Patrick Rothfuss lança novo livro em novembro
Autor da trilogia A Crônica do Matador do Rei, que teve os dois primeiros volumes publicados no Brasil pela editora Arqueiro, Patrick Rothfuss lançará um novo livro antes de concluir sua trilogia com “The Doors of Stone”, ainda sem previsão de lançamento. Trata-se do livro “The Slow Regard of Silent Things”, previsto para ser lançado oficialmente em 04 de novembro.

A história de “The Slow Regard of Silent Things”, que se passa no mesmo universo de A Crônica do Matador do Rei, será protagonizada pela personagem Auri. Essa será apenas uma das histórias paralelas que serão publicadas por Rothfuss, mas ainda não há confirmação sobre a possível tradução das obras pela editora brasileira.

“Passarinha” concorre ao Prêmio FNLIJ
Pouco menos de um ano após chegar ao Brasil através da editora Valentina, o livro “Passarinha”, escrito por Kathryn Erskine, ganhou o selo Altamente Recomendável da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). O anuncio foi realizado pela própria editora durante a Semana Passarinha de Conscientização do Autismo, que mobilizou inúmeros blogs literários no início do mês.

Desde a sua publicação, o livro de Erskine já foi finalista e ganhador de inúmeros prêmios em todo o mundo, incluindo o norte-americano National Book Award. Além da conquista do selo Altamente Recomendável, o livro concorre, ao lado de outras produções publicadas em 2013, ao Prêmio FNLIJ 2014 na categoria Tradução/adaptação Jovem. O resultado sairá no próximo mês de maio.

Papa canoniza José de Anchieta, Pai da Literatura brasileira
O Papa Francisco assinou um decreto no último dia 03 de abril, em cerimônia fechada no Vaticano, proclamando santo o jesuíta espanhol José de Anchieta, que no século XVI teve papel de extrema importância em terras brasileiras. José de Anchieta é o terceiro santo com ligações próximas ao Brasil e foi canonizado mesmo sem a confirmação de nenhum milagre.

O processo de canonização de São José de Anchieta, que foi beatificado pelo Papa João Paulo II em 1980, durou mais de quatro séculos e só chegou ao fim devido ao seu trabalho missionário em terras brasileiras, sendo responsável pela catequização de índios durante a colonização de nosso país.

José de Anchieta nasceu nas Ilhas Canárias, arquipélago pertencente à Espanha, em 19 de março de 1534 e chegou ao Brasil, já como membro da Companhia de Jesus, aos dezenove anos. Além de aprender o tupi, o que facilitou seu processo de catequização, participou da fundação da cidade de São Paulo, uma das mais importantes da América Latina, e escreveu o livro “Arte de grammatica da lingoa mais usada na costa do Brasil”. Também exerceu importante papel de conciliação e fundou a atual cidade de Anchieta, no Espírito Santo.

Dramaturgo, gramático e poeta, São José de Anchieta é considerado o Pai da Literatura brasileira e é também o padroeiro das catequistas. Sua festa litúrgica é no dia 09 de junho, data de sua morte em 1597.

Inscrições abertas para Prêmio São Paulo de Literatura 2014
O Prêmio São Paulo de Literatura 2014, promovido pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, está com as inscrições abertas para escritores e editoras que publicaram obras ao longo de 2013. O prazo se estenderá até o dia 07 de maio.

A premiação, no valor total de R$400 mil, é a maior do país e será dividida em três categorias: Melhor Livro do Ano, Melhor Livro do Ano – Autor Estreante com mais de 40 anos e Melhor Livro do Ano – Autor Estreante com menos de 40 anos. Desde a sua criação, em 2008, o Prêmio São Paulo já premiou treze romances, sempre com a intenção de valorizar a produção literária e aumentar a visibilidade dos finalistas e premiados.

O edital completo e a ficha de inscrição podem ser acessados clicando aqui.

Geraldo Holanda Cavalcanti, Antônio Torres e Nelida Piñon
(Reprodução: Simone Marinho / Agência O Globo).
Antônio Torres toma posse na Academia Brasileira de Letras
O baiano Antônio Torres (centro), primeiro romancista em dez anos a ser eleito para a Academia Brasileira de Letras, tomou posse na Cadeira 23 na última quarta-feira, 09, em solenidade realizada no Rio de Janeiro. Antônio Torres, que foi recebido por Nélida Piñon, é o sucessor de Luiz Paulo Horta, Acadêmico falecido no dia 03 de agosto de 2013.

Em seu discurso, Nélida disse ao novo acadêmico que “graças a sua obra literária, o Brasil se integra uma vez mais. O sertão e a pólis se enlaçam. Uma circunstância que nos leva a louvar o grande autor que, vindo do Junco, enalteceu o Brasil”. “É propício, pois, proclamar que a Academia Brasileira de Letras o acolhe com orgulho”, concluiu.

Antônio Torres nasceu em 1940 e deu início a sua carreira literária com a publicação do livro “Um Cão Uivando para a Lua” (1972). Até o momento já escreveu dezessete obras, incluindo “Essa Terra” (1976) e “Pelo Fundo da Agulha” (2006), com a qual ganhou o Prêmio Jabuti em 2007. Também ganhou os prêmios Machado de Assis, Zaffari & Bourbon, entre outros.

Antônio Torres, que já teve seus livros publicados no exterior, inclusive pela Saída de Emergência em Portugal, é o oitavo ocupante da Cadeira 23, fundada por Machado de Assis e que tem como patrono José de Alencar. Além de Assis e Horta, a Cadeira 23 já foi ocupada por Lafayette Rodrigues Pereira, Alfredo Pujol, Otávio Mangabeira, Jorge Amado e Zélia Gattai.

9 Comentários

  1. Esses dias estava me perguntando sobre o último volume de 'A Crônica do Matador do Rei' e agora vem essa notícia! Não entendo porque o autor vai lançar um spin-off ao invés de concluir logo a trilogia. Fico abismada! =/

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    1. Apesar de gostar da ideia, principalmente por ser protagonizado pela Auri, concordo com você, Amanda. Espero que a escrita desse livro não tenha prejudicado o projeto do terceiro livro.

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  2. Assim como George R.R. Martin, Patrick está indo pelo mesmo caminho, lança livros extras com histórias paralelas de personagens secundários, e não conclui a obra, estou aguardando muito os próximos livros de ambos os autores.
    Passarinha merece ganhar o prêmio FNLIJ, por ter sido um livro que trouxe um problema pouco tratado, que teve mais reconhecimento da semana do autismo em parceria com a editora.
    Não sei se José de Anchieta merecia essa canonização, foi uma das personalidades mais marcantes para a colonização do Brasil, com certeza, mas ser santo por isso? Sem ter um forte motivo, além dessa contribuição.
    Academia Brasileira de Letras, sempre trazendo para suas cadeiras quem realmente merece, só que membros mais idosos, em breve deverá haver uma grande mudança e reestruturação, reconhecendo também os novos talentos que estão surgindo.

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    1. David, são muitos assuntos que mereciam um debate, mas especialmente a canonização de José de Anchieta, principalmente porque sempre que envolve questões religiosas isso acontece. Mas nesse caso especificamente, por ter passado tanto tempo, ficaria difícil a comprovação de milagres, por isso entendo a canonização. Até porque José de Anchieta, mas do que a colonização, contribuiu para a catequização dos índios. Isso faz totalmente diferença.
      Abraços!

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  3. Eu não li nada do autor Patrick Rothfuss, mas acho muito chato isso de não terminar série/saga /trilogia para lançar livros paralelos, e isso vale para o meu querido George R. R. Martin, senhor dos enroladores. =(
    Eu não possuo religião, então não posso me aprofundar nesta questão de canonização, mas minha opinião é só uma, e sei que muitas pessoas vão ser contra, eu acho que de alguma forma todas as pessoas que fazem alguma coisa pela humanidade, pelo bem do próximo, merecem ser consideradas "santas", mesmo não possuindo nenhum poder de fazer milagres aparentes, essa coisa de "ser considerado santo" é muito complicada e rende realmente um bom debate, mas não quero me aprofundar mais nisso. Só quero dizer que sou a favor da canonização do José de Anchieta justamente por ele não tem feito nenhum milagre aparente e ter sido considerado santo, achei bacana. =)

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    1. Apesar de ser católico, e acreditar na santidade de algumas pessoas, eu concordo com o que você disse, Laura. Você destacou isso muito bem, principalmente porque existem muitas pessoas, de outras religiões também, que foram exemplos de vida e santidade, "pelo bem do próximo", mas que infelizmente são esquecidas com o tempo. Nesse caso, acho que a canonização de pessoas como José de Anchieta são fundamentais para que não aconteça tal esquecimento.

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  4. Acho enrolação isso, pq tem autor que faz isso? acho que nao custa nada ele terminar a trilogia né, depois ele lança o spin-off, essa não é uma trilogia que eu acompanho, mas fico indignado por aqueles que acompaham...hahaha

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  5. Isso de sair publicando livros no mesmo universo de uma série sem ter finalizado-a antes é um saco. Acaba, muitas vezes, confundindo a cabeça dos leitores.
    Acho que todos esses prêmios dados ao "Passarinha" são mais que merecidos.

    @_Dom_Dom

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  6. Nunca li nada do Patrick Rothfuss.
    Nunca li o livro “Passarinha” ,mas parece um livro bem comovente e acho que realmente merece concorrer ao Prêmio FNLIJ .

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