Título Original: Zoo
Diretor: vários diretores
Duração: 13 episódios
Baseado: Zoo, de James Patterson e Michael Ledwidge
Estreia: 30 de junho de 2015 (EUA) / 16 de novembro de 2015 (Brasil)
Baseada no romance best-seller de James Patterson, somos apresentados a uma realidade em que acontece uma onda violenta de ataques de animais contra seres humanos, ao redor de todo planeta. Enquanto os ataques se tornam cada vez mais astutos, coordenados e ferozes, um jovem biólogo renegado (James Wolk) deve correr contra o tempo para descobrir o mistério que cerca essa pandemia, antes que acabem os lugares onde as pessoas possam se esconder.
Ainda que o enredo de Zoo não possua nenhuma complexidade, mesmo envolvendo muitas questões científicas, em nenhum momento o imaginei sendo adaptado apenas em um longa-metragem. Hoje é fácil dizer que isso aconteceu por já ter conhecimento da série produzida pela CBS, mas posso ir além ao afirmar que no meu subconsciente algo me dizia que esse enredo se encaixaria melhor em uma série pela possibilidade de explorar detalhes significativos para o todo.

Assim como acontece em 9 de cada 10 adaptações, a série Zoo sofre com as infinitas alterações que resultaram em uma produção que se difere e muito de sua obra de origem. As diferenças são tantas que é possível dizer que a série e o livro são completamente independentes, embora o fio condutor seja exatamente o mesmo: os ataques violentos de animais contra os seres humanos.

O engraçado nisso tudo é que foram grandes mudanças e isso, ao invés de voltar a repetir o que acontece na grande maioria dos casos, ou seja, a adaptação ser muito inferior, neste acontece exatamente o contrário. Tais mudanças deram muito certo a ponto de considerar a “nova versão” da história muito melhor do que a original — e se deve muito ao fato da união de um grupo de personagens interessantes, lutando contra a onda de ataques e seus próprios dramas pessoais. Diferente do livro, Jackson Oz (James Wolk) não é o único protagonista e isso diz muita coisa!
Aqui entra o que citei sobre explorar detalhes significativos. O número de episódios possibilitou que outras personagens fossem construídas e exploradas da melhor maneira possível, e seus conflitos internos não deixam a desejar em nenhum momento. Cada personagem, à sua maneira, precisa se dividir para que todos os objetivos sejam alcançados, chegando ao ponto inclusive dos tais conflitos se sobressaírem em relação ao que realmente interessa.

No entanto, apesar de o enredo e o desenvolvimento das personagens estarem em destaque, Zoo peca muito em sua produção. Além de alguns episódios serem muito enrolados, chegando ao seu ápice apenas nos momentos finais, alguns erros chegam a ser bizarros, para não usar outras palavras. Basta citar como exemplo o fato de os moradores de uma favela do Rio de Janeiro falarem inglês perfeitamente bem…???!

Todos os brasileiros sabem que isso é totalmente inverossímil.
Mas os erros grotescos continuam nos clichês e nas cenas improváveis envolvendo os animais. Mesmo existindo uma explicação para tudo, ainda assim é difícil acreditar que da noite para o dia os animais do mundo todo passem a ser racionais a ponto de ter determinadas ações. Se eles simplesmente atacassem os humanos seria mais crível e foi exatamente isso que faltou nessa produção.

Zoo é o tipo de série em que não se pode ser exigente. Com um pouco de tolerância e paciência é possível ter algumas horas de entretenimento, em especial por encontrar um enredo que até então jamais havia sido explorado na literatura e na televisão (me corrijam se estiver errado!). E vale ressaltar que a primeira temporada apenas criou o contexto que deve ser explorado nas subsequentes. Se isso significar que a enrolação será deixada de lado, a tendência é melhorar e muito.

Só não sei se realmente serão necessárias cinco temporadas, conforme os planos do produtor e roteirista Josh Appelbaum.

Um Comentário

  1. Olá Ricardo!
    Já li resenha do livro, mas nem sabia dessa série de tv.
    É sempre bom poder ver algum obra literária adaptada, mesmo que ela acabe pecando um pouco no final.
    As fotos da série parecem de um mundo pós-apocalíptico.
    Beijos!

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