Feliz Natal, Alex Cross, James Patterson, tradução de Beatriz Medina, 1ª edição, São Paulo-SP: Arqueiro, 2013, 176 páginas.
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Após prender um ladrão em uma igreja na véspera do Natal, tudo o que Alex Cross deseja é ter a oportunidade de passar a noite ao lado da família e contrariar o que costuma acontecer com profissionais da sua área. No entanto, para infelicidade de toda a família, o detetive é convocado para ajudar em dois difíceis casos.

No primeiro deles, um importante advogado que teve sua carreira arruinada mantém várias pessoas reféns, ameaçando assassinar os filhos, a ex-esposa e seu atual marido. Sob o efeito da metanfetamina, o advogado Henry Fowler precisa ser detido o quanto antes, mas além de encontrar formas de salvar a família, Cross quer também descobrir o que levou a carreira de Fowler decair de maneira tão repentina.

Após solucionar esse caso usando de sua experiência como psicólogo forense, Cross está novamente com sua família quando é chamado pelo FBI, dessa vez para capturar uma terrorista que já o assombrou no passado: Hala Al Dossari. Quando Hala entra em ação, acontecem diversas mortes e explosões, mas fica claro que ela não pretende parar por aí e Cross precisa impedir um desastre nacional.

“Podem dizer que está no meu DNA, não sei. Mas eu não conseguiria ver aquele homem levar um tiro na manhã de Natal.
Eu me joguei em cima dele, abracei-o com arma e tudo e o derrubei com força no chão” (pág. 74).


O problema de ler vários livros de uma mesma série de um escritor como James Patterson, que apesar de excepcional segue sempre uma mesma estrutura, é você perceber que os casos podem mudar, mas na essência os livros são semelhantes. A única diferença entre os dois últimos livros da série lançados no Brasil e um de anos anteriores é não possuírem necessariamente assassinatos, mas terrorismo, sequestro e efeito das drogas.

Ainda assim, Patterson é um autor diferenciado e consegue ganhar a atenção do leitor pela maneira como narra suas histórias. Mas o que se destaca em Feliz Natal, Alex Cross, 19º livro da Série Alex Cross, é acompanhar o conhecido personagem em duas situações tão diferentes que exigem o máximo de sua experiência como psicólogo forense e detetive acostumado com o terrorismo.

O primeiro caso do livro deixa o lado humano de Alex Cross em evidência, principalmente quando esse decide agir para evitar um massacre. Como acredito que o lado humano é o que diferencia Cross de outros personagens, é prazeroso ver a maneira como ele lida com o perigo, mesmo sabendo que qualquer passo em falso pode causar a ira de Henry Fowler e nada garante qual será a atitude do advogado.

Já no segundo caso do dia, encontramos uma espécie de continuação de Ameaça Mortal, até porque a terrorista Hala Al Dossari apareceu naquela ocasião. Nessa parte da obra, nos envolvemos com disputas que ultrapassam o limite da ficção e que encontramos naturalmente na vida real, ou seja, são inimigos antigos dos americanos. Nesse momento, a psicologia é deixada de lado para se focar em suspense e muita, muita ação.

Em Feliz Natal, Alex Cross, poucas são as oportunidades em que o personagem precisa trabalhar para desvendar um mistério, e mesmo quando algum surge ele é rapidamente solucionado, o que pode decepcionar leitores que buscam isso em obras policiais. Mas vale ressaltar que a ação é a responsável pelo caminhar da obra, por isso se torna uma leitura rápida e eletrizante.

Diz o ditado que em time que ganha não se mexe, talvez por isso Patterson continue insistindo em situações que já foram exploradas e que continuam surpreendendo. Apesar de o livro não ter tudo o que esperamos, não pode ser ignorado, principalmente por quem não pensa duas vezes antes de buscar livros de ação de rápida leitura. Afinal, os pequenos detalhes não tiram o prazer dessa leitura.

“Hesitei, forçando-me a não cair na armadilha de pensar demais em qualquer coisa além da tarefa a cumprir. Quando alguém joga granadas, é bom pensar numa coisa só, mesmo que isso machuque quem está por perto” (pág. 113).

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Resenhas da Série Alex Cross

8 Comentários

  1. Adoro este tipo de leitura. Muito bom. Vou ver se consigo ler este romance. Ansiosa pra conhecer mais um pouco de Alex e us história. Beijos.

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  2. Estava para comprar esse agora em dezembro, mas outros livros acabaram sendo prioridade - mas cogito tê-lo em janeiro do ano que vem. No momento estou lendo Fogo Cruzado, segundo que leio do autor, e já tenho na cabeça que a leitora não será grandiosa, apenas um entretenimento. Para quem gosta do estilo policial, se contentará, mas os leitores exigentes - e talvez a maioria - tem certo preconceito com as tramas de Patterson, como já vi em muitos comentários pela blogosfera. Espero não me decepcionar com esse aí, porque já li uma crítica dele não tão positiva como a sua.

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  3. Já conheço a escrita do Patterson, pois li "O Diário de Suzana para Nicolas".
    Mas é completamente diferente desse livro!
    Li em e-book e amei!
    O natal do Alex foi conturbado e cheio de adrenalina!!!

    Abç!

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  4. Gosto muito dessa série, já li vários livros e esse é mais um que estou ansiosa pra ler.
    Creio que a "repetição" de alguns fatos nos livros da série (como o terrorismo, drogas, etc) se deve ao fato da profissão do personagem mesmo, pois, creio eu, que cada detetive se destaca em algo na sua carreira, e talvez a intenção foi realmente essa: mostrar que o Alex Cross é bom nesse tipo de assunto, e que, quando necessário, outros agentes são chamados pra cuidar da sua especialidade.
    Mas, mesmo com esse fato, consigo me surpreender a cada livro da série que leio, e acho muito importante o fato de uma série tão longa continuar sendo tão boa a cada livro! haha

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    1. Você tocou em um ponto muito importante, Gabriela. De fato essa é uma especialidade do Cross, até porque nem todos os detetives lidariam tão bem com situações tão tensas. Acho que seria melhor se a forma como ele lida com isso mudasse, mas de qualquer forma, quando se trata de James Patterson isso pouco importa. Ele realmente sempre consegue me surpreender e já estou ansioso pelo próximo livro hahaha

      Beijos,

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  5. Os livros do James Patterson são ótimos mesmo. Nunca vi um autor conseguir escrever tão bem em variados gêneros literários: Suspense, mistério, infanto-juvenil, aventura, distopia, romance, etc.
    Acho que essa característica de agilidade e ação são requisitos obrigatórios em um belo livro desse gênero. Ainda não cheguei a ler nada protagonizado por Alex Cross, mas tenho certeza que deve ser muito bom.

    @_Dom_Dom

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  6. Vejo muitos blogueiros e leitores não gostarem dos livros dele e sinceramente não entendo. Eu particularmente não li muitos livros, mas os que eu li não vi tantos problemas e foi uma leitura rápida e dinâmica, não sei porque crucificam tanto o autor. Mas como li poucos ainda não peguei o estilo do autor como você diz, a essência do autor.

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    1. Também não entendo esse "preconceito", mas sou suspeito para falar. O que costumo dizer é que o Patterson é um escritor para se ler quando precisamos de uma leitura rápida e que sabemos que será ao menos razoável. Tenho certeza que em breve você perceberá isso também!

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