Ed. Literata - 2014
Muitas são as características que encantam os leitores apaixonados pelas histórias de época. Do figurino ao clima encontrado em uma sociedade sem grandes avanços tecnológicos, esse gênero literário tem como aliado o fato de nunca se tornar ultrapassado e, mais do que isso, mostrar pessoas mais sentimentais e menos materialistas.

Esse tipo de história faz parte do trabalho literário da escritora baiana Alane Brito, que durante a 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, entre 22 e 31 de agosto, estará lançando pela editora Literata o livro “O Que Me Disseram as Flores”, seu primeiro trabalho publicado por uma nova editora. Anteriormente, pelo selo Novos Talentos da Literatura Brasileira, Alane publicou o romance “O Trio”, que também narra uma história de época.

A escritora disse, em entrevista concedida ao Over Shock no fim de julho, se sentir bem mais à vontade em sua nova editora, onde tem a garantia de poder lançar um livro por ano. Além disso, segundo ela, “o editor-chefe transmite respeito e bastante consideração por cada um dos autores, sempre se esforçando para que a editora cresça cada vez mais”. “Vou me esforçar para retribuir esse presente da melhor maneira que estiver ao meu alcance”, afirma.

Antes mesmo do lançamento oficial de seu segundo romance, a escritora garante que seu próximo livro também terá uma história de época, apesar de não descartar a possibilidade de obras mais atuais. A escritora revelou achar interessante o modo de vida das pessoas do passado e também acreditar que daqui a cem anos os leitores enxergarão a obra da mesma forma.

Apesar de ser um gênero de grande sucesso, no Brasil e em outros países do mundo, Alane Brito explica sobre a exigência e os cuidados necessários durante a escrita e ambientação de uma obra em uma época desconhecida. Segundo a autora, “exige mais delicadeza e isso puxa uma certa carga emocional de mim, o que, na verdade, me estimula”.

“O Que Me Disseram as Flores” foi o primeiro livro escrito por Alane, que fez a primeira versão ainda aos quatorze anos. “De lá pra cá praticamente o reescrevi, mas mantendo a ideia inicial”, conta. Ao comentar a obra, ela explica que a história se passa na década de 30 e “mostra a angústia de Ângela, que se vê forçada a se casar com alguém que mal conhecia”. “Ela e William foram prometidos pelos pais, que eram grandes amigos” e “como William tinha aprendido a amá-la, ele decide lutar para conquistá-la”. “O título se refere à maneira que ele usa para se declarar. O que Ângela não esperava era que a missão de continuar odiando ele fosse tão difícil”, conclui.

Ela afirma que os leitores podem esperar um romance difícil e que as primeiras pessoas sentiram um pouco de ressentimento pela protagonista. “Tenham paciência com a Ângela, por favor, ela não é tão terrível assim”, brinca a escritora ao dizer também que o novo livro trata sobre um rapaz “louco de amor que aguenta as mais difíceis provações para conquistar a mulher que ama”.

Alane Brito comentou sobre o processo de escrita da obra, que teve uma nova versão concluída aos seus dezenove anos, mas que apenas no ano passado resolveu redigitá-lo “para poder fazer novas mudanças que me deixassem um pouco mais satisfeita, de fato”. A escritora fala ainda que desejava “algo que se encaixasse no final que eu havia imaginado inicialmente”. “Algo leve e ao mesmo tempo tocante”, finaliza.

Se comparado com “O Trio”, publicado em 2012 pela editora Novo Século, Alane garante que a única semelhança é o fato de ambas as obras serem de época, mas que uma obra trata a amizade e em outra o amor entre os protagonistas. A própria narrativa se diferencia: uma em primeira pessoa e outra em terceira pessoa.

Com capa de Renato Klisman, “O Que Me Disseram as Flores” será lançado em São Paulo, no próximo dia 23 de agosto, no estande da Editora Literata, a partir das 19h. Em setembro, a autora realiza uma sessão de autógrafos em Feira de Santana-BA, na Livraria Atlântica. Os interessados podem adquirir o livro físico diretamente com a autora através de um formulário ou o livro digital pela Amazon.

2 Comentários

  1. oi ^^
    Eu sou do tipo apaixonada por romance de época (extremamente sentimentalóide). Achei super bacana encontrar uma autora brasileira que escreva algo ambientado nesse universo. Não conhecia a autora nem o trabalho dela publicado na outra editora, mas vou procurar ler mais sobre isso. Concordo que para escrever romances de época é preciso uma maior estudo e cuidado, que nem sempre todos tem.
    Fiquei curiosa para ler e prometo manter minha paciência com a protagonista. Gostei do fato de ser uma romance "dificil", ultimamente tenho lido muitos romances de época que você espera uma verdadeira batalha na hora do conquista mas em um capítulo o casal se resolve e já estão juntos felizes para sempre kkkk

    ótimo texto como sempre!
    tem postagem nova no meu blog
    abraços

    Dudi

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  2. Olá Ricardo,

    Não conhecia esse livro, mas o Trio acho que esta na minha lista de desejados, gosto de livros de época e vejo que esse parece muito bom, dica anotada....abraços.

    devoradordeletras.blogspot.com.br

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