A Vizinha e a Andorinha, Alexandre Staut, ilustrações de Selene Alge, 1ª edição, São Paulo-SP:
Cuore, 2015, 32 páginas.
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Contar histórias a crianças, e ver em seus olhos a alegria por explorar a própria imaginação, foi de longe uma das melhores experiências que tive ao longo dos últimos meses. Talvez por isso, e por ter em mente a importância de incentivar a leitura e o aprendizado desde o início da vida, afirmo que contarei a história de A Vizinha e a Andorinha sempre que possível — e não apenas por ser de um conterrâneo.

O recém lançado livro foi escrito delicadamente por Alexandre Staut, que pela primeira vez se dedicou a uma obra infantil. A parceria entre Staut e a ilustradora Selene Alge resultou em um trabalho que leva aos pequenos uma história que pode ser lida em questão de minutos, mas que faz exatamente o que foi citado: explora a imaginação de seu leitor.

Claro que não se pode esperar qualquer complexidade do enredo, mesmo porque em minha visão é uma história para ser lida a crianças que no máximo estão iniciando a fase de alfabetização, porém as frases curtíssimas de cada página, casadas perfeitamente com as ilustrações de traços e cores agradáveis aos olhos de todos, prendem a atenção simplesmente pela curiosidade. Nada de outro mundo, mas quem se importa?
E é assim, com a delicadeza necessária para falar a uma criança, que Staut conta sobre a chegada de uma nova vizinha ao prédio, despertando assim a curiosidade do narrador. Com a chegada da nova vizinha, e a música que se repete todos os dias no mesmo horário, surge a desconfiança de que a vizinha tem uma andorinha e a inevitável pergunta: será que a vizinha fez do apartamento um viveiro?

Rapidamente a pergunta é respondida, não sem antes Alexandre Staut e Selene Alge trabalharem os sons através de onomatopeias, que parecem ganhar vida com o virar de páginas. Não por menos a relação entre a literatura, a música e os passarinhos acontece tão naturalmente.

Mas como imagino que o livro seja ideal para crianças que estão apenas aprendendo a ler, particularmente trocaria a tipografia, substituindo as letras cursivas por letras de forma e evitando assim uma possível confusão daqueles que ainda desconhecem o primeiro tipo citado. Em todo caso, A Vizinha e a Andorinha é um livro para ler e reler todas as noites ao colocar os pequenos para dormir.

“Você deve estar se perguntando: O que é passarinhar?
Passarinhar. É uma palavra que quer dizer a mesma coisa que piar, chiar, pipitar, ou simplesmente cantar” (págs. 12-13).

3 Comentários

  1. Olá Ricardo!
    Pela foto da capa a gente pensa em como o livro deve ser lindo por dentro.
    Eu valorizo muito as histórias infantis, eles tem uma simplicidade e um encanto ao mesmo tempo. Com certeza A vizinha e a Andorinha é uma ótima leitura para os pequenos.
    Beijos!

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  2. Parece ser muito bom. Eu gosto de obras infantis...leio sempre. Realmente não devemos esperar nada complexo. A essência desses livros esta no singelo. Amei...quero ler.
    Beijos,
    Monólogo de Julieta

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  3. Oie
    Que livro mais fofo, ainda não conhecia e fiquei encantada com a proposta do livro.

    Beijos
    http://diariodeincentivoaleitura.blogspot.com.br/

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