Fala, Davi! 19# - Final - Ser professor, educação brasileira e prática de leitura: Considerações Finais

Olá, caros 3 ou 4 leitores. Tudo bem? Espero que sim.

Alguém já reparou que desde o primeiro “Fala, Davi!” eu sempre comecei um artigo com uma pergunta? Será que vocês fazem ideia de por qual motivo eu agi assim?

Se não sabem ou nunca pararam para pensar, não vou embora sem antes responder.

Perguntas exigem respostas. E respostas exigem raciocínio. E raciocinar sobre a situação é o que muitos fazem, exceto para seus próprios atos.

Esse é o meu artigo de despedida do quadro “Fala, Davi!” por eu já não ter mais o que falar. Comentei sobre a profissão, o ato da leitura, o sistema de cotas, acesso aos deficientes, etc. Expus todos os podres do ensino. E aí, quem mudou de atitude depois que leram os meus artigos?

Não sei. Digam vocês.

O que eu posso dizer depois de todo esse convívio com a educação e o blog Overshock (pelo menos nessa coluna) é que as pessoas são hipócritas no que se refere à educação escolar.

“Hipócritas ?”, pensa o leitor. Sim, senhor.

Mesmo que você não seja um pai de família, você tem a noção de que a educação é algo importante para o futuro. Seja o seu, do grupo com o qual foi criado ou até mesmo da sua comunidade. E será que durante esse tempo que dediquei a escrever artigos, você mudou? Fez algo diferente? Entendeu que educação escolar é uma coisa e educação civil é outra? Parou de usar celular ou ter conversas paralelas na sala de aula?

Não sei. Digam vocês.

Resenha 299# - Mares de Sangue

Mares de Sangue, Scott Lynch, tradução de Alves Calado, 1ª edição, São Paulo-SP:
Arqueiro, 2014, 512 páginas.
Skoob: Clique Aqui.

Logo após a batalha em Camorr, os Nobres Vigaristas deixam a cidade em direção a Tal Verrar, onde querem se recuperar e planejam voltar ao que sabem e gostam de fazer: roubar dos ricos e ficar com toda a grana. O alvo dessa vez é a Agulha do Pecado, a mais exclusiva casa de jogos do mundo, onde trapacear é o mesmo que assinar uma sentença de morte.

Mas após dois anos elaborando o melhor plano para conquistar o objetivo, as intenções dos Nobres Vigaristas são descobertas por Stragos, o líder militar verrari que quer se aproveitar deles para alcançar seus próprios desejos. Quando isso acontece, eles acabam envolvidos em uma aventura pirata e precisam enfrentar um dos maiores desafios até então: não saber nem mesmo como começar a liderar um navio.

“Durante um tempo, observaram Tal Verrar ficando para trás, a aura dos Degraus de Ouro e o brilho de tocha da Agulha do Pecado sumindo atrás da massa mais escura do crescente sudoeste da cidade. Depois, passaram pelo canal de navegação nos recifes de vidro, indo para o Mar de Bronze, para o perigo e a pirataria. Para incitar a guerra e trazê-la para a conveniência do Arconte” (pág. 245).

Érico Veríssimo - Imortais da Literatura 31#


Autor de importantes obras do século XX, e considerado um escritor popular, o gaúcho Érico Lopes Veríssimo nasceu em Cruz Alta no dia 17 de dezembro de 1905. Ainda em seus primeiros anos, quase perdeu a vida vítima de meningite, mas um conceituado médico da época conseguiu salvar a vida do garoto que se tornaria um dos maiores de seu tempo.

Foi durante a adolescência que Érico Veríssimo demonstrou a paixão pela arte e dedicou seu tempo para conhecer alguns dos principais nomes da literatura mundial, como Aluísio Azevedo, Eça de Queirós e Liev Tolstói. Também na adolescência, seus pais se separaram e o jovem se muda, ao lado da mãe e dos irmãos, para a casa da avó materna.

Devido as dificuldades naturais com a situação, consegue seus primeiros empregos, sem deixar de lado a paixão pela literatura, a ponto de, ainda que escondido, escrever os primeiros textos. Trabalhando em bancos, Veríssimo encontrou novas dificuldades antes de se tornar sócio de um amigo de seu pai, em 1926. Já no ano seguinte, o futuro escritor dedica seu tempo também para ministrar aulas particulares de literatura e inglês.

Ainda na década de 1920, Veríssimo publicou os primeiros contos em revistas e jornais, antes de suas publicações próprias. No início da década seguinte, o escritor conquista uma estabilidade financeira e constrói sua família ao lado da esposa Mafalda Halfen Volpe, com quem tem os filhos Clarrisa Veríssimo e Luís Fernando Veríssimo, que seguiria os passos do pai na literatura.

A obra de estreia de Veríssimo foi a coletânea “Fantoches”, enquanto seu primeiro romance foi “Clarissa” (1933). A personagem que dá título ao primeiro romance apareceria ainda em “Caminhos Cruzados” (1935), “Música ao Longe” (1936) e “Um Lugar ao Sol” (1936), sendo que “Música ao Longe” seria adaptada em uma novela da TV Cultura em 1982. Com essas mesmas obras, Érico Veríssimo conquista importantes prêmios literários e passa a marcar seu nome na literatura nacional.

Minuto Widbook 3# - Lendas do Futebol: Vol. 1

Título: Lendas do Futebol: Vol. 1
Autor: L. A. Nunes
Gênero: Biografia
Publicação: 06 de março de 2014
Widbook: Clique Aqui
Este livro eleva o futebol ao pleno equilíbrio entre a paixão e o ser. Mitos, heróis, ídolos, lendas. Mas acima de tudo homens comuns com sentimentos e delírios. De forma sintética, esta obra tenta demonstrar homens cujos feitos os elevaram ao status de heróis. Volume I de uma série.
Quem não sonhou ser um jogador de futebol? A pergunta da canção “Partida de Futebol”, do Skank, pode explicar o motivo de Lendas do Futebol: Vol. 1 ter despertado a atenção de um leitor que, como tantos outros garotos espalhados pelo país, no passado também sonhou em ser um jogador de futebol.

Mais do que o desejo de seguir os passos de ídolos, esse leitor cresceu buscando conhecer a história de um esporte apaixonante, por isso Lendas do Futebol se mostrou uma ótima opção de leitura. Publicado por L. A. Nunes através do Widbook, a obra reúne uma série de biografias dos mais importantes nomes do futebol mundial.

Com uma estrutura que contribui para uma leitura rápida e agradável, nem por isso com poucos detalhes, o autor nos apresenta relatos sobre figuras eternizadas na história do esporte. Figuras de várias partes do mundo, que ao menos os mais aficionados conhecem ou ouviram falar, ou seja, até os mais jovens sabem o motivo de serem tão importantes para o esporte capaz de dar alegrias e tristezas com apenas alguns toques em uma bola.

Raquel Machado e Victor Gomes


Os dois últimos parceiros do Over Shock no ano representam o grande número de escritores que, antes de publicarem suas primeiras obras de ficção, participaram ativamente da blogosfera literária. Além de Raquel Machado, que lançou o livro Vingança Mortal pela Amazon e o Clube dos Autores, o blog firmou parceria também com o jovem Victor Gomes, de vinte anos, colunista do Literatortura e autor do recém-lançado “Eu Destruí Aquela Vida” (clique aqui e confira os primeiros capítulos).

Raquel Machado
Raquel Machado é formada em Ciência da Computação, e participa do mundo das artes desde criança, sendo a literatura uma de suas maiores paixões.
Há anos em meio à blogosfera literária e com histórias sendo escritas em rascunhos, decidiu tirar do baú suas ideias e compartilhar com o mundo.
A autora reside no sul do Brasil, na cidade de Caxias do Sul/RS. Mora com os pais, quatro cachorros e uma estante cheia de livros.









Título: Vingança Mortal
ISBN: 1495987795
Editora: Amazon/Clube dos Autores
Páginas: 117
Sinopse:
Ao receber uma ligação sobre a morte de sua melhor amiga, Brenda volta a sua cidade natal, Lageado Grande. Lá ela vai ao velório de Nicole, onde encontra seu rosto marcado por facas. Uma dúvida surge: será que realmente foi um acidente como todos falam?
Ao voltar para casa algumas pistas aparecem, e Brenda fica obstinada a investigar a morte de Nicole. Ela decide então voltar as suas raízes. Porém, o tempo parece ter mudado muitas coisas, inclusive as pessoas que ela imaginava conhecer.
Envolvida em uma rede de intrigas, dinheiro, drogas e traição, ela se vê prestes a montar um quebra-cabeça, onde cada peça parece se encaixar com extrema exatidão. E a solução para esse mistério, pode revelar um segredo escondido há muito tempo.

Resenha 298# - Para Onde Ela Foi

Para Onde Ela Foi, Gayle Forman, tradução de Santiago Nazarian, 1ª edição, Ribeirão Preto-SP:
Novo Conceito, 2014, 240 páginas.
Skoob: Clique Aqui.

Apesar de Se Eu Ficar necessitar obrigatoriamente de uma continuação, quando soube que o segundo livro seria narrado por Adam passei a vê-o com outros olhos. Não que a personagem não agradasse. Era apenas difícil imaginar outra personagem conquistando a admiração após tudo o que aconteceu com Mia, a narradora do livro anterior. Por sorte não desprezei a obra, já que é infinitamente superior ao primeiro livro, que já era muito bom.

Em Para Onde Ela Foi, a autora Gayle Forman cativou de uma forma jamais imaginada. Parte disso se deve exatamente ao narrador-personagem. O que antes considerava pouco atrativo, se tornou o ponto mais agradável, especialmente por ser possível conhecer Adam profundamente, a ponto de se identificar e torcer por ele.

Roteirizando 3# - Se Eu Ficar

Título Original: If I Stay
Diretor: R. J. Cutler
Duração: 96 minutos
Baseado: Se Eu Ficar, de Gayle Forman
Mia Hall (Chlöe Grace Moretz) é uma prodigiosa musicista que vive a dúvida de ter que decidir entre a dedicação integral à carreira na famosa escola Julliard e aquele que tem tudo para ser o grande amor de sua vida, Adam (Jamie Blackley). Após sofrer um grave acidente de carro, a jovem perde a família e fica à beira da morte. Em coma, ela reflete sobre o passado e sobre o futuro que pode ter, caso sobreviva.
A história de Gayle Forman em Se Eu Ficar, best-seller internacional publicado no Brasil pela Rocco e republicado recentemente pela Novo Conceito, tem um tom de originalidade, apesar de no fundo tratar um tema batido na indústria do entretenimento. Se na literatura a ideia funcionou, o mesmo poderia não acontecer com a adaptação ao cinema.

A chance de o filme Se Eu Ficar não dar certo era alta pelo simples fato de não passar de um romance adolescente como outro qualquer. Ainda mais se levarmos em conta que parte da essência seria obrigatoriamente perdida, visto que a narrativa em primeira pessoa aproxima o leitor da personagem e isso não acontece em um filme. Pelo menos não na mesma proporção.