Título Original: Nights in Rodanthe
Diretor: George C. Wolfe
Duração: 97 minutos
Baseado: Noites de Tormenta, de Nicholas Sparks
Estreia: 03 de outubro de 2008
A vida de Adrienne Willis (Diane Lane) está um caos, o que faz com que busque refúgio em Rodanthe, uma pequena cidade litorânea na Carolina do Norte. Lá ela fica na pousada de uma amiga, onde espera refletir sobre seus problemas com a filha adolescente, que vive criticando-a, e com seu antigo marido, que pediu para retornar para casa. Logo chega ao local o dr. Paul Flanner (Richard Gere), que enfrenta uma crise de consciência. Com uma violenta tempestade se aproximando, eles se conhecem melhor e, buscando consolo um no outro, têm um fim de semana que muda para sempre suas vidas.
Levando em consideração a minha expectativa pela leitura de Noites de Tormenta, livro de Nicholas Sparks relançado pela editora Arqueiro em 2015, posso até afirmar que essa foi uma das grandes decepções literárias no ano que está chegando ao fim. O mesmo não posso dizer de sua adaptação para o cinema, que vem conquistando admiradores desde o seu lançamento e certamente por isso o filme dirigido por George C. Wolfe se tornou tão popular entre os apreciadores de um bom drama.

O grande diferencial de Noites de Tormenta começa a se destacar ainda nos primeiros minutos do longa-metragem, ao revelar um casal protagonista que dá um baile de atuação nos demais casais sparkianos no cinema. Na teoria isso já era o esperado, afinal Richard Gere é o grande astro da produção, no entanto, a maturidade e química existente entre ele e Diane Lane — belíssima! — faz uma diferença enorme. Em cena parece que nasceram um para o outro.
Se na obra literária Adrienne e Paul não estão entre os meus casais favoritos, nas adaptações seria impossível não os escolher, embora essa escolha nem seja pelas próprias personagens. E digo isso porque, como ressaltei em outra oportunidade, algo fez com que não me identificasse em nenhum momento com este enredo. Seria no mínimo controverso que os mesmos personagens que antes não me conquistaram, por uma série de motivos, acabassem influenciando na minha apreciação pelos atores que lhe deram vida.

Não duvido da capacidade dos mesmos em conquistar quem quer que seja, independentemente da situação, mas inevitavelmente me pergunto se o mesmo aconteceria caso esta produção não tivesse sofrido ótimas alterações que culminaram, ao menos na minha visão, em grandes melhorias em relação ao livro do qual se originou. A principal alteração foi na maneira encontrada para se contar a mesma história, visto que aqui se teve o cuidado de narrar passando uma falsa impressão sobre o desfecho.

Ou seja, alguém que por ventura vier a conhecer Sparks através deste filme pode se surpreender com as revelações finais.
Outro ponto muito significativo, que ganhou um destaque maior, foi a relação das personagens secundárias com o casal protagonista — chegando até a explorar um humor leve em uma ou outra cena. O lado positivo disso é que embora pudessem ser apenas personagens insignificantes, como acontece em quase todo drama que se foca em um único casal, na verdade eles possuem, ainda que irrisória, uma importância para o desenvolvimento da personalidade dos protagonistas. E vale ressaltar, para quem não leu minha resenha sobre o livro, que se houve um ponto que elogiei em outrora foram as transformações sofridas por esses mesmos protagonistas.

Tendo como cenário a mesma Carolina do Norte de todas as histórias de Sparks, embora se diferencie ao explorar o cenário litorâneo e não simplesmente do interior, Noites de Tormenta acaba sendo agraciado com cenas que dão um toque a mais de romantismo ao fugir da zona de conforto de um jantar na área externa de uma casa. O que não impede a existência dos clichês, presentes em excesso e prontos para irritar os mais exigentes. Porém, para quem se decepcionou durante a leitura, não tenho receio em afirmar que este foi uma grata surpresa. Embora também seja um filme mediano, nem se compara com a monotonia do livro em questão.

Um Comentário

  1. Olá Ricardo!
    Tão bom quando um livro acaba ficando melhor adaptado do que o livro. Esse é um ponto a favor para eu assistir esse filme. Espero que não demore muito.
    Beijos!

    ResponderExcluir