Título Original: The Best of Me
Diretor: Michael Hoffman
Duração: 118 minutos
Baseado: O Melhor de Mim, de Nicholas Sparks
Adolescentes, Amanda (Liana Liberato) e Dawson (Luke Bracey) se apaixonam. O pai da garota não aprova o relacionamento e, com o passar do tempo, os jovens acabam se afastando e tomando rumos diferentes. Duas décadas mais tarde um funeral faz com que os dois (Michelle Monaghan e James Marsden) voltem à cidade natal e se reencontrem. É o momento de ver se os sentimentos persistem e avaliar as decisões que tomaram na vida.
Ao se falar sobre um livro ou adaptação de obra de Nicholas Sparks, a chance de se tornar repetitivo é infinitamente grande. Todos estão cansados de saber como uma história sparkiana é contada, nos livros e também no cinema, por isso não dá para acompanhá-la com a expectativa de surpresas radicais. Isso definitivamente nunca vai acontecer.

Com exceção de algumas mudanças bem desnecessárias, O Melhor de Mim repete tudo que já foi explorado em todas as adaptações anteriores. Ou seja, apesar de mudar diretores, produtores e todo o elenco, no fundo é possível encontrar o que já foi visto anteriormente, como se assistíssemos vários filmes em uma única produção — ou seria um único filme em várias produções?
Apesar de isso levar a crer que tudo se torna decepcionante, essa está longe de ser a grande verdade. Isso porque no geral todos os filmes são bem produzidos, com cenas clichês porém bonitas, um cenário propício ao romantismo e um toque dramático que nenhum apaixonado pode colocar defeito. Dizer que são os melhores filmes de amor seria de grande exagero, mas sem qualquer expectativa pode ser uma ótima escolha para uma tarde chuvosa.

O que talvez impeça a necessidade de não criar expectativa, pelo menos na adaptação de O Melhor de Mim, é que muitas cenas perdem exatamente a essência romântica das páginas dos livros. Se de um lado a essência geral permanece a mesma, de outro a individual se perde pelas cenas curtas e pouco exploradas, que se salvam pelos breves diálogos. Não fossem as atuações e o enquadramento, o mais importante em um filme do gênero simplesmente se perderia.
Se tais atuações são importantes para o resultado final, o mais impressionante sem dúvida é a química existente entre os dois casais de atores que protagonizam essa adaptação. O que mais surpreende é a forma como foi possível encontrar uma semelhança entre Michelle Monaghan e Liana Liberato, atrizes que interpretam Amanda Collier em duas fases da vida da personagem. Pode parecer estranho, mas em alguns momentos foi possível se confundir, tamanha a qualidade de atuação de ambas. E como Liana Liberato é uma das atrizes jovens que mais admiro, isso é motivo de grande alegria e satisfação. Ela me encanta a cada filme!

Não bastassem algumas situações citadas anteriormente, O Melhor de Mim peca de modo muito particular em seu desfecho. Por mais que no geral tenha se mantido semelhante ao livro, a execução foi de uma estupidez enorme, longe de ser tocante como durante a leitura, quando isso de fato surpreendeu. Uma pena, visto que até então era um longa-metragem agradável. Com suas falhas, mas ainda assim agradável.

2 Comentários

  1. Olá Ricardo!
    Nunca li nenhum livro do Sparks, mas já vi uma ou duas adaptações de seus livros em filmes. Eu até gostei, mas não foi nada tão surpreendente, como você mesmo disso.
    Ainda não vi esse filme, mas deve ser realmente bom para quando não se tem mais nada para ver. Porque, as vezes, preciso de um pouco romantismo clichê na vida. haha

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  2. Oi Ricardo,
    Eu gostei bastante de todos os livros do Sparks que li, e realmente acho que as histórias tem muitas similaridades, uma fórmula pronta de sucesso. Mas mesmo assim, as vezes só o que a gente precisa é uma historinha de amor em que apesar das complicações tudo termina bem.

    Beeijos, Paola
    uma-leitora.blogspot.com.br

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