Intenso Demais, S. C. Stephens, tradução de Kenya Costa, 1ª edição, Rio de Janeiro-RJ:
Valentina, 2014, 464 páginas.
Skoob: Clique Aqui.

Desde o início o namoro de Kiera e Denny é tudo o que ela sempre sonhou, por isso quando eles resolvem iniciar uma nova vida, morando juntos em outra cidade, o casal sabe que isso é exatamente o que precisava para ter um relacionamento ainda mais perfeito.

Os dois, no entanto, possuem planos diferentes e eles acabam deixando Kiera solitária, o que é suficiente para ela se aproximar de Kellan Kyle, amigo de seu namorado e vocalista de uma banda de rock. A amizade entre eles começa da melhor forma possível, mas em pouco tempo ganha contornos mais românticos, o que pode abalar a vida e o relacionamento de todos eles.

“Ele era tão estranho. Da primeira vez que transamos, ele tinha ficado frio feito gelo, e agora estava pegando fogo. Meu Deus, o que aconteceria se nós chegássemos a...? Não, eu não queria nem pensar nisso. O que quer que estivesse acontecendo entre nós, aquela parte estava morta e enterrada. Eu não iria trair Denny… mais uma vez” (pág. 168).
Alguns livros definitivamente não devem ser lidos por pessoas que não fazem parte do público alvo e, infelizmente, esse é o caso de Intenso Demais, o primeiro da trilogia Rock Star. Apesar de já esperar não ser a melhor das leituras, o livro de S. C. Stephens desagradou mais do que o normal.

A primeira experiência com o gênero new adult provou que esse deve ser visto com outros olhos, ainda que o sucesso seja enorme no Brasil e no exterior. Essa sensação surgiu ainda nas primeiras páginas, quando nada motivador acontece e acompanhamos nada mais do que relatos do cotidiano da protagonista. Relatos esses que seguem até o final, ainda que o enredo ganhe toques mais concretos do meio para o fim.

Quando isso enfim acontece, é como se um novo livro tivesse início, mesmo não sendo suficiente para o desagrado diminuir. A partir de então conhecemos mais sobre a personalidade e a própria história de Kellan, o grande responsável por tudo que acontece na história. E justamente ao conhecê-lo que a ideia de um príncipe encantado, criada por todas as leitoras que são apaixonadas por ele, desaparece em um piscar de olhos.

Se irritar com as atitudes das personagens parece ser tão natural quanto se perguntar o motivo de tantas mulheres serem apaixonadas por Kellan. Caso ele fosse o único a tomar atitudes nada agradáveis, isso até poderia ser relevado, no entanto todas, em algum momento, agem feito idiotas — ou seria apenas a minha paciência que chegou ao limite?

Apesar de todas as críticas supracitadas, ou aquelas que ainda poderiam ser escritas, não dá para negar que a escrita de Stephens contribui muito para não encararmos uma leitura maçante. A todo instante dá para perceber que a ótima dinâmica da autora, em especial nas cenas sensuais que são muito bem descritas, intensas e originais. O mesmo acontece com as infinitas intrigas, mas a narrativa possui repetições de sensações, o que pode parecer contraditório, porém não deixa de ser real.

Ao fim, apesar de achar Kellan um idiota sem igual e Kiera uma protagonista para ser esquecida, até é possível compreender o lado de ambos, mas também existe a certeza de que prolongar o drama não ajudou em nada. Em dado momento já era possível perceber o desfecho de tudo e talvez por isso as últimas páginas foram tão arrastadas quanto as primeiras. É bem verdade que o livro é intenso em todos os aspectos — sexo, amor, dramas e dúvidas —, no entanto não dá enxergar a necessidade de outros dois livros.

“As lágrimas começaram a brotar, e eu apenas desejei ter meu amigo de volta. Kellan me puxou para um abraço, como costumava fazer havia tanto tempo. Eu o abracei com força, precisando sentir seu corpo. Ele ficou alisando minhas costas enquanto eu começava a soluçar no seu ombro. Só queria parar de sentir as coisas com tanta intensidade. Minha cabeça girava de culpa, raiva, desejo e dor” (pág. 32).

7 Comentários

  1. Oie
    Essa série realmente não chama minha atenção. Ate gosto do gênero e curto, mas esses aí eu passo.
    Adorei sua resenha.

    Beijos

    ResponderExcluir
  2. Olá,
    Eu já não gosto de livros neste estilo e, pelos pontos negativos citados por você, desisti de vez. Até porque creio que seriam essas mesmas coisas que me irritariam e, nossa, já não tinha vontade de ler, agora então... Também não curto essas continuações desnecessárias!
    Beijos.
    Memórias de Leitura - memorias-de-leitura.blogspot.com

    ResponderExcluir
  3. Oi
    Primeira resenha que leio dele, estava curiosa para conhecer mais sobre o livro, apesar de seus pontos negativos com a leitura, tenho vontade de ler, gosto desse gênero mais esse não é prioridade, pelo menos a escrita da autora é boa.

    momentocrivelli.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
  4. Oi, Ricardo!
    Acho que esse gênero não é para você! Hehe...
    Eu quero muito ler esse livro mesmo sabendo que é uma trilogia. Acredito que irei gostar até porque curto o gênero. As suas ressalvas são interessantes porque alguns me incomodariam, outras nem tanto.
    Parabéns pela resenha!
    Abraço!

    "Palavras ao Vento..."
    www.leandro-de-lira.com

    ResponderExcluir
  5. Olá Ricardo!
    Livros com cotidiano tão paradão não são para mim. Até leio livro com algumas passagens mais rotineiras, mas isso com o tempo acaba com a paciência.
    Eu preciso de alguma ação ou um romance intenso.
    E se eu quiser ler algo pornográfico, procuro um hentai.
    Beijos!

    ResponderExcluir
  6. Bom dia Ricardo,

    Eu não curto o gênero e por isso nem perco tempo lendo sinopse, gostei de saber a sua opinião e respeito quem gosta, mas acho que não acrescenta nada....abraço.

    devoradordeletras.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Exatamente isso que senti com essa leitura, Marco. Nada de novo para merecer uma atenção maior. :s Uma pena.

      Abraços!

      Excluir