Twittando o Amor, Teresa Medeiros, tradução de Denise Tavares Gonçalves, Ribeirão Preto-SP:
Novo Conceito, 2014, 202 páginas.
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Quando Abigail Donovan publicou o seu primeiro livro, o sucesso foi muito grande, a ponto de ela ser elogiada no programa da Oprah e quase conquistar o Prêmio Pulitzer. Mas agora ela tem um prazo para entregar seu novo manuscrito e não consegue escrever nenhuma linha. Caso isso não aconteça a tempo, os seus dias de luxo estão próximos do fim.

Para tentar se livrar do bloqueio criativo, Abby acaba aceitando a sugestão de entrar para o Twitter, sem imaginar que a rede social seria capaz de transformar a sua vida. Ainda nos primeiros tweets, Abby conhece Mark Baynard, um misterioso professor que passa a fazer companhia, mas sem demonstrar em nenhum momento que na verdade guarda um grande segredo.

“Ela olhou para o calendário em sua mesa. Ainda era segunda-feira. Tinha quatro dias para decidir se iria ou não aparecer no horário combinado ou trocaria sua ciberpaquera por um homem real, que pudesse oferecer a ela mais que somente palavras em uma tela.
Abby tinha quatro dias para esquecer Mark Baynard” (pág. 58).
Todas as novidades que surgiram com o avanço tecnológico mudaram o modo que as pessoas levam a vida, como, por exemplo, as redes sociais, que têm grande influência no cotidiano de cada um de nós. Entre outras coisas, as redes sociais contribuem para a formação de novas amizades e até mesmo o surgimento de um grande amor. Isso é tão próximo da nossa realidade que Twittando o Amor poderia não ser apenas um livro de ficção.

A autora best-seller Teresa Medeiros conseguiu transformar um enredo simples e tão despretensioso em uma tocante e divertida história de amor, exatamente no estilo que desejamos encontrar em toda comédia romântica. Além de utilizar uma rede social instantânea, como o Twitter, a autora se aproveita de nomes da indústria do entretenimento para deixar tudo mais moderno e engraçado.

Nenhuma outra rede social funcionaria para unir Abby e Mark. Isso se deve muito pela maneira como as personalidades das duas personagens foram construídas ao longo de toda a obra. Se a química é necessária para todo tipo de relacionamento, nesse caso ainda mais, já que as histórias e os motivos dos dois precisavam formar um casamento perfeito, como de fato aconteceu.

As duas personagens, que se conhecem por acaso, se completam desde a primeira troca de tweets, quando Mark sugere que Abby é o tipo de pessoa que prefere seguidores a amigos. O que não deixa de ser uma verdade. A aproximação do casal não acontece apenas pela necessidade de Abby escrever seu romance. A solidão das personagens é o que faz toda a diferença, inclusive para as surpresas preparadas para o desfecho.

Talvez por pura desatenção que em nenhum momento ficou claro o que ainda estava para acontecer, ou seja, cada leitor pode ter uma visão sobre os futuros acontecimentos de Twittando o Amor. De qualquer forma, a autora consegue surpreender nos últimos capítulos, mas ao mesmo tempo em que teve uma ideia fabulosa, teve também uma pressa exagerada. Como se sabe, isso nem sempre é positivo.

Apesar de não preparar o enredo para o que desejava fazer, e resolvê-lo da mesma forma, Teresa Medeiros fez o que realmente se espera de um livro como Twittando o Amor: o tornou leve e extremamente divertido, em especial durante as diversas trocas de tweets que passam do filosófico ao poético com grande facilidade. No fim, como citado anteriormente, se torna uma obra sem qualquer pretensão e indicada especialmente para uma tarde em que é possível se sentar para apenas devorar um livro encantador.

MarkBaynard: Eu queria que fosse tão simples assim. Enquanto estávamos em... nosso intervalo... eu meio que... hum... li... seu primeiro livro. (Eu me agacho e corro.)
Abby_Donovan: Quem é a megera safada agora?
MarkBaynard: O que posso dizer? Eu achei que era hora de substituir a Hillary por uma foto sua na contracapa de um livro.
Abby_Donovan: Por favor, me diga que não colou o meu rosto sobre o dela.
MarkBaynard: Vamos colocar da seguinte maneira: você fica muito gostosa num terninho cinza-escuro” (pág. 165).

3 Comentários

  1. Olá Rick,

    Estou muito curiosa com relação a esse livro, em parte - confesso - que por conta dessa capa belíssima e também porque sou fascinada pelo twitter e um história que envolva essa rede social tem potencial para ser atual e divertida.

    xoxo
    Mila F.
    @camila_marcia
    www.delivroemlivro.com.br/

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  2. Olá Ricardo!
    Adorei ler a sua opinião sobre o livro. Ele realmente parece bem descontraído e divertido. Eu gosto de leituras assim.
    Beijos!

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  3. Oi Ricardo,
    Leituras leves e descontraídas assim estão se tornando raridades. Você que acompanha meu blog sabe que tenho lido livros bem intensos ultimamente, então adorei a sugestão. Faz meses que não leio um livro todo numa tarde, acho que vou cair de cara nessa leitura. A capa é uma fofura, e apesar do twitter não ser mais a minha rede social favorita, sei o quanto foi divertido usá-lo no seus anos de glória kkk

    Beijos,
    Mari Siqueira
    http://loveloversblog.blogspot.com

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