A Datilógrafa
Título Original: Populaire
Diretor: Regis Roinsard
Duração: 111 minutos
Gênero: Comédia Romântica

Sem a mínima vontade de casar com o filho de um garagista, a jovem Rose Pamphule (Déborah François) está decidida a ser contra os planos do pai de transformá-la em uma dona de casa. A jovem, aparentemente ingênua, tem planos muito mais ambiciosos, por isso sai de sua cidade a procura de um novo emprego. Concorrendo com outras belas e talentosas mulheres, Rose consegue a vaga de secretária no escritório de Louis Echard (Romain Duris).

No início, Louis percebe que Rose não se dará bem com as funções de secretária, já que é muito desastrada, no entanto ela chama a atenção do rapaz pela rapidez com que consegue datilografar. Para não ser necessário despedir a bela mulher, Louis lhe faz uma proposta: irá contratá-la se ela aceitar treinar para a competição nacional de datilógrafa.
Como comédia romântica com suas situações previsíveis e ainda assim agradáveis, A Datilógrafa é mais um caso em que é possível notar as principais diferenças entre os filmes europeus e os norte-americanos, maioria nos cinemas brasileiros. E apesar de ter um humor muito mais contido do que estamos acostumados, o filme não deixa de contar uma história simpática.

Sem muitos momentos que levam a gargalhada intensa, o filme dirigido por Regis Roinsard, e que foi visto por mais de um milhão de pessoas apenas na França, se foca muito mais no treinamento de Rose do que na paixão inevitável entre ela e Louis. Isso certamente é um problema que incomoda.
Ainda que seja interessante vê-los relutando ao amor e ao desejo, explícito pela intensidade da troca de olhares, falta um envolvimento maior esperado das comédias românticas. Acaba que uma ou outra cena mostra o lado romântico da história, enquanto as demais revelam apenas o desejo de Louis em transformar Rose em uma verdadeira campeã. E não sabemos o que é obsessão ou simplesmente determinação por parte do personagem masculino.

Como dá para perceber quando é citada a intensidade da troca de olhares, Déborah François e Romain Duris atuam agradavelmente e se destacam pela química existente entre o casal. Outro fator fundamental é a maneira como François transmite a delicadeza por trás de uma personagem ingênua e que tem ao seu favor a beleza indiscutível.

O fato de A Datilógrafa não ter como foco apenas o romance acaba tornando-o um filme demasiadamente longo. São quase duas horas de uma produção que poderia ser reduzida e ainda assim continuar com a mesma essência. Alguns podem se sentir atraídos por isso. Independente do caso, uma coisa é certa: as competições são legais (se reais ou não a história é outra), porém mostrar muitas delas já é um exagero e isso poderia ser evitado.

6 Comentários

  1. Gabriela Costa e Silva2 de outubro de 2013 08:32

    Já assisti, e é ótimo!
    Acho a Rose linda, e o patrão dela um aproveitador! Pelo menos, tem um final legal neh?! hahahaha

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  2. Michelli Santos Prado17 de outubro de 2013 10:44

    Não conhecia este filme, mas achei o tema do filme bem interessante.Vou com certeza procurar na locadora da minha cidade!!

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  3. Nossa, duas horas de filme é muita coisa. Como eu já estou um pouco cansada de filmes que foquem apenas em romance eu decidi que vou querer assistir esse que foca não só nisso.

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  4. Ainda não assisti, mas me lembro de ter ouvido falar nele. Gosto bastante de comédia romântica, mas me parece que esse fica meio perdido em qual gênero realmente está. Pelo menos foi a impressão me me passou. Mesmo assim, acho que vale como distração.

    @_Dom_Dom

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  5. ainda naum assisti mas achei super bonitinho, o fugurino está um charme e parece ser muito bom, quero assistir em breve

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  6. Ana Carolina Lopes7 de dezembro de 2013 09:47

    O título já me chama atenção fiquei super curiosa quanto ao filme , queria que você tivesse dado um pouco mais de spoilers :(

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