Título Original: Love, Rosie
Diretor: Christian Ditter
Duração: 102 minutos
Baseado: Simplesmente Acontece, de Cecelia Ahern
Estreia: 05 de março de 2015
Os jovens britânicos Rosie (Lily Collins) e Alex (Sam Claflin) são amigos inseparáveis desde a infância, experimentando juntos as dificuldades amorosas, familiares e escolares. Embora exista uma atração entre eles, os dois mantêm a amizade acima de tudo. Um dia, Alex decide aceitar um convite para estudar medicina em Harvard, nos Estados Unidos. A distância entre eles faz com que nasçam os primeiros segredos, enquanto cada um encontra outros namorados e namoradas. Mas o destino continua atraindo Rosie e Alex um ao outro.

Ao adaptar uma obra literária para o cinema, a certeza de que o estilo narrativo será perdido completamente é quase que inevitável. Em alguns casos isso é ainda mais evidente, como em Simplesmente Acontece. Na obra de Cecelia Ahern, a autora conta a história de Rosie através de um romance epistolar e um estilo muito particular, que seria impossível de ser utilizado em um filme, obrigando que acontecessem mudanças drásticas.

Simplesmente Acontece, do diretor Christian Ditter, não apenas mudou a característica da narrativa, como obviamente aconteceria, como também o próprio gênero, sem que isso alterasse a essência da história criada por Ahern. Embora no livro situações engraçadas aconteçam com rara frequência, em uma verdadeira comédia dramática, a sua intenção não é simplesmente causar risos, diferente de sua adaptação, uma comédia romântica bem ao estilo do cinema inglês.
Devido a todas as diferenças óbvias, que vão muito além do gênero, a própria história foi obrigada a passar por diversas mudanças para que funcionasse em uma nova arte. Essas mudanças surtiram o efeito esperado, principalmente se pensarmos que a história está mais ágil. Além disso, a espera por um final previsível se torna menos cansativa, afinal, apenas cenas totalmente essenciais foram incluídas.

Outra questão muito interessante nessa adaptação em especial é exatamente a possibilidade de cenas que explorem a vida trágica de Rosie, sendo que o tom humorístico é mais evidente que o dramático. Parte disso se deve muito a atuação da sempre bela Lily Collins, que embora transmita uma ideia muito diferente da imaginada com a leitura, consegue dar vida a uma Rosie que protagonizaria facilmente uma verdadeira tragicomédia. Essa mistura de drama e humor é no mínimo contagiante.
Em todo caso, Simplesmente Acontece não foge da ideia de que toda comédia romântica tem a única e exclusiva intenção de entreter, sem causar grandes questionamentos ou reflexões. O único problema neste caso é a utilização de situações impensadas para uma obra de Cecelia Ahern. Por exemplo, o humor mais apelativo. Como se sabe, a autora irlandesa é conhecida por criar encantadores contos de fadas modernos e algumas cenas de sua nova adaptação fogem totalmente dessa característica.

Não conhecer a adaptação do romance “PS: Eu Te Amo”, o primeiro grande sucesso da autora, impede uma comparação entre os dois filmes, porém, apesar da crítica considerar Simplesmente Acontece um filme mediano, quem busca a adaptação da obra literária pode ter uma experiência agradável. A história, como se sabe, não tem nada de outro mundo, mas sempre vale a pena acompanhar os altos e baixos enfrentados por Rosie e Alex na busca pela felicidade.

4 Comentários

  1. Está cada dia mais comum aparecer adaptações literárias sem aquela essência do livro, inclusive no gênero. Assim como Simplesmente acontece, eu acho que aconteceu uma coisa bem parecida com a adaptação do livro O lado bom da vida. Porém isso é bem relativo, e varia do gosto de cada pessoa.
    Ótima crítica.
    www.booksever.com.br

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  2. Oie
    Nao me interessei em ler o livro mas tenho vontade de assistir. Gostei dos seus comentarios. bj

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  3. Olá Ricardo!
    Nunca li o livro, mas o filme me parece ser be legal. Eu realmente gosto de ver umas comédias românticas para poder rir um pouco. :3
    E eu gosto bastante da Lily Collins, mais um motivo para assistir!
    Beijos!

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  4. Olá Ricardo,

    Não da para comparar um livro com o outro e muito menos o filme, gostei também....abraço.

    devoradordeletras.blogspot.com.br

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