Ontem uma pessoa disse que às vezes a vida toma rumos que não esperamos e isso resume bem o que significa essa postagem: uma despedida de todos os planos e sonhos que existiam em torno de uma antiga paixão: a Literatura.

A verdade é que às vezes você é obrigado a fazer escolhas contra a sua vontade, devido a situações sem volta. Em casos assim, você preferiria corrigir seus erros enquanto houvesse tempo, mas muitas vezes, por motivos incompreensíveis, a vida te passa uma rasteira e te impede de fazer certas coisas. Quando não te impede de se reerguer. Com isso, os erros acabam te levando ao fundo do poço e o pior que pode acontecer em casos assim é quando você percebe que será obrigado a desistir.

No entanto desistir nem sempre é sinônimo de fraqueza. Nesse caso especificamente prefiro dizer que é a forma de tentar, mesmo sabendo que será em vão, evitar o sofrimento, a angústia, a culpa e as lágrimas. Por mais que todos digam o contrário, sei que todas essas sensações não me deixarão em paz. Jamais. Me conheço o suficiente para ter consciência de como certas coisas não vão passar. Isso faz parte do meu ser, da originalidade da minha personalidade, e infelizmente não há nada que se possa fazer.

Certa vez o Badauí disse: “se um dia eu parar de sentir isso (frio na barriga ao tocar), é melhor eu mudar de vida”. Já eu sempre tive em meus pensamentos que o dia em que não sentisse mais prazer em fazer o que tanto amava, era o momento certo para desistir e mudar de vida. O que não esperava era que esse dia chegaria não apenas com a falta de prazer. Hoje não sinto prazer e tudo ligado a isso se tornou sofrido e doloroso.

Dizer que é uma decisão definitiva seria de grande exagero, mas até segunda ordem encerro aqui todas as minhas atividades ligadas a Literatura – exceto aquelas que assumi compromisso anteriormente. Abandono assim os projetos de livros (menos um deles, apenas por uma promessa feita ano passado), o blog literário que me acompanha há quase sete anos (se os atuais colaboradores quiserem, suas postagens serão as únicas do Over Shock), a colaboração com meus textos, a organização de eventos e tantas coisas mais.

Se hoje trabalhar com a Literatura me faz tão mal, deixo ela para trás sabendo que aproveitei o que tinha para ser aproveitado. Mas já deu o que tinha que dar…

Assim seja!

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