A Mariposa no Espelho, A. G. Howard, tradução de Denise Tavares Gonçalves, Ribeirão Preto-SP:
Novo Conceito, 2014, 52 páginas.
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Ao mesmo em que uma narrativa em primeira pessoa tem o seu charme por levar o leitor para o interior do narrador, ela impossibilita uma aproximação desse leitor com as personagens secundárias – e também de grande importância para a trama. Ao continuar a trilogia O Lado Mais Sombrio, que explora a obra-prima de Lewis Carroll, o conto A Mariposa no Espelho dá uma atenção especial às personagens Jeb e Morfeu, mostrando o que permaneceu oculto com a narrativa de Alyssa no primeiro livro.

A diferença entre A Mariposa no Espelho e tantos outros contos publicados nos últimos anos, que possuem teoricamente o mesmo objetivo, é que dificilmente a leitura mudará a visão do leitor sobre personagens secundários da série principal. Isso acontece muito devido ao conteúdo do conto, que possui apenas cenas de Jeb e Morfeu em momentos em que a narradora principal não estava presente - vale ressaltar que Jeb é uma personagem desnecessária.

No entanto, por mais que a narrativa apresente revelações quase insignificantes, tem como grande ponto positivo a escrita da autora A. G. Howard. Se no livro anterior ela demonstrou a sua inquestionável criatividade, mas pecou por descrições exageradas e por vezes cansativas, isso não acontece em nenhum momento com sua escrita em terceira pessoa, dessa vez sim viciante. O motivo dessa diferença só pode ter um significado: o psicológico de Alyssa influencia a sua narrativa.

Não é preciso muito esforço para perceber a estabilidade do conto, o volume 1.5 da trilogia, assim como a intenção da autora em aproximar seres intraterrenos dos seres humanos comuns. Ao trabalhar essa aproximação, Howard prova que existem muitas coisas semelhantes, em especial entre os dois protagonistas da história, mas mostra os objetivos de ambos para ajudar ou ser ajudado por Alysssa. Nada surpreendente, nada de novo, mas uma breve preparação para o segundo volume, Através do Espelho.

“A mandíbula de Morfeu se contraiu. O romance não era uma coisa justa. E nem era um jogo. Era guerra. E, como em qualquer outro campo de batalha, não lhe cabiam a compaixão e a misericórdia”.

4 Comentários

  1. Oie
    Ainda não li o primeiro livro, mas tenho muita curiosidade. Eu acho linda essas capas.

    Beijos

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  2. Oi, Ricardo!
    Eu postarei a resenha do primeiro livro em breve. Este conto me pareceu tão insignificante. :/
    Possivelmente não fará muita diferença para mim. Foi bom saber que a narrativa não seja cansativa como aconteceu no primeiro livro. Isso é um bom aspecto.
    Não lerei no momento este conto, mas quero ler logo o segundo livro.
    Abraço!

    "Palavras ao Vento..."
    www.leandro-de-lira.com

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  3. Oiii Ric :D
    Ainda não li "O Lado Mais Sombrio", apesar de ser um dos livros que acho mais bonita a capa :) Que pena que o conto não acrescentou nada... (Sinceridade acima de tudo hehehe) Espero ler tudo até chegar o segundo ;)
    Beijos
    Lylu
    Relíquias da Lylu - http://reliquiasdalylu.blogspot.com.br/

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  4. Pois eu nem sabia desse conto. kkkkkkkkkkkkkkk Ainda estou para ler o primeiro livro porque quero logo pegar o segundo e devorar. Vou ler o conto mesmo não acrescentando nada de novo...são como os contos da série A seleção, apenas um entretenimento adicional.
    Beijos!
    Monólogo de Julieta

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