Resenha 263# - Seis Anos Depois

Seis Anos Depois, Harlan Coben, tradução de Ricardo Quintana, 1ª edição, São Paulo-SP:
Arqueiro, 2014, 272 páginas.
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Jake Fisher e Natalie Avery se conheceram por acaso, mas o pouco tempo que ficaram juntos foi suficiente para se apaixonarem. Como foram felizes enquanto estavam juntos, Jake não entende quando ela termina a relação e decide se casar repentinamente com Todd, um ex-namorado. Além disso, ela pede que Jake prometa não voltar a procurá-la.

Por seis anos ele conseguiu manter a promessa e se dedicou à vida como professor universitário. Apenas quando vê que Todd está morto que resolve se aproximar do grande amor da sua vida, mas é surpreendido ao encontrar outra viúva no enterro e descobrir que o casamento era uma farsa. Ele decide procurar por Natalie, custe o que custar, sem imaginar que essa decisão pode colocá-lo em um grande perigo.

“Essas memórias quase faziam com que eu me contorcesse de dor. Sentia tanto a falta dela que o sofrimento ia muito além do físico. Durante seis anos eu havia bloqueado aquilo, mas, de repente, a saudade voltou numa enxurrada, com tanta força quanto no dia em que fizemos amor pela última vez, no chalé daquele retiro” (pág. 36).

Roteirizando 2# - Need for Speed: O Filme

Título Original: Need for Speed
Diretor: Scott Waugh
Duração: 130 minutos
Baseado: Need for Speed, de Brian Kelleher
Tobey Marshall (Aaron Paul) herdou do pai uma oficina mecânica, onde, juntamente com sua equipe, modifica carros para que se tornem o mais rápido possível. Além disto, Tobey é um exímio piloto e volta e meia participa de rachas. Um dia, o ex-piloto da Fórmula Indy Dino Brewster (Dominic West) o procura para que Tobey possa concluir um Mustang desenvolvido por um gênio da mecânica que já faleceu. Apesar das divergências entre eles, Tobey aceita a proposta por precisar muito do pagamento oferecido por Dino. O carro é concluído e posteriormente vendido.
Entretanto, a velha rixa entre eles faz com que disputem um último racha, que conta ainda com a participação de Pete (Harrison Gilbertson), grande amigo de Tobey. A corrida termina em tragédia devido ao falecimento de Pete. Considerado culpado pela morte, Tobey passa dois anos na prisão. Quando enfim é solto, ele organiza um plano para que possa participar de uma conhecida corrida do submundo onde Dino também correrá.
Não é possível precisar os anos que se passaram desde o primeiro contato com a franquia de games Need for Speed. Fato é que a cada novo jogo a adrenalina, sentida ao pilotar as potentes máquinas, era inevitável e causadora de um grande vício. Isso voltou a acontecer com o livro de mesmo nome, escrito por Brian Kelleher, e agora com o filme do diretor Scott Waugh.

Como não poderia deixar de ser, o foco de Need for Speed – O Filme é diferente do que encontramos na obra literária. O fato de ambas as produções surgirem simultaneamente impede que o filme seja classificado como uma ótima adaptação do livro, apesar de idênticos, mas como os dois são adaptações dos games, é possível dizer que agradam de um modo geral e conforme suas possibilidades.

Resenha 262# - Filha da Ilusão

Filha da Ilusão, Teri Brown, tradução de Heloísa Leal, 1ª edição, Rio de Janeiro-RJ:
Valentina, 2014, 288 páginas.
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Anna Van Housen sempre teve a certeza – ou quase – de que é filha ilegítima do famoso ilusionista Harry Houdini. Essa pode ser a explicação para que a magia seja tão natural em sua vida. Mas seu maior desafio é esconder seus poderes da própria mãe, uma famosa médium que apresenta shows e comanda sessões espíritas de forma clandestina na Nova York da década de 20.

Sabendo de sua capacidade, Anna não quer ser apenas uma assistente dos espetáculos de sua mãe, mas sabe que ela jamais a deixaria ofuscar suas apresentações. O problema é que sua mãe não passa de uma farsa, enquanto ela possui verdadeiros poderes paranormais, sendo capaz de falar com os mortos, captar os sentimentos das pessoas e prever o futuro. Entre outras coisas, ela previu que pode estar correndo riscos, mas nem mesmo a ajuda de um belo jovem pode lhe convencer a confiar nas pessoas.

“Apesar de querer fazer truques melhores, não quero uma participação maior no seu show. Eu quero... Bem, não tenho muita certeza do que quero, mas passar o resto da minha vida executando velhos truques batidos – os únicos que ela permite – e trabalhando como sua assistente não pode ser tudo que a vida tem a me oferecer” (pág. 21).

Nota Literária 20#

“Revista Bang! Brasil” ganha nova edição
Após um período de suspensão, que durou desde o lançamento de sua primeira edição, a “Revista Bang! Brasil” está de volta. A revista, que tem distribuição gratuita, deve chegar às principais livrarias do país até o fim da próxima semana, apresentando aos leitores uma série de conteúdos inéditos.
Além de matérias sobre o gênero fantástico e de terror no Brasil, essa edição possui ainda entrevistas com Anne Bishop (A Filha do Sangue) e Terry Brooks (A Espada de Shannara), além de um artigo especial sobre o livro “Outlander - A Viajante do Tempo”, grande lançamento da editora no mês de agosto.
Para mais informações acesse o site da “Revista Bang!” clicando aqui.

Sul-africana ganhadora do Nobel de Literatura morre aos 90 anos
Nadine Gordimer, ganhadora do Prêmio Nobel de Literatura em 1991, morreu na noite do último dia 13, aos 90 anos, em Joanesburgo. A escritora lutava contra um câncer no pâncreas.
Além do Nobel de Literatura, Gordimer recebeu outros importantes prêmios da literatura mundial, como o Booker Prize. Em grande parte de seus livros, a escritora sul-africana retratava a situação social de seu país durante os mais de quarenta anos do apartheid, por isso era considerada uma das mais importantes vozes contra o regime de segregação racial.
No Brasil, as obras da escritora foram lançadas por algumas editoras, como a Companhia das Letras.

Morre, aos 80 anos, escritor e educador Rubem Alves
Um dos mais importantes intelectuais do país, o escritor e educador Rubem Alves, de 80 anos, morreu em Campinas, na manhã do último sábado, 19, vítima de falência múltipla de órgãos. O escritor estava internado no Centro Médico da cidade do interior paulista desde o dia 10, quando deu entrada no hospital com insuficiência respiratória.
Mineiro de Boa Esperança, Rubem Alves nasceu em 15 de setembro de 1933 e estudou teologia, antes de se tornar pastor no interior de Minas. Chegou a cursar pós-graduação em Nova York e escreveu tese de doutorado em Princeton, estado de Nova Jérsei. Ministrou aulas de filosofia e também atuou como psicanalista.
Como escritor, publicou uma série de livros sobre teologia, filosofia e educação, além de crônicas e obras infantis. Seu principal trabalho infantil foi o livro “A Pipa e a Flor” (1994), adaptado para o teatro.

Lançado o segundo volume da trilogia Puro Êxtase
A escritora Josy Stoque lançou nessa sexta-feira, 25, Dia do Escritor, o segundo volume da trilogia Puro Êxtase, intitulado “Puro Êxtase a 2”. O livro entrou em pré-venda no dia 15 de julho e está entre os cem eBooks mais vendidos da Amazon desde então.
Em mensagem dedicada especialmente aos seus leitores, Josy Stoque comentou sobre a essência da trilogia erótica, iniciada com “Puro Êxtase”, livro publicado em fevereiro. Segundo a autora, a trilogia “não é só sexo, não é só romance, não faz apologia ao fim do casamento, nem ao sexo sem compromisso”. “Fala da liberdade de ser quem você é, sem se preocupar com o que os outros vão pensar. Diga não ao preconceito e viva intensamente”, concluiu.
“Puro Êxtase a 2” foi lançado exclusivamente pela Amazon nos formatos impresso e digital. Já o último livro da trilogia, “Puro Êxtase para Sempre”, será lançado em dezembro.
Clique aqui e adquira esses e outros livros da autora Josy Stoque.

"O sonho não pode morrer"
Há um ano, o destino colocou os caminhos de Sara Mello e Rodrigo Valente em rota de colisão, e o resultado foi combustão espontânea. Este encontro causou mudanças significativas na vida infeliz e sem propósito do belo arquiteto e deixou a sexy advogada perdida em sua trajetória de autoconhecimento. Porém, eles não contavam que o universo os colocaria frente a frente de novo, dando-lhes uma oportunidade de viverem plenamente aquele desejo insano que não diminuiu em nada com o tempo.
O amor não se busca, é ele que vem ao seu encontro.

Resenha 261# - O Teste

O Teste, Joelle Charbonneau, tradução de Santiago Nazarian, 1ª edição, São Paulo-SP:
Única, 2014, 320 páginas.
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Em um mundo pós-guerra, que sofre consequências que vão além da própria destruição, a Comunidade das Nações Unificadas seleciona os jovens mais brilhantes que podem se tornar grandes líderes para participar do chamado O Teste e mais tarde contribuir na reconstrução do mundo. Quando sua formatura finalmente chega, Cia espera ser selecionada e participar dessa que pode ser uma trajetória muito difícil.

Poucas informações são reveladas, mas ela se entusiasma quando é selecionada. Pelo menos até seu pai se mostrar preocupado, já que no passado também passou por isso e não tem boas lembranças. As revelações surpreendentes do pai fazem com quem Cia tenha a certeza de que será preciso cuidado ao enfrentar o governo. Ou então, pode nunca rever a sua família.

“Agora que minhas escolhas foram feitas, o pânico se estabelece. Amanhã estarei me afastando de tudo o que conheço para algo estranho e potencialmente perigoso. O que eu mais quero no mundo é subir na cama e puxar as cobertas sobre minha cabeça. Em vez disso, fecho a sacola, coloco no ombro e volto para minha família, na esperança de poder curtir minhas últimas horas com eles” (pág. 44).

Escritor paraibano Ariano Suassuna morre aos 87 anos

Foto: Reprodução
Morreu no fim da tarde dessa quarta-feira, 23, no Recife, o dramaturgo, romancista e poeta paraibano Ariano Suassuna. O escritor, de 87 anos, estava internado na UTI do Real Hospital Português desde a última segunda-feira, quando sofreu um acidente vascular cerebral (AVC), e faleceu às 17h15, após uma parada cardíaca.

Ao dar entrada no hospital, Ariano Suassuna, que vivia no Recife desde a década de 40, passou por uma cirurgia para controlar a pressão intracraniana. Desde então, o escritor permaneceu em estado grave e instável. Já no último boletim médico, divulgado às 11h, a neurocirurgiã responsável pelos cuidados de Ariano informou que o escritor estava com pressão arterial baixa e pressão intracraniana elevada.

Apesar da idade avançada, o escritor continuava em plena atividade e participando de eventos literários e culturais em várias partes do país. Ele também estava concluindo as últimas alterações de seu novo livro, com o título provisório “O Jumento Sedutor” e que seria lançado até o fim do ano. Sua última aparição pública aconteceu no sábado, 19, quando tirou fotos com o público presente no Festival de Inverno de Garanhuns. No dia anterior, no mesmo festival, Ariano Suassuna ministrou sua última aula-espetáculo para dezenas de pessoas.

Ocupante da cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras (ABL) desde 1990, Ariano Suassuna é o terceiro acadêmico a morrer em menos de um mês. A instituição, com sede no Rio de Janeiro, perdeu também Ivan Junqueira e João Ubaldo Ribeiro, que faleceram em 03 e 18 de julho, respectivamente.

O presidente da ABL, Geraldo Holanda Cavalcanti, decretou três dias de luto e disse que Ariano “reunia em sua pessoa as extraordinárias qualidades de homem de letras e de intelectual no melhor sentido da palavra, alguém que, dispondo de uma cultura invulgar, era, ao mesmo tempo, um homem de ação”. “À sua maneira ocupava-se e preocupava-se com os problemas sociais, focado nos da sua região”, concluiu em nota divulgada pelo Facebook.

O corpo de Ariano Suassuna será velado no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo do estado de Pernambuco, e o sepultamento acontecerá nessa quinta-feira, 24, em Paulista, região metropolitana do Recife.

Resenha 260# - 2083

2083, Vicente Muñoz Puelles, tradução de América Marinho e Sandra Nunes, 2ª edição, São Paulo-SP: Biruta, 2012, 140 páginas.
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O que o futuro reserva aos apaixonados pelos livros? Dizem que o fim dos livros de papel está próximo, mas será possível que em 2083 até mesmo os livros digitais deixarão de existir? Se esse for o caso, os grandes clássicos da literatura mundial, e os autores mais importantes da história, serão apenas nomes desconhecidos?

Não se assuste! A tecnologia pode ter a sua força, porém jamais será capaz de destruir o que foi construído com tanto esforço e dedicação. A tecnologia, na verdade, pode ser uma aliada e nos ajudar a conhecer as obras de perto... Muito perto...

“Porém o importante não eram os livros em si, mas sim o que eles transmitiam. Quando alguns eram abertos, parecia que se ouvia a voz de seus autores, mortos talvez há milhares de anos. Às vezes, eles eram tão emocionantes que era preciso parar de ler e levantar a cabeça, para poder pensar o que havia sido lido ou descansar por um momento” (pág. 12).