Private, James Patterson e Maxine Paetro, tradução de Débora Isidoro, 1ª edição, São Paulo-SP:
Arqueiro, 2012, 224 páginas.
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Private é a melhor agência de investigações da atualidade e possui escritórios em várias partes do mundo. Devido a isso, pessoas importantes buscam o trabalho dos investigadores da Private, sobretudo em seu principal escritório, localizado em Los Angeles, cidade em que todas as estrelas do cinema se encontram. A agência entra sempre em ação quando a polícia já não consegue agir.

Com a ajuda de sua capacitada equipe, Jack Morgan, o dono da Private, se envolve em três diferentes e intrigantes casos. Enquanto investiga as misteriosas mortes de treze garotas, a equipe ainda precisa lidar com um escândalo que pode comprometer o futuro da liga profissional de futebol americano e descobrir o responsável pelo brutal assassinato da esposa do melhor amigo de Jack.

“Mais uma vez tentei imaginar quem ligava me ameaçando de morte.
Eu o conhecia? Ele fazia parte do meu círculo de conhecidos mais próximos? Ou era um dos bandidos que eu havia derrotado durante minha carreira como investigador particular?
Perguntei-me se a ameaça era real” (pág. 27).
Os maiores sucessos de James Patterson são seus livros policiais, mas não contente com o reconhecimento de Alex Cross e Clube das Mulheres Contra o Crime, o autor criou a série Private, onde mostra o dia a dia de uma agência particular com escritórios espalhados pelo mundo. A qualidade do autor pode até ser questionável para alguns, mas ele abraçou a oportunidade de mostrar sua criatividade e poder de inovação no livro que dá nome a série.

Ao iniciar um novo trabalho no gênero que o transformou em um dos mais importantes escritores da atual literatura norte-americana, Patterson precisava apresentar características próprias. Se em Alex Cross o lado humano do protagonista está em destaque e em Clube das Mulheres Contra o Crime o profissionalismo faz a diferença, em Private o trabalho em equipe é fundamental, principalmente por cada investigador ter uma função específica e juntos tornarem possível a solução de diferentes casos.

O fato de a equipe ser essencial na investigação também causa uma mudança na própria estrutura narrativa, já que todos os personagens secundários, ou seja, os funcionários do protagonista Jack Morgan, recebem a mesma atenção e não surgem em cena apenas quando suas funções são exigidas. No entanto, mesmo que mostrem todos em seus respectivos casos, apenas Jack tem sua personalidade e passado explorados por Patterson e o coautor, Maxine Paetro.

Por ser um livro curto e envolver três casos distintos isso é totalmente compreensível. Private é uma importante agência, que recebe casos de assassinatos, fraudes e até mesmo traições, por exemplo, então o movimento não diminui em nenhum momento, tornando a leitura dinâmica. O problema está em ter justamente um número elevado de casos, que se tornam mais artificiais do que normalmente já acontece em outros livros do autor. Tudo é simultâneo e a mínima falta de atenção pode prejudicar o envolvimento em cada investigação.

Apesar de infelizmente não ter o desenvolvimento que os dois casos principais merecem, e o terceiro ser basicamente passageiro, Private é um livro intrigante e que deixa o leitor focado em suas cenas de ação e de constantes revelações. Esse marca apenas o início da série, mas se os demais livros também possuem casos interessantes e são resolvidos com a participação essencial de personagens de diferentes profissões, em diferentes agências do mundo, tem tudo para ser comparada com a melhor série policial do autor. Falta pouco, muito pouco para isso acontecer.

“Aquele agradecimento dava uma sensação muito boa. Qualquer que seja a substância química liberada pelo cérebro em decorrência desse momento, ela fazia meu corpo inteiro se sentir satisfeito. Dinheiro nenhum pagava a sensação inebriante de levar o lixo para fora e vê-lo ir embora, sabendo que não voltará” (pág. 193).

3 Comentários

  1. Olá Ricardo,

    Eu particularmente gosto demais da escrita do Patterson, já li as três séries e acho do Alex Cross a melhor, mas as outras duas são sempre bem vindas, parabéns pela sua resenha...abraço.

    devoradordeletras.blogspot.com.br

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  2. oi ^^
    Eu não sei se já comentei aqui mas só conheço o autor pela série Bruxos e Bruxos e tenho lá minhas ressalvas. Ele realmente é mais conhecido pelos seus livros policiais e tenho interesse em ler algum deles. Eu não sei se começaria por esse, pois acho que me irritaria tantos casos e mistérios e eles não se aprofundarem ou serem resolvido de modo passageiro. Acho que ia achar o autor superficial, já que gosto de mistérios estilo Harlan Coben. Mas vou procurar os outros livros policiais dele q vc citou e ver se consigo para troca!

    Sobre seu comentário, eu também achei super diferente o casamento da Tahereh e não conhecia o marido dela, mas acho ele bem diferente igual ela xP
    Eu entrei em contato com o face para mudar o nome da página, mas eu só recebo um e-mail de que será avaliado e nada ;_;

    tem postagem nova no meu blog! te espero lá!
    Abraços
    Dudi

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    1. Infelizmente, apesar de gostar muito do trabalho do autor, nem todos os leitores apreciam suas obras, mesmo os livros policiais, mas se fosse para indicar algum título, seria "O Dia da Caça". Quando li esse livro, em 2011, não conhecia absolutamente nada do James Patterson e o livro impressionou de tal forma que comecei a devorar todos os seus livros. haha Ele é de fato superficial, se comparado com o Coben, por exemplo, mas espero que você goste.

      Abraços,

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