Muita coisa aconteceu desde o primeiro contato com seu trabalho. Ainda naquela época acompanhava suas divulgações, que pouco a pouco, de postagem em postagem, buscava apresentar seus textos, seus projetos e seus amigos de um modo geral. Inúmeras foram as notificações e conversas sobre literatura, que renderam um projeto em parceria e uma amizade literária, mostrando que a união pode fazer a diferença; tornando a literatura nacional cada vez mais bela e com opções para todos os leitores desse país continental. Antes o trabalho de Cláudio Quirino chamava a atenção por ser do gênero mais adorado, porém posteriormente isso pouco importou, já que a qualidade de sua escrita encantou mesmo em um gênero que evitava. Agora estamos De Olho Nele e vamos entender o que o levou a escrever um gênero diferente, publicando o chick-lit Um Novo Amor à Vista, e quais são seus projetos futuros:
Over Shock – Muito obrigado por conceder essa entrevista, Cláudio. Após acompanhar seu trabalho por tanto tempo, é um prazer enorme entrevistá-lo para falar um pouco sobre essa importante fase de sua carreira literária.
Para iniciar, gostaria que você comentasse sobre os livros “Como Amar em uma Semana” e o grande lançamento “Um Novo Amor à Vista”.
Cláudio Quirino – Esses dois livros, em especial, marcam uma transição literária bastante interessante na minha carreira como escritor, porque não envolvem nenhum dos elementos com que estou habitualmente acostumado. É complicado escrever romances ou um chick-lit moderno, quando a sua veia explode e o coração clama por crimes, assassinatos e personagens mais intensos (sou um autor policial, que associa a isso elementos paranormais e misteriosos) e você imediatamente compreende que é possível enfrentar esses desafios de mudar o gênero. Mas não é uma tarefa fácil, embora seja divertida, pois o hábito de lidar com certos gêneros requer uma habilidade e dedicação e, muitas vezes, estamos meio desconcentrados dessa realidade. Como amar em uma semana e Um novo amor à vista são livros que exemplificam isso, que revelam um desejo particular meu de agradecer o carinho e o empenho de muitos outros leitores que não curtem muito o gênero policial mais denso. E, sem que eu sequer imaginasse, acabaram se tornando grandes presentes e estão conquistando um número considerável e surpreendente de leitores e de críticas. Estou muito feliz e agora entendo que precisamos abrir mão de certas coisas para motivar e inspirar os nossos leitores.

Você é um escritor policial, como já declarou em mais de uma oportunidade, mas no início desse ano está publicando dois livros de gêneros diferentes. O que te levou a se arriscar em outros gêneros literários e por que o drama/chicklit?
Como eu acentuei, não foi um trabalho simples. Pelo contrário, pesquisei um pouco mais sobre essas realidades, li muito, entrevistei, observei criticamente falando, enfim, todo o processo de construção dos livros foi um pouco trabalhoso, mas compensou os meses de pura e completa entrega aos personagens e dramas, principalmente as noites mal dormidas. O fato de ter a ideia de se distanciar do gênero policial, por um instante, partiu do princípio de que, se você é um autor que ama o que faz e admira o entusiasmo que os seus leitores dedicam às suas histórias, o melhor a fazer é sempre enveredar por novos horizontes e aceitar isso como um grande desafio ou uma tarefa divertida. Sou desses autores estreantes que adora surpreender com uma novidade, escrever sobre assuntos diversos – o que melhora exponencialmente o currículo e amplia as minhas possibilidades no mercado literário – e ouvir muito a opinião dos leitores. Para mim, eles são sempre especiais, incríveis e minha maior fonte de inspiração.

Antes do lançamento de “Um Novo Amor à Vista” você teve algum tipo de receio por estar publicando uma obra de um gênero quase sempre escrito por mulheres e para mulheres? Como você se sente com tantas críticas positivas em relação a um trabalho sobre o universo feminino?
Sinceramente, eu não esperava que fosse ter uma repercussão. A ideia de escrever um chick-lit veio da minha mãe, que adora o gênero. No início, admito que fiquei meio receoso por dois motivos importantes: não conhecer bem a linguagem divertida com que os autores trabalham esses livros e por ser uma literatura específica para o mundo feminino. Rolou um preconceito no começo, mas resolvi quebrar esse receio imediato e escrever sobre uma personagem cativante, compulsiva por compras e com um espírito magicamente fora do normal. Foi, a partir da construção de toda a história, que passei a notar a validade do chick-lit. Cara, foi ótimo, de verdade. Eu escrevia o livro e sorria o tempo inteiro, obviamente surpreso com o fato da minha personagem central, a Darla, ter estilo próprio e dominar as minhas próprias opiniões. Quando lancei o livro, no Amazon, eu estava tenso e ignorava muito a vontade de retirar o livro da comercialização. Foi, então, que as leitoras tomaram conhecimento do livro e, de repente, me deparo com críticas, divulgações em massa e um repertório completo de indicações. Imagine a minha expressão de susto e surpresa. Já quero dar a continuação ao trabalho de escrever chick-lit e planejo mais dois livros com a mesma temática.

Por que publicar no formato digital? Você acha que esse tipo de publicação vai revolucionar o cenário da nossa literatura?
A publicação digital é o caminho instrumental para os novos autores, principalmente por conta da amplitude de divulgação e possibilidade de potencializar os livros publicados. A vantagem consiste no fato de que você pode diariamente acompanhar as vendas, gerenciar os seus pagamentos (o que acontece de modo regular) e divulgar de forma mais facilitada o seu trabalho. É um caminho bom para quem quer começar e não dispõe de recursos financeiros suficientes para arcar com uma publicação pelas editoras tradicionais. Recomendo, por sinal, porque permite levar os livros até os mais diferenciados pontos do país e do mundo, trazendo visibilidade. A desvantagem é estar sempre divulgando, fazendo um marketing literário satisfatório e instigando a curiosidade do seu leitor.

Em sua opinião, o que diferencia sua obra de outros chicklits?
Eu não tenho muito contato com o gênero chick-lit, embora tenha ouvido falar maravilhas de alguns autores nacionais, a exemplo da Drica Pinotti, a Leila Rego, a Carina Rissi, Luiz Eduardo Mata, entre outros. No entanto, pelos comentários que tenho recebido, vou falar em nome dos meus leitores. Um ponto que o diferencia, primeiramente, é ter sido escrito por um homem, um autor que não escreve regularmente sobre o gênero, mas que há os mesmos elementos, a linguagem divertida e o entrosamento das ideias. É um livro curto, com uma linha de pensamento e raciocínio autêntico, e relaxante, porque a leitura é fácil, acessível e dinâmica.

As críticas positivas sobre “Um Novo Amor à Vista” te motivariam a se dedicar apenas a gêneros diferentes do que você está acostumado atualmente? Além da publicação de “Como Amar em uma Semana”, quais são seus próximos projetos literários?
Motivariam, sim, no sentido de sempre buscar caminhos novos da literatura, mas o gênero policial sempre será a minha eterna paixão e terá maior atenção. Além de Como amar em uma semana, tenho projetos prontos para publicação e outros lançamentos, a exemplo de Conspiração Brasileira (trilogia, no estilo Dan Brown), As primeiras aventuras fantásticas de Arthur Archbald (fantasia), O misterioso assassinato na rua 15 (conto policial/paranormal, que será publicado no Amazon) e as duas continuações para Um novo amor à vista, previstas para agosto e fevereiro/2015. Além disso, estou envolvido com a organização de antologias com a Editora APED, resenhando livros nacionais e escrevendo matérias para as minhas colunas, em diversos blogs.

Novamente te agradeço pela entrevista, Cláudio. Espero que você tenha gostado das perguntas e que elas despertem o interesse de todos os leitores. Para encerrar, deixo espaço aberto para que você envie uma mensagem aos seus leitores e todos aqueles que ainda estão conhecendo suas obras. Muito obrigado!
Eu que agradeço demais a oportunidade que o blog Over Shock concedeu para que eu apresentasse o meu trabalho como escritor nacional. Por fim, quero deixar uma mensagem para os leitores e visitantes deste espaço, que diz o seguinte: “a leitura promove é um valioso caminho para o conhecimento. É através dela que vocês irão construir seus sonhos, alimentar as suas expectativas e avaliar as suas decisões ao longo da vida. Leitura traz discernimento”. Obrigado a todos os que acompanham o desenvolvimento do meu trabalho e, como não poderia ser diferente, obrigado aos que constantemente torcem, vibram e inspiram minha carreira. Eu não poderia ter pessoas melhores ao meu lado.

3 Comentários

  1. Olá Ricardo,

    Gostei muito da entrevista e de saber um pouco mais do autor e sua influencias, sempre é bom estar atento aos novos talentos.....abraços.

    devoradordeletras.blogspot.com.br

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  2. Mais uma vez, achei a entrevista muito massa. Corajoso, é o mínimo que podemos chamar o cláudio. Se aventurar em escrever histórias que fogem completamente da sua zona de conforto não é pra qualquer um. Que bom que ele ousou e se deu bem. Outra coisa importante, por mais sucesso que ele faça, ele jamais vai abandonar o seu estilo. Enfim, merece todo o sucesso que está fazendo.

    @_Dom_Dom

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  3. Mais uma vez, achei a entrevista muito massa. Corajoso, é o mínimo que podemos chamar o cláudio. Se aventurar em escrever histórias que fogem completamente da sua zona de conforto não é pra qualquer um. Que bom que ele ousou e se deu bem. Outra coisa importante, por mais sucesso que ele faça, ele jamais vai abandonar o seu estilo. Enfim, merece todo o sucesso que está fazendo.

    @_Dom_Dom

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