Mansion Rouge – Amor Agridoce, Andréa Titericz, 1ª edição, Praia Grande-SP:
Literata, 2014, 188 páginas.
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Anna Moore tinha tudo para levar uma vida monótona, mas uma série de acontecimentos acaba transformando a sua rotina, incluindo a presença de Jorge Rimes, um homem capaz de abalar a vida de qualquer mulher, principalmente se essa acaba de sair de um casamento frustrante, como é o caso de Anna.

A presença de Jorge acaba despertando um sentimento até então desconhecido: o lado sensual de Anna. Mas isso, assim como toda a arrogância e a beleza do rapaz, cria um grande obstáculo na vida de ambos: o amor, cada vez mais evidente. Essa relação, no entanto, pode ser baseada em mentiras, e isso jamais é um bom sinal – mesmo que o prazer seja intenso.

“Ele assistiu aquela vasta cabelereira ruiva chicotear seu rosto e com Sharon arqueada sobre seu colo, ele tinha uma deusa em suas mãos se retorcendo de prazer. Aquela visão foi demais para Jorge que não conseguindo mais, gozou tão forte que um inédito urro de prazer saiu de sua boca, libertando toda a tensão” (pág. 62).
A intenção e necessidade da maioria dos escritores é conquistar o seu leitor ainda nas primeiras páginas, às vezes nas primeiras palavras. Se essa também era a intenção de Andréa Titericz, o seu objetivo foi alcançado logo no primeiro diálogo, quando antecipa o tipo de relação que encontraremos entre Anna e Jorge.

As primeiras palavras de Jorge deixam claro que se trata de uma personagem semelhante a muitos outros da literatura erótica. Contudo, as semelhanças não se estendem mais que o necessário, por isso é possível perceber certa originalidade tanto no protagonista masculino, como também na protagonista feminina.

A grande questão de Mansion Rouge – Amor Agridoce, o primeiro de uma série, é que a narrativa não é linear, ou seja, constantemente as cenas se misturam e a autora troca o foco das personagens abruptamente. O mesmo acontece no rumo de alguns capítulos, que às vezes fogem radicalmente da ideia que inicialmente aparentava ser o grande destaque.

Mesmo que isso não prejudique o ritmo de leitura, não pode ser totalmente ignorado, visto que na maioria das vezes resulta em cenas que poderiam e mereciam ser melhores exploradas. O que acaba compensando esse pequeno detalhe é que as cenas entre os dois protagonistas, quando não intensas, são divertidas e até mesmo misteriosas – ainda que apenas para Jorge.

Todo esse mistério, que só não envolve o leitor por esse ser um grande observador, se deve muito ao Mansion Rouge, um casarão de estilo clássico onde funciona um clube privado. Esse clube proporciona encontros sexuais inesquecíveis, com infinitas possibilidades, mas não serve exatamente como uma personagem abstrata. Ainda que essencial, Mansion Rouge, o clube, representa uma pequena parcela do que realmente é Mansion Rouge, o livro.

Assim como acontece na troca de cenas, por exemplo, o final da primeira parte da história de Anna Moore acontece de forma repentina e também sem ser explorado como merecia. Mas, levando em consideração a característica da autora, em não se focar apenas no presente e no futuro, a certeza de que essa foi ou não uma ótima escolha depende muito de Mansion Rouge – Doce Conexão. Enquanto a leitura não acontece, resta apreciar a ótima edição do primeiro volume – que possui alguns erros de revisão, é verdade, mas em contrapartida também capa e diagramação agradabilíssimas.

“O bichinho do ciúme corroía seu coração, mas sabia que o sentimento que tinha por Jorge não poderia ser duradouro, já que o cafajeste que dizia estar tão saudoso de Sharon e que agora ficava lançando indiretas para Anna, se divertia com Magda. Enfim, Jorge era tão instável quanto um vulcão em atividade” (pág. 147).

3 Comentários

  1. Obrigada, Ricardo!!!!
    Adorei a resenha, de uma forma objetiva conseguiu captar a essência do livro.
    Doce Conexão já em plena construção e tentando evitar e corrigir as falhas!!!!
    Um abração!!!!

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    1. Fico feliz que tenha gostado da resenha, Andréa. :D Vou aguardar o próximo livro já na expectativa. Muito sucesso e obrigado pela confiança.
      Abraços!

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  2. Olá Ricardo!
    Bem legal a resenha do livro. Nunca li nada que fosse erótico sem ser no Nyah Fanfiction. Mas o livro me parece interessante. :3
    Beijos!

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