Roteirizando 1# - Uma Carta de Amor

| 4 comentários: |
Título Original: Message in a Bottle
Diretor: Luis Mandoki
Duração: 131 minutos
Baseado: Uma Carta de Amor, de Nicholas Sparks
Estreia: 1999
Ao caminhar pela praia, Theresa Osborne (Robin Wright) encontra uma garrafa com uma carta romântica e extremamente sincera, pois era também uma despedida, um adeus. Ela fica tão impressionada que usa os meios que dispõe trabalhando como jornalista em Chicago e tenta saber quem escreveu a carta. Ela então descobre que foi escrita por Garret Blake (Kevin Costner), um construtor de barcos da Carolina do Norte, para Catherine (Susan Brightbill), sua esposa, e, ao conhecê-lo, fica sabendo que Catherine faleceu precocemente. Em pouco tempo surge uma atração mútua entre Theresa e Garret, mas os fantasmas que ele carrega não permitem que ele viva este novo amor por completo.
Não tem como discutir. Você sendo fã ou não, já tem consciência de que os livros de Nicholas Sparks seguem o mesmo esquema e por isso são sempre previsíveis, apesar de todas as histórias serem inesquecíveis. Já por saber dessa característica, esperamos que as várias adaptações sigam o mesmo padrão. No entanto, quando isso não acontece, como na adaptação de Uma Carta de Amor, a decepção é imediata.

Todos os livros lidos até então foram adaptados ao cinema, então é possível usar a experiência para não dizer bobagem. O que acontece é que todos, de alguma maneira, possuem a mesma essência da obra literária. Com as mudanças necessárias ao produzir um filme, eles convencem e emocionam pelos mesmos motivos dos livros. Em Uma Carta de Amor acontece exatamente o contrário.

Resenha 233# - Terras Metálicas

| 4 comentários: |
Terras Metálicas, Renato C. Nonato, 1ª edição, Barueri-SP:
Novo Século (Novos Talentos da Literatura Brasileira), 2012, 616 páginas.
Skoob: Clique Aqui.

Uma massa nuclear acabou mudando radicalmente a vida no planeta durante a Última Guerra. As pessoas foram obrigadas a se adaptar e com isso foi criada uma atmosfera artificial, chamada de Esfera, onde a Elite manteve a paz à sua maneira durante várias gerações. No entanto isso pode estar com os dias contados.

Ao se formar no primeiro nível da Academia, a jovem Raquel passa a se preocupar com a nova etapa da sua vida, onde passará por um implante para que receba uma das habilidades naturais naquela situação. O problema é que isso chegará junto com alguns conflitos que têm tudo para mudar a vida como Raquel e todos ao seu redor conhecem até então. Apesar de muito jovem, ela e seus amigos precisam agir para fazer o que for possível e então ajudar a manter a paz.

“O restante do dia passou enevoado, Raquel sendo acometida por uma estranha nostalgia. Quando se vive num espaço restrito como a Esfera, com um número limitado de pessoas, você sente um apego incrivelmente forte pelos outros. Adolescentes da idade de Raquel eram difíceis de encontrar, tanto que praticamente todos estavam contidos nas três turmas de estudantes da Academia” (pág. 313).

De Olho Neles 43# - Germano Pereira

| Nenhum comentário: |
A dramaturgia e a literatura são duas artes que possuem uma relação muito próxima e já nos apresentaram verdadeiros e inesquecíveis gênios. Ao conhecer um artista em uma dessas artes, fica impossível não desejar ver como ele se sai com outro tipo de trabalho. Isso aconteceu com Germano Pereira. O primeiro contato foi com a novela Passione (2010), porém mais tarde a grande surpresa surgiu ao descobrir que Germano era também um escritor reconhecido com o Prêmio Jabuti, mais importante premiação da literatura brasileira. Iniciar a leitura do thriller Príncipe da Noite – Sete Mulheres e Meia foi questão de tempo, assim como ficar De Olho Nele para que mostrasse a eterna relação das já citadas artes.
Over Shock – Olá, Germano. Assim como muitos outros leitores, conheci seu trabalho através da televisão, mas foi também o gênero de seu livro que chamou a atenção tão logo a Novo Conceito anunciou o seu nome durante a última Bienal do Rio. Sendo assim, é um prazer enorme ter a oportunidade de entrevistá-lo e gostaria que você falasse um pouco sobre o ator e escritor Germano Pereira.
Germano Pereira – Olá, Ricardo e leitores. É um prazer poder falar sobre o meu trabalho literário, embora não possa deixar de lado o da atuação. Na minha vida os dois segmentos andam juntos. Creio que o que me ajudou muito a escrever foi o teatro e a filosofia. Sempre retorno aos clássicos, como ponto de referência. Não se pode escrever se você não é um leitor voraz, e principalmente detalhista. Detalhista no sentido de entender os ritmos de cada discurso. Não posso ler um tratado fenomenológico de Sartre, como o Ser e o Nada, na mesma velocidade que uma obra “mamão com açúcar”, que também é importante, embora sua estrutura seja mais óbvia, direta e simples, o que não quer dizer que não seja profunda. A profundidade pode estar na simplicidade, assim como na complexidade. Quando escrevo não faço uma divisão daquele que é o escritor dentro de mim e daquele que é o ator. Embora enquanto representação esses dois mundos sejam muito diversos. Uso minhas técnicas de interpretação para checar a musicalidade da fala de um personagem, em uma determinada cena que escrevi, por exemplo. Dentre inúmeras outras facetas. E muitas vezes quando atuo escrevo uma partitura invisível para eu, enquanto ator, chegar a determinado fim. O verdadeiro ator, aquele mais teatral ou autoral, e essa palavra é muito importante, escreve através da alma, não é simplesmente uma réplica de falas; ele é autêntico. Assim como o escritor é aquele que tem a escuta mágica de seu mundo imaginário. Enfim, tento no fundo transitar entre esses dois mundos que tem vários pontos em comum, outros nem tanto.

Você acredita que a experiência de atuação te dá uma visão diferente de uma história enquanto a escreve para o teatro ou a literatura?
Acredito piamente que a atuação proporcione essa potencialidade na escrita. Novos escritores devem procurar o teatro em qualquer âmbito (direção, atuação, e dramaturgia) para exercitar novas formas de criação. Tem um personagem no meu livro Príncipe da Noite – Sete Mulheres e Meia, a Chloé, que é uma extensão de um texto teatral surrealista que escrevi a 15 anos, readaptado. Quem estudou interpretação no mínimo tem que entender as questões que Stanislavisky propunha em seu método de criação de um personagem, objetivo e super objetivo. E isso nada mais é que a Jornada de Um Herói de Campbell, e a Jornada de Um Escritor de Vogler. Então, entender o processo de atuação no sentido individual e macro da narrativa ajuda com certeza a dar essa visão diferente da história. Diria que tudo isso coloca você num ponto de vista privilegiado.

Nota Literária 13#

| 4 comentários: |
Patrick Rothfuss lança novo livro em novembro
Autor da trilogia A Crônica do Matador do Rei, que teve os dois primeiros volumes publicados no Brasil pela editora Arqueiro, Patrick Rothfuss lançará um novo livro antes de concluir sua trilogia com “The Doors of Stone”, ainda sem previsão de lançamento. Trata-se do livro “The Slow Regard of Silent Things”, previsto para ser lançado oficialmente em 04 de novembro.

A história de “The Slow Regard of Silent Things”, que se passa no mesmo universo de A Crônica do Matador do Rei, será protagonizada pela personagem Auri. Essa será apenas uma das histórias paralelas que serão publicadas por Rothfuss, mas ainda não há confirmação sobre a possível tradução das obras pela editora brasileira.

“Passarinha” concorre ao Prêmio FNLIJ
Pouco menos de um ano após chegar ao Brasil através da editora Valentina, o livro “Passarinha”, escrito por Kathryn Erskine, ganhou o selo Altamente Recomendável da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). O anuncio foi realizado pela própria editora durante a Semana Passarinha de Conscientização do Autismo, que mobilizou inúmeros blogs literários no início do mês.

Desde a sua publicação, o livro de Erskine já foi finalista e ganhador de inúmeros prêmios em todo o mundo, incluindo o norte-americano National Book Award. Além da conquista do selo Altamente Recomendável, o livro concorre, ao lado de outras produções publicadas em 2013, ao Prêmio FNLIJ 2014 na categoria Tradução/adaptação Jovem. O resultado sairá no próximo mês de maio.

Papa canoniza José de Anchieta, Pai da Literatura brasileira
O Papa Francisco assinou um decreto no último dia 03 de abril, em cerimônia fechada no Vaticano, proclamando santo o jesuíta espanhol José de Anchieta, que no século XVI teve papel de extrema importância em terras brasileiras. José de Anchieta é o terceiro santo com ligações próximas ao Brasil e foi canonizado mesmo sem a confirmação de nenhum milagre.

O processo de canonização de São José de Anchieta, que foi beatificado pelo Papa João Paulo II em 1980, durou mais de quatro séculos e só chegou ao fim devido ao seu trabalho missionário em terras brasileiras, sendo responsável pela catequização de índios durante a colonização de nosso país.

José de Anchieta nasceu nas Ilhas Canárias, arquipélago pertencente à Espanha, em 19 de março de 1534 e chegou ao Brasil, já como membro da Companhia de Jesus, aos dezenove anos. Além de aprender o tupi, o que facilitou seu processo de catequização, participou da fundação da cidade de São Paulo, uma das mais importantes da América Latina, e escreveu o livro “Arte de grammatica da lingoa mais usada na costa do Brasil”. Também exerceu importante papel de conciliação e fundou a atual cidade de Anchieta, no Espírito Santo.

Dramaturgo, gramático e poeta, São José de Anchieta é considerado o Pai da Literatura brasileira e é também o padroeiro das catequistas. Sua festa litúrgica é no dia 09 de junho, data de sua morte em 1597.

Resenha 232# - Liberta-me

| 5 comentários: |
Liberta-me, Tahereh Mafi, tradução de Bárbara Menezes, 1ª edição, Ribeirão Preto-SP:
Novo Conceito, 2014, 444 páginas.
Skoob: Clique Aqui.

A vida de Juliette sempre foi conturbada e sofrida, mas em nenhum momento sua emoção prevaleceu tanto, a ponto de fazê-la passar grande parte do tempo cobrando a si mesma e se sentindo um verdadeiro monstro. Apesar desse sentimento, a cobrança por uma decisão que acalme o seu coração também perturba a jovem, que vive em um mundo distópico e, à sua maneira, tenta tornar sua vida mais fácil ao buscar forças para lutar contra um governo autoritário e capaz de tudo para conquistar seus objetivos.

Com essa história, desde o livro de estreia da trilogia Estilhaça-me, a narrativa de Tahereh Mafi provou ser o grande diferencial do trabalho que conquistou tantos fãs. Como não deve ser novidade para mais ninguém, a maneira profunda como ela apresenta o mundo e seus personagens dá um ritmo próprio ao enredo. Em Liberta-me especificamente, mais do que um bom ritmo de leitura, temos respostas para algumas questões que estavam no ar e revelações surpreendentes.

Lançamentos de Livros 259# - Graffiti Moon e Respirar, Meditar, Inspirar

| 5 comentários: |
Algumas pessoas ainda discordam, mas há muito tempo que o grafite passou a ser considerado um elemento artístico de grande importância para a chamada arte urbana, principalmente por ser uma das expressões artísticas mais antigas da história. Importante desde o Império Romano, o grafite transformou as ruas das cidades e deu a elas um toque de arte e poesia.

Grafite, arte e poesia também estão presentes em Graffiti Moon, livro de Cath Crowley que promete unir o que tem de mais belo na vida noturna para falar sobre amor e amadurecimento. O novo lançamento da editora Valentina, ganhador de alguns prêmios literários, volta a mostrar a grande característica da jovem editora carioca: publicar obras especiais e reconhecidas internacionalmente.

Título: Graffiti Moon
ISBN: 978-85-65859-22-6
Autor: Cath Crowley
Páginas: 240
Sinopse:
Um artista, uma sonhadora, uma noite, um significado. O que mais importa?
O ano letivo acabou, aliás, o último ano do ensino médio. Lucy planejou a maneira perfeita de comemorar: essa noite, finalmente, ela encontrará o Sombra, o genial e misterioso grafiteiro, cujo fantástico trabalho se encontra espalhado por toda a cidade. Ele está de spray na mão, escondido em algum lugar, espalhando cor, desenhando pássaros e o azul do céu na noite. E Lucy sabe que um artista como o Sombra é alguém por quem ela pode se apaixonar — se apaixonar de verdade.
A última pessoa com quem Lucy quer passar essa noite é o Ed, o cara que ela tem tentado evitar desde que deu um soco no nariz dele no encontro mais estranho de sua vida.
Mas quando Ed conta para Lucy que sabe onde achar o Sombra, os dois de repente se juntam numa busca frenética aos lugares onde sua arte, repleta de tristeza e fuga, reverbera nos muros da cidade. Mas Lucy não consegue ver o que está bem diante dos seus olhos.

Resenha 231# - Primeiro Amor

| 7 comentários: |
Primeiro Amor, James Patterson e Emily Raymond, tradução de Elaine Cristina Albino de Oliveira, 1ª edição, Ribeirão Preto-SP: Novo Conceito, 2014, 240 páginas.
Skoob: Clique Aqui.

Axi Moore sofreu muito com todas as dificuldades que acabaram destruindo a sua família, por isso tudo o que mais quer é fugir e deixar tudo para trás, inclusive suas tristes lembranças. A única pessoa, no entanto, que pode ajudá-la é seu melhor amigo, Robinson, que não sabe, mas é também o grande amor da vida de Axi.

Ao convidar Robinson para viajar pelo país, Axi tinha um roteiro pronto que determinava as suas futuras paradas. Ela só não esperava que ele sugerisse a quebra de todas as regras aceitáveis e com isso não são mais dois adolescentes em busca de aventura. Eles se tornaram fugitivos, que rapidamente se entregam ao amor, porém sem tocar no assunto que eles sabem ser capaz de mudar suas vidas para sempre.

“Robinson me fazia sentir o tipo de felicidade que não sentia desde que era criança, quando minha família ainda estava inteira. E ele me fazia sentir... um tipo de agitação que nunca senti antes na vida.
Como eu poderia voltar a ficar sozinha, ficar sem ele, agora que eu sabia que todos esses sentimentos eram possíveis?” (pág. 90).