O Duque e Eu, Julia Quinn, tradução de Cássia Zanon, 1ª edição, São Paulo-SP:
Arqueiro, 2013, 288 páginas.
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Depois de seis anos viajando pelo mundo, Simon Basset, o duque de Hastings, volta a Londres e desperta a atenção de todas as mães da alta sociedade, que querem apenas um bom partido para suas filhas. No entanto, Simon carrega um trauma de infância e não tem a mínima intenção de se casar.

Daphne Bridgerton, por sua vez, sonha com um casamento perfeito, mas os homens que se interessam por ela não possuem qualquer tipo de charme e os demais só a veem como uma grande amiga.

Quando Daphne conhece Simon, o melhor amigo de um de seus irmãos, ele sugere uma ideia que pode resolver os problemas de ambos: fingir cortejá-la. Além de afastar as jovens interessadas em um casamento, a ideia pode reforçar os atrativos de Daphne. Mas a farsa pode ter um prazo para chegar ao fim e os dois precisam se esforçar para evitar o início de uma nova e grande paixão.

“Simon olhou para ela com intensidade. Um sinal de alerta soou em sua mente. Ele a queria. Queria com tanto desespero que estava completamente tenso, mas jamais poderia sequer chegar a tocá-la. Porque fazer isso seria destruir todos os sonhos dela, e, libertino ou não, ele não sabia ao certo se conseguiria olhar-se no espelho de novo se fizesse isso” (pág. 74).
Entre todas as séries de romances de época publicadas pela editora Arqueiro, Os Bridgertons não apenas foi a mais elogiada, como também aquela que mais despertou a atenção, principalmente por imaginar que o humor se destacaria. No entanto, a autora Julia Quinn demonstrou, antes mesmo de revelar o humor em sua obra, que os diálogos são o ponto forte em O Duque e Eu.

Felizmente a ideia inicial, de ser uma história divertida, também não demorou a se confirmar. Quinn tem o humor em sua escrita e a qualidade dessa característica é tão impecável que foi impossível não se divertir, em especial por ser algo muito frequente. Cada cena que a autora se propõe a ser divertida, usando dos já citados diálogos, ela é muito feliz e, querendo ou não, inclusive criou cenas marcantes.

Mas de nada adiantaria se a história também não fosse de grande qualidade. Embora não apresente nada de extraordinário, e tenha uma ideia que particularmente considero muito semelhante a de outros livros, o enredo possui dramas bem consistentes e trabalhados do modo ideal. A consequência disso é uma leitura muito agradável, para não dizer viciante, visto que passei o tempo inteiro imaginando como tudo iria se desenrolar.

O enredo inclusive apresenta um drama que a princípio considerei muito bobo, mas que com o tempo percebi ser essencial para a construção da trama e principalmente para a evolução das personagens. Além disso, Julia Quinn soube unir duas personagens de lados opostos da moeda, ou seja, o drama de Simon vai completamente contra o sonho de Daphne. O resultado é que a união do improvável acaba se tornando perfeita — e mais uma vez divertida.

Com O Duque e Eu, Julia Quinn dá início a uma série que tem tudo para ser inesquecível, por sua singularidade e por apresentar uma família incrível. Com apenas um livro, todos os Bridgertons, sem exceção, demonstraram ter algo especial a transmitir. Tudo pode até ser muito simples, com o único intuito de entreter e com isso sem qualquer pretensão, mas é fácil se sentir parte da família com tantas situações especiais. Sendo da família, como não querer conhecer as demais personagens?

“Simon respirou fundo. Embora a atitude de Anthony fosse muito irritante, era compreensível e, na verdade, até louvável. Afinal, o homem estava apenas agindo em prol dos interesses da irmã. Simon tinha dificuldade de se imaginar responsável por qualquer pessoa além de si mesmo, mas pensou que, se tivesse uma irmã, também seria bastante seletivo em relação aos pretendentes dela” (pág. 95).

6 Comentários

  1. Oie
    Amei ver a resenha deste livro por aqui. Eu amoo essa série e estou ansiosa esperando a proxima publicação, já li todos publicados, mas o meu queridinho ate agora é o Duque e Eu.

    Beijos

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  2. Olá Ricardo!
    Eu vi esse livro nas redes sociais, mas nem me interessei muito.
    Mas agora lendo a sua resenha me pareceu ser uma obra bem divertida e legal. Quem sabe não leia.
    Beijos!

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  3. Você resumiu tudo: família incrível! Li esse livro há um tempinho e fiquei muito encantada com os personagens, com o humor e com os diálogos (que só agora, lendo sua resenha, foi que eu realmente me toquei do quanto são bons). Já li os 4 primeiros e, deixando o segundo de lado (que me dói em dizer, mas eu achei um porre), a série só tende a melhorar. O 3 é ótimo, e o 4 é espetacular! Espero conferir o 5 em breve :D

    Brunna Carolinne - My Favorite Book - @MFBook
    myfavoritebook-mfb.blogspot.com.br

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  4. Olá Ricardo!
    Essa família é viciante! Não consigo me conter, sempre leio cada um dos livros em um único dia, é gosto demais! Apesar de todas as críticas, o meu livro -e personagem- preferido é Benedict, de o Um Perfeito cavalheiro hehe.
    Bom, parabéns pela resenha! Ótima!

    Beijos- Paula Santos
    http://leitoraneurotica.blogspot.com.br/

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  5. Oi Ricardo, fiquei muito feliz de ler a sua resenha. Primeiro que compartilhamos os sentimentos a respeito da leitura que é muito agradável e viciante, e tem diálogos que te prendem na história, mas também por que foi a primeira resenha de Julia Quinn escrita por um menino que eu vi! Se formou essa ideia de que os históricos são literatura de mulher e homens não podem gostar, mas acho isso uma besteira sem tamanho, mesma coisa que dizer que meninas não podem gostar de fantasia! Você vai continuar com a série?

    Beeijo, Paola
    uma-leitora.blogspot.com.br

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  6. Romances de época? Eu corro!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    Abraço

    http://penelopeetelemaco.blogspot.com.br/

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