5º Cavaleiro, James Patterson e Maxine Paetro, tradução de Marcelo Mendes, 1ª edição, São Paulo-SP: Arqueiro, 2011, 224 páginas.
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Quando a mãe de Yuki Castellano é levada ao Hospital Municipal de São Francisco e a detetive Lindsay Boxer descobre que mais de 20 pacientes do hospital morreram misteriosamente, ela passa a desconfiar que provavelmente alguém está tirando a vida de inocentes. A tenente, líder do Clube das Mulheres Contra o Crime, sabe que precisa agir o quanto antes para evitar que a mãe de sua mais nova amiga seja a próxima vítima desse assassino.

Enquanto o hospital é processado por negligência médica e enfrenta um dos maiores julgamentos da história de São Francisco, Boxer tenta solucionar o intrigante mistério das mortes no hospital e também encontrar o serial killer que tem assassinado mulheres e descartado seus corpos em carros de luxos por toda a cidade californiana.

“Nos meus primeiros dias no Departamento de Homicídios aprendi que havia dois tipos de crime: um cujas provas eram desorganizadas, isto é, respingos de sangue, objetos quebrados, cartuchos de bala espalhados e corpos pelo chão.
E o outro era exatamente como aquele. Organizado. Planejado. Uma nítida evidência de premeditação” (págs. 18-19).
Diferente da vida real, na ficção os hospitais possuem um clima agradável – talvez por se tornarem romantizados e mais coloridos – por isso em todos os casos eles possuem um encanto diferente. Se na solução de um caso médico o encanto já é grande, imagine então em uma história repleta de assassinatos no ambiente conturbado de um importante hospital de uma grande cidade. O encanto, literariamente falando, é enorme.

Apenas a investigação de ambos os instigantes casos de 5º Cavaleiro são suficientes para tornar a obra especial. A escrita de James Patterson, tão criticada por muitos leitores, garante a rapidez de uma leitura eletrizante. Mas são as representantes do Clube das Mulheres Contra o Crime que tornam a leitura muito mais interessante.

Quem já teve a oportunidade de ler apenas um dos livros da série sabe que a química e a amizade entre as personagens são verdadeiras e essenciais para o enredo. É possível dizer que a união entre elas já provou ser fundamental para o sucesso da série, que em maio chega ao 13º livro nos Estados Unidos, mas o quinto volume possui algo diferente: as personagens precisam se unir para resolver um problema pessoal, já que como citado, a mãe de Yuki Castellano, mais nova integrante do grupo, está internada e pode estar correndo risco de vida. Sendo assim, todas elas correm contra o tempo, e cada uma, à sua maneira, tenta ajudar.

Além das personagens principais, dá para dizer ainda que os casos são fundamentais, já que como representante do Departamento de Homicídios, Lindsay Boxer se depara com assassinatos e serial killers, enquanto o leitor acompanha o passo a passo de uma investigação policial – diferente dos livros de Alex Cross, por exemplo, que se focam também em atos terroristas algumas vezes descartáveis.

Ao contrário dos dois livros anteriores, todas as integrantes do grupo são essenciais para o desenvolvimento de todo o enredo, não servindo apenas como aliadas de Boxer. Dessa forma é possível conhecê-las um pouco mais, principalmente a advogada do grupo, que obviamente passa por um momento conturbado e o leitor sente isso mesmo em um livro narrado quase que por completo em primeira pessoa.

Assim como outros livros de James Patterson, tudo acontece rapidamente e, apesar de não existir um aprofundamento maior e o ponto final surgir tão logo a solução do caso apareça, 5º Cavaleiro é mais uma interessante história de Boxer e suas amigas. Não dá para negar que o livro possui pouca ação, mas a investigação e principalmente a maneira como o processo jurídico é mostrado de forma detalhada roubam a atenção. Podemos até solucionar o principal mistério bem antes do tempo, mas definitivamente Clube das Mulheres Contra o Crime merece atenção, principalmente por se assemelhar com episódios dos fantásticos seriados policiais norte-americanos.

“Ao percorrer aqueles corredores infinitos, talvez eu pudesse notar algo que explicasse a bizarrice daquelas mortes e que finalmente provasse a teoria de um crime serial.
Por outro lado, não cabia a mim investigar o hospital. Eu era uma tenente da polícia, não uma detetive particular em missão secreta. Se Tracchio descobrisse que eu estava ali, as consequências seriam desastrosas” (pág. 116).

6 Comentários

  1. Esta série é muito boa, gosto das meninas resolvendo os casos.
    Bjs, Rose.

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  2. Oi, Ri! Não, a resenha não está ruim. Eu gostei da forma como expressou suas impressões, mas acho que essa resenha está diferente das que você faz... é como se tivesse escrito em um momento ruim ou algo do tipo. Distraído, talvez. Mas eu gostei e acho que é uma boa dica de leitura. Não para mim por enquanto, mas para quem curte obras do gênero.

    Um beijo!
    Doce Sabor dos Livros - Aguardo sua visita!

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  3. Oi, Ricardo.

    Não li nada deste escritor e nem sabia que este livro fazia parte de uma série. rs Creio que este vai entrar na lista do que não vou ler. rs

    Beijos

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  4. Ainda não tive oportunidade de ler os livros dessa série, mas em se tratando de James Patterson, tenho certeza de que são, no mínimo, bons. O legal é que tem duas investigações rolando ao mesmo tempo, mas os autores conseguiram dar a atenção necessária para ambos. Esse grupo das mulheres contra o crime deve ser uma coisa de louco, hein?!?! Super curioso pra ler todos os livros.

    @_Dom_Dom

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  5. Olá Ricardo,

    Não quase nada da obra de James Patterson, como creio que já disse por aqui pelos comentários, como mais uma vez, minha amiga me afirmou hoje, ser um pecado kkkk
    Mas com certeza a primeira oportunidade que eu tiver, quero conhecer, principalmente porque, lendo resenhas e tudo mais, vejo essas peculiaridades que cada leitor, resenhista faz, tanto negativo, quanto positivo, isso esta tornando a obra dele instigante para mim. Quero conhecer o mais breve possível.
    Lendo a resenha, creio que precisaria ler os outros livros, fiquei um tanto perdido sobre personagens, por não conhecer de fato. Mas, gostei da imparcialidade e da forma como você apontou e demarcou pontos interessantes. Parabéns!

    Jônatas Amaral
    alma-critica.blogspot.com.br

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  6. Sim, Jônatas, mais uma vez preciso concordar com sua amiga: não conhecer a obra do James Patterson é um pecado - e dos grandes KKKK Ele tem um estilo bem característico de escrever, sem contar as estruturas quase sempre semelhantes, mas continua sendo um grande autor de literatura de entretenimento.
    Recomendo que você conheça a obra dele por "O Diário de Suzana para Nicolas" ou pela série "Clube das Mulheres Contra no Crime". Nesse caso, comece pelo primeiro livro, mesmo que sejam independentes, já que você pode encontrar spoilers dos livros anteriores se começar pelo 4º, como eu fiz.

    Abraços,

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