Victor-Marie Hugo é o principal representante do romantismo na França e nasceu em 26 de fevereiro de 1802. Devido a posição de seu pai, general do exército napoleônico, Victor Hugo passou a infância viajando com certa frequência, mas isso não o impediu de ser educado e seguir uma formação católica, além de ideais monarquistas impostos por sua mãe.

Embora seus primeiros poemas exaltassem a monarquia e a própria fé, não demorou muito para que Victor se rebelasse contra os ideais de sua mãe e apoiasse, entre outras coisas, a democracia liberal e humanitária. Mas, muito antes de se envolver com questões políticas, ganhou seu primeiro prêmio literário aos quinze anos, mostrando ser um artista precoce e de talento inquestionável.

Ainda entre o fim da adolescência e o início da fase adulta, fundou ao lado de um irmão a revista Le Conservateur Littéraire, que aos poucos deixou de apoiar a monarquia e o catolicismo, tornando-se mais liberal, até encerrar suas atividades após poucos anos de sua fundação.

Na mesma época em que fundou a revista, Victor Hugo se casou com uma antiga amiga de infância, que se tornaria mãe de seus filhos, e publicou suas primeiras obras, incluindo uma coletânea de poemas, que lhe rendeu uma pensão concedida pelo então Rei da França, Luís XVIII, e o romance “Hans da Islândia” (1823), livro muito criticado na época. Aos poucos, o escritor se tornava uma personalidade intelectual de extrema importância e, ainda aos 23 anos, recebeu o título de Cavaleiro da Legião de Honra.

Dois anos depois, em 1827, Victor Hugo publica o livro “Cromwell”, responsável por transformá-lo no principal líder do romantismo da literatura francesa, em especial por propor o rompimento das características marcantes do classicismo. No entanto, o principal trabalho do escritor ainda demoraria alguns anos para ser lançado.

Antes do lançamento de sua obra-prima, Victor Hugo teve sua primeira peça de teatro, “Marion do Lorme” (1829), censurada devido a uma série de motivos, incluindo por ser considerada liberal. Apenas com a peça “Hernani” (1830) que ganharia também os palcos dos teatros franceses, ao apresentar um enredo que, embora muito elogiado pela crítica, dividiu opiniões e causou grandes discussões.

Logo no ano seguinte, Victor Hugo publicou um dos mais importantes livros da literatura mundial. “O Corcunda de Notre-Dame” (1831), protagonizado por Quasimodo, se popularizou com o passar do tempo e, além de também ganhar versões teatrais, foi transformado em produções cinematográficas e até mesmo em um desenho animado, lançado pela Disney em 1996.

Durante a década de 1830, o escritor passa a viver com sua amante, a atriz Juliette Drouet, e publica outros trabalhos reconhecidos até os dias de hoje, o que garantiu inclusive sua estabilidade financeira. Até que em 1841 foi eleito para integrar a Academia Francesa, a mesma que reconheceu um poema de sua autoria ainda na adolescência.

No entanto, a França enfrentou momentos políticos conturbados, que acabaram com a deposição do rei Luís Felipe I, em 1848. No mesmo ano, o escritor, que já se tornara importante voz política no país, é eleito deputado e, como ativista pelos direitos humanos, luta contra a miséria da população francesa.

Victor Hugo ainda se apresenta como um dos grandes defensores da candidatura do príncipe Luís Napoleão (mais tarde conhecido como Napoleão III) para a presidência da República. Contudo, ao ser eleito, Napoleão III acabou violando a constituição e, o escritor, que tanto o ajudou na candidatura, se transformou em um grande crítico.

Por ser contrário ao governo de Napoleão III, Victor Hugo acabou sendo perseguindo até se exilar em Bruxelas, onde permaneceu por quase vinte anos. Nesse tempo, o escritor francês lançou outro trabalho de extrema importância: “Os Miseráveis” (1862). Assim como “O Corcunda de Notre-Dame”, a obra também conquistou grande sucesso de crítica e inúmeras adaptações para o teatro e o cinema ao longo do último século.

Nos últimos anos de sua vida, Victor Hugo ainda foi eleito Senador, até falecer no dia 22 de maio de 1885, apenas dois anos após a morte de sua amante, Juliette Drouet. O tempo, que para tantas pessoas pode ser considerado cruel, apenas contribuiu para que a vida e obra de Victor Hugo, como poeta, novelista e dramaturgo, ganhasse novos admiradores ao longo de tantas gerações que souberam reverenciar a obra de um Imortal da Literatura.

Amar ou ter amado é o bastante. Depois, não exijam mais nada. Além dessa não existe outra pérola escondida entre as dobras escuras da vida. Amar é completar-se” — Victor Hugo em “Os Miseráveis”.
Victor Hugo - ☆ 26/02/1802 - ✞ 22/05/1885

Um Comentário

  1. Olá Ricardo!
    Gostei de saber um pouco mais do Victor Hugo. Eu ia morrer sem saber que ele é o autor de O Corcunda de Notre Dame. (Ai que vergonha! Deixa eu ir lá me esconder.)
    Beijos!

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