Ontem uma pessoa disse que às vezes a vida toma rumos que não esperamos e isso resume bem o que significa essa postagem: uma despedida de todos os planos e sonhos que existiam em torno de uma antiga paixão: a Literatura.

A verdade é que às vezes você é obrigado a fazer escolhas contra a sua vontade, devido a situações sem volta. Em casos assim, você preferiria corrigir seus erros enquanto houvesse tempo, mas muitas vezes, por motivos incompreensíveis, a vida te passa uma rasteira e te impede de fazer certas coisas. Quando não te impede de se reerguer. Com isso, os erros acabam te levando ao fundo do poço e o pior que pode acontecer em casos assim é quando você percebe que será obrigado a desistir.

No entanto desistir nem sempre é sinônimo de fraqueza. Nesse caso especificamente prefiro dizer que é a forma de tentar, mesmo sabendo que será em vão, evitar o sofrimento, a angústia, a culpa e as lágrimas. Por mais que todos digam o contrário, sei que todas essas sensações não me deixarão em paz. Jamais. Me conheço o suficiente para ter consciência de como certas coisas não vão passar. Isso faz parte do meu ser, da originalidade da minha personalidade, e infelizmente não há nada que se possa fazer.

Certa vez o Badauí disse: “se um dia eu parar de sentir isso (frio na barriga ao tocar), é melhor eu mudar de vida”. Já eu sempre tive em meus pensamentos que o dia em que não sentisse mais prazer em fazer o que tanto amava, era o momento certo para desistir e mudar de vida. O que não esperava era que esse dia chegaria não apenas com a falta de prazer. Hoje não sinto prazer e tudo ligado a isso se tornou sofrido e doloroso.

Dizer que é uma decisão definitiva seria de grande exagero, mas até segunda ordem encerro aqui todas as minhas atividades ligadas a Literatura – exceto aquelas que assumi compromisso anteriormente. Abandono assim os projetos de livros (menos um deles, apenas por uma promessa feita ano passado), o blog literário que me acompanha há quase sete anos (se os atuais colaboradores quiserem, suas postagens serão as únicas do Over Shock), a colaboração com meus textos, a organização de eventos e tantas coisas mais.

Se hoje trabalhar com a Literatura me faz tão mal, deixo ela para trás sabendo que aproveitei o que tinha para ser aproveitado. Mas já deu o que tinha que dar…

Assim seja!

Eternamente te esperar
Ricardo Biazotto
Para aquela por quem estarei eternamente apaixonado.

Em meio aos ruídos noturnos,
Revivo o nosso último beijo.
Era um breve instante de despedida,
Transformado na lembrança eterna desta vida.

Agora sob a luz do luar
Desta noite estrelada de verão,
Me pego com os olhos marejados,
Encarando o fim da nossa paixão.

E o silêncio sepulcral da madrugada,
Reflete a minha infinita tristeza.
Relembro os acordes do verdadeiro amor,
Ao pensar nesta indesejável incerteza.

Mas não me deixo cair ao abismo
Sem antes pensar em nós dois.
É a minha angústia por te perder,
Não deixando o sentimento para depois.

Assim o amor corre por minhas veias,
Em sua mais sublime grandeza.
Pronto para uma verdadeira paz causar,
Ao não desistir jamais de te esperar.

Ultra Carnem, Cesar Bravo, 1ª edição, Rio de Janeiro: DarkSide Books, 2016, 384 páginas.
Skoob: Clique Aqui.

Sou paulistano, mas aos 17 me mudei para o interior de São Paulo, onde vivo desde então. Morei em várias cidades, da fronteira do sul de Minas até a região central do estado. Dentre os ditados caipiras que me vêm à mente quando penso no livro Ultra Carnem, de Cesar Bravo, o que melhor define a obra é se está no inferno, abrace o capeta! Cesar Bravo nasceu em uma cidadezinha perto de Ribeirão Preto, e não sei quanto tempo morou nesse interiorzão, mas o fato é que esse período ficou tão marcado em sua memória que ele usou de cenário para sua obra máxima. Criou nomes fictícios para essas cidades, pois ninguém gostaria de ver sua cidadezinha ser chamada de buraco de merda, ou coisa assim, mas nós sabemos do que ele está falando. Eu já morei em lugares assim, sei bem como é.

Quanto à parte gráfica, é um volume com a marca de excelência Darkside. Capa dura, com um material meio emborrachado, e um design gráfico atraente. Dizer mais é quebrar o elemento surpresa.

O livro narra a trajetória de um artista cigano chamado Wladimir Lester e de outros personagens que de uma maneira ou de outra acabam tendo a vida miserável arruinada em virtude de entrar em contato com as obras de arte malditas do artista, ou de alguma maneira interferir na trajetória do personagem. A partir dessa premissa o autor cria no romance quatro histórias que se fundem em uma conclusão dantesca.

Na primeira parte do livro somos introduzidos à Lester, um pobre menino órfão que é deixado em um orfanato da pequena cidade de Três Rios, aos cuidados de um padre. O livro é muito bem escrito, a leitura flui naturalmente e quando você menos espera está enredado na trama macabra tecida meticulosamente, fio a fio. Essa parte parece ter sido feita sob encomenda para os fãs de terror mais tradicional, e apesar de atiçar a curiosidade, não é o ponto alto do livro. Posso estar errado, mas acredito que essa parte foi escrita há mais tempo do que as outras, pois utiliza fórmulas do terror clássicas.
Você nunca encontra o que procura. O tempo come tudo, Nôa. Roupas, valores, devora inclusive a esperança de nos entendermos com o passado. O que aconteceu com o tal menino e com as outras pessoas deste livro é algo que não pertence a nós.

A editora Arqueiro está preparando um lançamento imperdível para os fãs de romances de época para início de 2017, porém, enquanto esse lançamento não acontece, a editora continua proporcionando ótimas leituras aos apaixonados por esse gênero literário. Em janeiro o grande lançamento da editora será o livro Escândalos da primavera, quarto e último livro da série As quatro estações do amor.

Título: Ao seu encontro
Autor: Abbi Glines
Páginas: 224
Sinopse:
Há apenas alguns meses, um encontro inesperado numa casa em Rosemary Beach se transformou num romance de conto de fadas. Agora Reese está prestes a ir morar com Mase na fazenda dele, no Texas. Com o apoio e o amor da família do namorado e a recente descoberta de que ela mesma tem uma família com a qual contar, Reese pode enfim superar os horrores do passado e se concentrar no futuro promissor que a aguarda.
No entanto, no que depender de Aida, isso não vai acontecer. A beldade loura e Mase foram criados como primos, mas logo fica claro para Reese que o amor da jovem por ele está muito longe do que se deveria ter por um parente.
Ao mesmo tempo que Reese tenta entender a relação dos dois e não se sentir ameaçada, entra em cena Capitão, um estranho que parece estar, convenientemente, em todos os lugares que ela frequenta. Bonito, sensual, misterioso e dono de uma franqueza desconcertante, ele não tem medo de dizer o que pensa de Mase – nem como se sente a respeito de Reese.
Enquanto a competição pelo coração de Mase e de Reese esquenta cada vez mais, algumas perguntas em relação ao passado dela começam a ser enfim respondidas, revelando verdades chocantes que vão mudar para sempre a vida do casal.
Em Ao seu encontro, Abbi Glines conclui a história que começou em À sua espera. Com a escrita romântica e voluptuosa que a consagrou, ela constrói mais uma narrativa envolvente, com personagens que vão mexer com as nossas emoções até o final.

O Código da Vinci: Edição especial para jovens, Dan Brown, tradução de Celina Cavalcante Falck-Cook, 1ª edição, São Paulo-SP: Arqueiro, 2016, 312 páginas.
Skoob: Clique Aqui.

Um assassinato dentro do Museu do Louvre traz à tona uma sinistra conspiração para revelar um segredo protegido por uma sociedade secreta desde os tempos de Jesus Cristo.

Com a ajuda da criptógrafa Sophie Neveu, o professor de Simbologia Robert Langdon segue pistas ocultas nas obras de Leonardo Da Vinci e se debruça sobre alguns dos maiores mistérios da cultura ocidental – do sorriso da Mona Lisa ao significado do Santo Graal.
Mais estranho? Um homem agonizante se entrincheira na galeria, tira a roupa, desenha um pentagrama no próprio corpo e escreve no assoalho uma acusação misteriosa. Por acaso haveria algo que não fosse estranho em todo esse incidente” (pág. 34).