O jornalista, poeta, escritor, tradutor, crítico literário e professor de Literatura Hebraica da USP, Moacir Amâncio, esteve em Espírito Santo do Pinhal na última sexta-feira, 25, participando de uma palestra no auditório da Biblioteca do UniPinhal (Centro Regional de Ensino Universitário de Espírito Santo do Pinhal).

Ganhador do Prêmio Jabuti em 1993, Amâncio voltou a sua terra natal, após participação durante a primeira Semana Edgard Cavalheiro, a convite da historiadora Valéria Torres, pró-reitora do UniPinhal. A intenção, segundo a própria historiadora, é divulgar a reabertura do curso de Letras, que volta para a universidade a partir de 2013. “O curso de Letras teve muita demanda no passado”, revelou Valéria na abertura da atividade, que aconteceu a partir das 20h.

Com o tema A Leitura, O Leitor e O Leiturista, Moacir Amâncio abriu sua palestra contando como descobriu a existência dessa estranha palavra. Certa vez tocou a campainha de sua casa e, ao abrir a porta, se deparou com um funcionário de uma empresa de saneamento básico que estava ali para fazer a leitura do consumo. Ao olhar para o crachá do funcionário, o escritor reparou a função que esse exercia: leiturista. Após isso passou a refletir sobre a palavra por vários dias, até chegar a uma conclusão sobre o significado do chamado leiturista, que não está apenas nas empresas de água e luz.

Para o escritor, raramente nos encontramos com o leiturista, que é apenas uma peça, e como “o homem não é mais um leitor”, está apenas produzindo números. Ao explicar sua teoria, Moacir Amâncio contou que, durante sua infância e adolescência, lia de tudo e até colecionava o suplemento literário do “A Folha”, extinto jornal da cidade, mas que atualmente muitos leitores não entendem os textos considerados complicados.

Na sequência, ainda comentando sobre os textos complicados, Amâncio relembrou casos de adaptações de obras conhecidas para tornar os textos mais fáceis e incentivar os mais jovens a terem o gosto pela leitura. Sendo contra tais adaptações, ele afirmou que “o fácil não precisa ser ensinado”.

Após uma abrangente explicação sobre o tema da palestra, houve ainda a leitura do texto “A Palavra Poética”, do escritor francês Roland Barthes e publicado no livro O Grau Zero da Escrita. Por fim, houve uma breve discussão sobre poemas de Oswald de Andrade, Giusseppe Ungaretti e Régis Bonvicino.

Para encerrar a atividade, a pró-reitora da universidade revelou seu desejo de organizar novos encontros, com outros escritores e também profissionais de outras áreas, possibilitando debates sobre inúmeros temas, sobretudo filosóficos, culturais e políticos.

O vestibular do UniPinhal, instituição com quase meio século de existência, acontece no próximo domingo, 03, e além do novo curso de Letras, terá ainda inúmeras outras novidades, incluindo o curso de Publicidade e Propaganda.

23 Comentários

  1. Ótima iniciativa. A palestra deve ter sido muito boa, e de uma tremenda importância. Em relação à afirmação do Amâncio sobre as adaptações de textos complicados, achei radical demais, mas tudo bem. Rsrsrs


    @_Dom_Dom

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  2. Olá!


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  3. Um encontro muito importante para quem realmente quer cursar o curso de letras. Adorei a explicação para a palavra Leiturista!
    Espero que a universidade faça mais palestras assim para incentivar os alunos.

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  4. Ai ai, como eu adoro seus posts Davi, sempre com alguma opinião de todos os lados que faz o leitor pensar bem antes de tudo.
    É um problema muito sério que temos no Brasil, cada vez que não fazemos algo por medo de ser julgado a coisa se torna pior, uma bola de neve e quem acaba perdendo somos nós. Brasil... :/

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  5. Apesar de gostar de fantasia, O Poder Visor não chamou muito a minha atenção, apenas pela capa interessante, simples, mas atraente. E achei bem curioso o livro ser narrado pela História, um fato bem diferente do que vemos por ai, onde a maioria dos livros narrados em terceira pessoa são só "relatórios" de fatos. Acho isso um ponto positivo. Boa resenha :D


    - pensamentosdojoshua.blogspot.com

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  6. Gosto bastante de fantasia, e achei esse livro bem interessante. Legal saber que a autora logo no primeiro livro lançado, conseguiu desenvolver uma bela história. Pena que deu uma leve caída justamente na parte mais interessante da trama, mas pelo menos, não acabou prejudicando no resultado final.
    Mas uma coisa que me deixa bastante chateado são esses problemas de revisão. Fico "P" da vida com isso.


    @_Dom_Dom

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  7. Gabriela Costa e Silva29 de outubro de 2013 11:46

    Ótima postagem, e ótimo tema também.
    É um assunto muito delicado, pois na maioria das escolas existem essas dificuldades para ensinar alunos especiais. Já estudei com crianças assim, e na minha época, era completamente notável o despreparo dos professores e da escola em si, dava a entender que eles somente aceitaram a criança sem se preocupar se seriam capazes de ensiná-las. E é complicado "colocar a culpa" em alguém nessas situações, pois creio que os pais dessa criança antes de tudo devem pesquisar se a escola é capaz de ensinar seu filho e de atender às necessidades especiais que ele tem, pois matriculá-lo em um lugar onde isso não foi considerado, vai gerar insatisfação nos próprios pais futuramente.

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  8. Gabriela Costa e Silva29 de outubro de 2013 11:55

    Realmente muito importante pra quem pretende cursar letras. E sobre as adaptações de obras, creio que o "fácil" é bem relativo nesse ponto, pois só porque a leitura é fácil pra uma pessoa, não significa que será fácil pra outras...

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  9. Gabriela Costa e Silva29 de outubro de 2013 11:59

    Livros de fantasia tem que realmente conquistar o leitor, existem tantos livros nessa linha que se um deles for chato, é fácil partir pra outro. hahaha
    Ainda não conhecia esse livro, mas pela resenha deu pra ver que é legal. Creio que vou ler mais esse! ^^

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  10. Esse negócio de leituras com ritmos diferentes é péssimo comigo!
    Me ligo na história e depois fico alheia a ela. Isso me dá nos nervos!
    Não conhecia a história, mas ela me pareceu ser bem interessante.
    Adorando seu espaço e já seguindo!!

    bjus
    terradecarol.blogspot.com

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  11. Oi.

    Bom não conhecia o livro, mas me pareceu bem interessante. Ainda estou descobrindo os meus gêneros preferidos então posso tentar ler e espero me surpreender com a história.

    Beijos Fê :*

    http://fernandabizerra.blogspot.com.br/

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  12. Adorei os quotes tirados da história porque te trás uma proximidade com a obra, pelo menos para mim (:
    Não tinha ouvido sobre esse livro da autora,mas sua resenha foi muito boa por isso vale a pena conferir a obra (Y)

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  13. Fiquei bastante entusiasmada com a resenha desse livro. Eu não conhecia e nem li nada da autora ainda, mas adoro histórias de batalhas e fantasia. Gostei de saber que ele se passa em um local diferente. Quero ler!

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  14. Michelli Santos Prado31 de outubro de 2013 15:13

    Olá Davi, sou uma grande fã de suas postagens e qualquer coisa relacionada a educação nos interessa. Um assunto mega atual que deve ser discutido pois falta preparação tanto para as escolas e professores, creio que deveriam dar mais atenção a este tema.

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  15. Michelli Santos Prado31 de outubro de 2013 15:16

    Com certeza uma ótima palestra, e uma palestra com grandes aprendizados!!

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  16. Michelli Santos Prado31 de outubro de 2013 15:23

    Olá Ricardo!!
    Não conhecia este livro nem a autora, mas achei interessante a historia por conter ação, fantasia e aventura. Fiquei animada ao ler sua resenha!

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  17. Concordo parcialmente com você Nardonio. Acho que alguns casos as adaptações são exageradas e desnecessárias, assim como o Amâncio comentou, mas em outros elas são mais do que necessárias (cito como exemplo as adaptações para os quadrinhos, por exemplo). Acho que só não pode mudar o estilo do autor, e se isso significar mudar seu texto, não dá para ser a favor KKKKK Apenas nesse caso, que fique claro!

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  18. Também não gosto disso, Carol. Isso acaba atrapalhando a leitura e não é nada legal quando acontece. De qualquer forma, apesar desse detalhe, a história é de fato interessante.
    Muito obrigado por seguir o blog. Espero que continue gostando.
    Beijos!

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  19. não conhecia o livro nem a autora, mas achei bem intrigante e gostei muito da capa, parece ser um super leitura

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  20. muito boa a postegeme acho o maior barato informa como é a inclusão nas escolas, algo muito necessario.

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  21. oho adoraria assistir a essa palestra, curso letras , já estou no finzinho e adoraria ...

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  22. Mais uma vez mandando super bem no post, né, Davi?!?!
    Dessa vez você me pegou. Sempre tento ter opiniões em relação aos temas que você levanta, mas achei esse o mais complicado até agora. Eu, como pai, iria querer o melhor para meu filho (óbvio). Não iria querer empurrá-lo em uma escola em que não tivesse as mínimas condições de recebê-lo adequadamente. E falo isso em todos os sentidos, não apenas na questão estrutural. Não adianta colocar um aluno em uma sala de aula com professores que não estão aptos para trabalhar com eles de forma adequada. Enfim, é um problema extremamente complexo, e prefiro parar por aqui pra não acabar falando besteira. Rsrsrs


    @_Dom_Dom

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  23. Já tinha ouvido falar do livro, mas não me interessei por ele. Com a sua resenha, não vi motivos para mudar de ideia, mas achei legal a proposta. Embora tenha esse empecilho parte 1/parte 2, acho que uma narradora tão diferente quanto a própria História deveria ter sido algo a manter a dinâmica na narrativa e, claro, ter deixado a leitura ainda mais interessante. Pena que não foi assim.
    Mas eu gostei muito da resenha, soube dosar o que te agradou e o que não deu muito certo. Se tem algo que tem me aborrecido muito ultimamente são as revisões de alguns livros. É simplesmente incômodo demais você se deparar com um texto e perceber que muitos erros poderiam ter sido evitados.
    Infelizmente não é um livro que eu leria, mas a história parece bem promissora, ainda mais se passando em um planeta diferente, mesmo que com temáticas iguais aos do nosso próprio mundo; foi perspicaz por parte da autora fazer essa relação. Acredito que tem potencial. ;D


    Beijos,

    Only The Strong Survive

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