano Rafa tinha como objetivo, em sua Operação R.A.F.A, quebrar todas as regras do colégio, dessa vez a missão do garoto é continuar na escola no próximo ano e cumprir a chamada Operação Viver a Vida. Nessa operação Rafa precisa fazer 195 coisas que nunca tinha feito anteriormente. Aos poucos o garoto até consegue realizar algumas coisas, mas não sem antes colecionar inimigos e divertidas confusões.

“Para ser sincero, até aquele momento eu estava achando que já era o máximo eu ter conseguido entrar na escola Catedral. Mas acontece que essa tinha sido apenas a parte fácil.
Ser aceito era outra coisa.
Agora eu tinha que encontrar um jeito de continuar lá” (pág. 62).



Assim como o livro anterior da série, Escola 2: O Rebelde Está de Volta! está longe de ser uma obra tão especial quanto os demais livros de James Patterson – ainda que tenha uma edição muito bonita devido as ilustrações. Apesar disso, é inegável o salto que a história de Rafa Khatchadorian dá quando esse deixa a escola comum para se aventurar em uma escola de arte; na cidade grande.

Sem a mesma quantidade de surpresas de Escola: Os Piores Anos da Minha Vida, o livro já se diferencia quando, ao final, percebemos que não existe uma quebra no ritmo da leitura. Ou seja, Rafa pode até não se meter em confusão durante toda a obra, mas dessa vez nem mesmo os momentos calmos tornam a leitura mais lenta. Claro que o principal motivo disso acontecer é o mínimo (mínimo mesmo!) amadurecimento de Rafa e o humor contido em suas palavras.

Vale lembrar ainda que o lado pessoal do protagonista está muito mais abrangente, até porque ele não está apenas preocupado em quebrar as regras, mas também em descobrir sobre sua própria história, por exemplo. Até mesmo a amizade, um problema para Rafa desde o primeiro livro, ganha um destaque – nas confusões e nas coisas boas que uma amizade pode causar a alguém.

Mesmo sendo uma obra indicada especialmente para as crianças, o livro consegue levar qualquer leitor a gargalhadas, não apenas pelas confusões, como também pela loucura da narrativa, possibilitada pelo simples fato de depender da imaginação especial de Rafa. E a obra se torna importante por tratar temas fundamentais da vida familiar e escolar de um jovem.

Com isso, as crianças – e até mesmo os adultos que se divertirem com a obra – descobrirão que nem todas as pessoas que se dizem amigos são realmente o que aparentam ser. Uma mensagem importante, que pode fazer a diferença na vida de alguém e se completa quando o autor trata da personalidade do seu personagem como artista. Temas tratados de forma superficial e sem deixar de ser importante.

Não dá para negar que faltou algo nas últimas páginas, mas o que importa é que as poucas horas necessárias para a leitura são agradáveis – sendo assim, podemos considerar um livro ideal para quem está passando por uma ressaca literária, por exemplo. E sabemos que, mesmo deixando o último bimestre do sétimo ano de lado, tudo será mais divertido no terceiro livro. Pelo menos é isso o que esperamos.

“Caio num lugar macio porém pegajoso. Fios longos que parecem cordas cobertas de supercola frutam em meus braços e minhas pernas e não soltam. Eu tento me livrar, mas isso só piora as coisas. Antes mesmo de eu começar a lutar, fico completamente imobilizado na rede do Aranha” (pág. 97).

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