Texto: Maria Clara Machado
Baseado: -
Direção: Alessandra Pasquini
Duração: 50 minutos
Gênero: Infantil
Apresentação: 18 de abril de 2015
O Coronel Felício cultiva em seu sítio três preciosos pés de cebolinha da Índia. Quem toma o chá destas cebolinhas tem garantia de vida longa e alegria, no entanto uma cebolinha é roubada da horta e o Coronel contrata o Detetive Camaleão Alface para descobrir o ladrão.

A principal responsabilidade do grupo Teatro Flácus ao produzir a peça O Rapto das Cebolinhas foi trabalhar em um texto de uma das maiores dramaturgas de nosso país. Reconhecida com inúmeros prêmios, Maria Clara Machado consegue, com seus trabalhos, conquistar crianças de todas as idades e isso não poderia deixar de acontecer.

Por mais que seja uma peça sem qualquer pretensão, ou seja, com único intuito de divertir os pequenos, O Rapto das Cebolinhas tem uma mensagem a ser transmitida e isso ficou claro com a produção, que, portanto, cumpre o seu objetivo. Ir ao teatro esperando se deparar com o melhor espetáculo da vida pode ser um grande erro, porém voltar a ser criança por alguns minutos é simplesmente inevitável.
Embora isso aconteça por encontrar o que em outrora era motivo de diversão, como pessoas fantasiadas e animando a todos, a atuação artificial em alguns momentos não é o que se espera. No teatro amador não é raro ter a sensação de um texto ser apenas decorado — e não interpretado —, sem chance de fugir do roteiro, no entanto na teoria é algo que dá para ser evitado e isso não aconteceu. Em contrapartida, neste caso em específico, acabou resultando em um leve toque cômico para a peça e talvez nem tenha sido proposital.

Se é possível considerar as atuações medianas, mesmo que para um grupo amador isso seja compreensível, a simplicidade do cenário é totalmente agradável, o que já aconteceu em outro trabalho do grupo. O cuidado é o mesmo com o figurino e com a própria trilha sonora, simples e ao mesmo tempo usada apenas no momento ideal, complementando cenas que mereciam um algo a mais.

Infelizmente O Rapto das Cebolinhas não é uma peça tão marcante quanto foi O Castelo de Mulumí, também do Teatro Flácus, contudo pode ser indicada aos pais que querem aos poucos que seus filhos se encantem pela quinta arte. Por não ser uma peça cansativa e ainda conseguir envolver, mesmo sendo previsível, pode sem dúvida ser uma ótima escolha aos menos exigentes — que buscam algo para entreter e não apenas que agrade tecnicamente.

3 Comentários

  1. Curti! Parece um história bacana. Eu amo teatro... mesmo as atuações não sendo perfeitas acredito que deve ter sido dez.
    Beijos,
    Monólogo de Julieta

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  2. Uma pena que você não curtiu tanto a peça Rick, mas, como já havia falado com você, sua postagem me salvou uma memória que há tempos eu tentava pescar! Na escola eu lia muitas coisas de autores nacionais e essa peça em específico, eu acabei lendo, mas tinha me esquecido do nome, da autora...só lembrava vagamente da capa e, como isso não era praticamente nada, fiquei muito tempo a esmo só com uma vaga lembrança de leitura de uma peça no Ensino Fundamental e era tudo. Mesmo assim, seu post me ajudou muito a lembrar e querer ler uma vez mais o livro e acabar com a saudade de uma vez.
    Mas o que importa é que você pode agregar mais essa experiência à sua crescente lista de peças assistidas e isso não tem preço! Realmente espero que você tenha a oportunidade de ler a versão escrita da peça teatral, posso dizer que, mesmo lembrando pouco, achei um texto muito louco e que vale a pena ser conferido.
    Eu mesma espero encontrar o livro em breve e relê-lo, será uma boa viagem de volta à infância. Aliás, tenho vontade de fazer isso com vários dos livros que li quando criança. rsrs

    Beijos,

    Only The Strong Survive

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    1. Muito obrigado por seu comentário, Vê. *-* Posso dizer que fiquei surpreso quando você me disse que estava tentando lembrar o título dessa peça e que foi muito bacana saber que contribui para salvar essa memória.
      Seria muito legal se você pudesse ter me acompanhado no dia em que a peça foi apresentada. Embora tenha citado algumas críticas em relação a essa apresentação, não dá para ignorar a experiência, como você bem citou.
      Uma coisa é certa: como estou procurando o livro, para nós dois (rsrs), certamente vou seguir a sua sugestão de ler a versão escrita o mais breve possível. :D

      Beijos!

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