Cobra Norato, Raul Bopp, ilustrações de Ciro Fernandes, 30ª edição, Rio de Janeiro-RJ:
José Olympio, 2016, 96 páginas.
Skoob: Clique Aqui.

O desejo de corrigir um antigo erro pessoal foi o principal motivo que me levou a decidir pela leitura de Cobra Norato, porém ela foi muito aquém do esperado e pelas mesmas razões que me fizeram cometer o erro supracitado, o que me faz questionar se realmente devo considerar que tenha errado no passado.

Quando digo tudo isso me refiro ao fato de em outras oportunidades, ainda no período escolar, ter abandonado leituras tidas como importantíssimas para a Literatura brasileira. Hoje vejo que ter abandonado alguns clássicos pode ser visto como um grande pecado literário, mas tenho a certeza que faria exatamente a mesma coisa com Cobra Norato se tivesse iniciado a sua leitura na época em que era obrigado a fazê-lo. Isso porque, embora tenha uma ótima premissa, não é uma leitura que prende a atenção. Muito pelo contrário.

Esse é um poema de grande importância para a primeira fase do modernismo brasileiro e tem como enredo a trajetória de um ser lendário que sai em busca de sua amada, mas para alcançar o seu objetivo precisa enfrentar uma série de provações e vencer diversos desafios. Na teoria essa é uma história que poderia render ótimos momentos de prazer literário, em especial por explorar um pouco do rico folclore brasileiro, mas na prática ficou bem distante do esperado.

Embora seja conhecido principalmente por sua obra mais importante, a série As Crônicas de Nárnia, o autor britânico C. S. Lewis se aventurou em diversas outras obras ficcionais, entre elas a consagrada e conhecida Trilogia Cósmica. O livro A Torre Negra, um dos principais lançamentos da editora Planeta, é um esboço do que seria o quarto livro dessa série, até hoje inédito no Brasil.

Título: A torre negra
Autor: C. S. Lewis
Páginas: 240
Sinopse:
Continuação memorável das fantasias de C. S. Lewis, estas seis histórias revelam mais uma vez o poder e a visão deste importante contador de histórias, um dos nomes centrais da literatura de fantasia universal.
A Torre Negra é um esboço de um quarto volume que daria continuidade à aclamada série de ficção científica de Lewis conhecida como Trilogia cósmica. Uma história cativante que continua as aventuras de personagens como Dr. Elwin Ransom e MacPhee. Na trama, cinco homens se reúnem no escritório de Orfeu, na Universidade de Cambridge, para testemunhar a violação do espaço-tempo por meio do cronoscópio, um telescópio que não olha apenas para um outro mundo, mas para outras dimensões.
Ao longo das narrativas, seus personagens travam debates brilhantes sobre a matéria, no tempo e no espaço. Para os fãs de Crônicas de Nárnia e da Trilogia cósmica, este é um livro imprescindível.

A quarta edição da Semana Edgard Cavalheiro, principal evento literário de Espírito Santo do Pinhal, chegou ao fim na noite do último domingo, 18, com a participação especial da escritora mineira Guiomar de Grammont. O evento, divulgado a nível nacional pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e a nível regional pela EPTV Campinas, é uma parceria entre a Casa do Escritor Pinhalense “Edgard Cavalheiro” e a Prefeitura Municipal de Espírito Santo do Pinhal.

Nascida em Ouro Preto, Guiomar de Grammont é autora do recém-lançado “Palavras Cruzadas”, obra cujo o enredo aborda os desaparecidos políticos durante a Guerrilha do Araguaia, episódio marcante do período ditatorial brasileiro. Em sua participação no evento, a escritora mineira ministrou uma oficina em que apresentou dicas para a construção de um romance e participou também de um bate-papo especial, mediado pelo escritor Moacir Amâncio, em que o seu último livro foi o tema principal.

O último dia do evento marcou ainda a divulgação dos premiados do II Concurso UniPinhal de Poemas. O concurso foi idealizado com o objetivo de lançar novos talentos e promover a literatura brasileira, e em sua segunda edição contou com o apoio da Casa do Escritor. A premiação aconteceu no início das atividades noturnas do último dia do evento e premiou os poetas Eduardo Lairon Rosa Pereira, Eduardo Felício Ribeiro e Renata Ribeiro.

O encerramento do evento aconteceu com a última apresentação aberta da temporada de “A Máquina” espetáculo teatral do Teatro Flácus. Com direção de Gabriel Gonçalves, a peça foi premiada no I Prêmio AATA de Teatro Amador, realizado no último mês de julho.

Eu não vou me esquecer, do que passei junto a você,
A sua presença ainda está aqui.
Eu não vou me esquecer, das coisas que um dia fiz,
Do tempo em que você estava aqui.
Do tempo em que você estava aqui – Seppia Rock

Quando te vejo o tempo para e me recordo de todos os capítulos de nossa história!

De tudo o que planejei ao sair de casa para mais um dia de trabalho, vê-la era uma coisa que não se passava por minha cabeça e isso é o reflexo de como a sua ausência me fez perder a esperança, não apenas de viver um grande amor, como de reencontrar a felicidade em outro alguém.

A minha reação após esse momento é a maior prova de que superá-la é para mim uma missão difícil. Para não dizer impossível. Não se passou um único dia, desde que disse adeus, que não me peguei pensando na doçura de sua voz ou sentindo a necessidade de me expressar através de palavras. Dia após dia, versos simples de angústia e sofrimento permearam a minha rotina, como se esse fosse o meu ponto de fuga; a minha forma de aliviar a tristeza de estar longe de quem me ensinou o verdadeiro significado da palavra amor.

Mas pela primeira vez em todos esses meses, desde que me percebi apaixonado, me pergunto até que ponto a paixão realmente me transformou em um novo homem. Não! Não quero que pense que tudo o que disse até hoje não passou de mentiras. Pelo contrário; não tenho dúvida alguma de que o amor que sinto por você é intenso e verdadeiro. O que não sei mais dizer é se este sentimento, despertado na primeira vez em que te vi, me transformou em outra pessoa ou simplesmente reforçou o quanto sou fraco perante os meus sentimentos.

Tão fraco que a única coisa que gostaria neste instante era viver em um universo paralelo, em que não criaria novos planos para o fim do expediente e com isso evitaria encontrá-la na esquina da rua mais importante da cidade. Afinal, apenas se alguém estivesse dentro de meu corpo, e sentisse por você os meus mesmos sentimentos, poderia compreender a sensação de tristeza que sinto ao encarar os seus olhos e perceber o corpo fraquejar ao estar próximo de você.

Oi, pessoal. Tudo bem? Espero que sim.

Esse é mais um daqueles artigos que vocês lerão e dirão “isso eu já conhecia. Só não sabia que tinha um nome”. Hoje, vamos falar de plot twist.

O plot twist é o ponto de virada de uma narrativa. Quando o personagem adquire algo novo (um novo item, conhece uma pessoa que será importante para a trama ou alguém que ele conhece passa a agir de forma diferente, quando ele chega em um novo lugar, passa a ter um cargo diferente, etc.) ou perde algo que já possui (sua arma descarrega, seu mestre morre, seu melhor amigo passa a ser um vilão, sua casa é destruída, etc.), estamos falando de viradas cruciais na história.
Duro de Matar: a aquisição de uma metralhadora é um bom ponto de virada.
Alguns escritores mais tradicionais gostam de dividir suas narrativas em três atos exatamente como no teatro onde a função era de suma importância. Ao término de cada ato, as cortinas se fechavam e o cenário era alterado, bem como os atores trocavam de roupas e maquiagem para parecerem mais velhos. E dentro destes três atos, fazer subdivisões para ir colocando os pontos de virada.