Hoje é dia de festa: o Over Shock está completando seis anos de existência!

Seria difícil descrever em uma única publicação todas as mudanças que aconteceram em minha vida no último ano, mas se algo permaneceu exatamente como era há exatos 366 dias, isso certamente foi a minha vontade de manter um blog literário e fazer dele algo que vai além das publicações quase diárias.

Nesse meio tempo, entre o quinto e o sexto aniversário do blog, cresci e muito como pessoa. Perdi membros da família e amigos, ao mesmo tempo em que formei outras amizades importantes; me decepcionei ao mesmo tempo em que me apaixonei e fiz dessa paixão um trampolim para as minhas mudanças; acertei em algumas escolhas e errei em tantas outras; aprendi a conviver com as derrotas sabendo que elas antecedem as vitórias; enfim…

Além disso, não apenas conquistei o reconhecimento por meu trabalho, em uma homenagem municipal que muito me orgulhou, como também tive a felicidade de obter êxito em muitos dos meus projetos, como a realização de eventos; a organização e publicação em livros; a realização de palestras; a escrita de um roteiro teatral sucesso de público e crítica; a participação no júri de um festival de teatro; e mais recentemente a proposta de um desafio que pode ser o maior da minha vida até então…

Foto: NASA
H.P. Lovecraft foi um escritor norte-americano de horror. O criador de um novo tipo de horror, chamado de horror cósmico. Há quem utilize o termo horror lovecraftiano como sinônimo. O horror cósmico é fortemente influenciado pela noção filosófica do niilismo existencial e pela natureza desoladora do mundo natural, principalmente do cosmo em si.

Lovecraft era um astrônomo amador, e se você já se aventurou por esse terreno, provavelmente sabe o quão desolador pode ser a descoberta de nossa insignificância perante o universo. As distâncias em unidades astronômicas, a velocidade da luz mostrando-se por demais pequena para mensurar os valores espaciais e o vazio soturno e melancólico que se propaga pelo espaço e pelo tempo. O físico Stephen Hawking certa vez disse que:

“Quando as pessoas me perguntam se um deus criou o universo, eu respondo que a questão em si não faz sentido. O tempo não existia antes do big bang, então não havia um tempo para deus criar o universo. É como pedir as direções do canto da Terra; a Terra é esférica; não tem canto; procurar por ele é um exercício de futilidade. Cada um é livre para acreditar no que quiser, e é minha visão que a explicação mais simplista é: deus não existe. Ninguém criou o universo e ninguém dirige o nosso destino. Isso me levou a uma conclusão muito profunda; a de que provavelmente não há Paraíso (Céu), e nem vida após a morte. Nós temos esta única vida para apreciar o grande desenho do universo, e por isso eu sou extremamente grato”

Portanto, chegamos à conclusão de que a Igreja estava certa ao condenar Galileu, se não há Ciência, não há dúvidas (estou sendo irônico aqui, se me entendem). Mas o fato é que o conhecimento das dimensões do universo é um conhecimento muito difícil de conciliar com uma religião cristã. Lovecraft abraçou o ateísmo, mas foi vítima de uma grande ironia, quando, tentando negar a religião, criou o Cthulhu mythos, uma mitologia fantástica que pretendia explicar, ou melhor, não explicar o universo. Nos contos do mythos conhecimento não é poder, conhecimento é aniquilação.

Neil deGrasse Tyson não apenas é um dos cientistas mais populares e queridos do mundo, como também autor de um dos maiores best-sellers do último ano, o livro “Origens”. Consagrado pela apresentação do programa de TV Cosmos, o cientista está lançado, pela editora Planeta, o seu mais recente livro, Morte no buraco negro e outros dilemas cósmicos, que reúne quarenta dos seus ensaios favoritos.

A mesma editora, pelo selo Outro Planeta, lança o romance Young Adult Traços, escrito por Eduardo Cilto do canal Perdido nos livros, e muito elogiado por Thalita Rebouças, uma das maiores referências a este público no Brasil.

Título: Morte no buraco negro
Autor: Neil deGrasse Tyson
Páginas: 432
Sinopse:
Neil deGrasse Tyson é um dos mais populares e queridos cientistas de todo o mundo porque sabe guiar seus fãs através dos mistérios do universo com clareza e entusiasmo. Reunindo mais de quarenta dos seus ensaios favoritos, Buraco Negro explora uma miríade de tópicos da astronomia. Desde a vida astral nas fronteiras da astrobiologia até como seria estar dentro de um buraco negro – literalmente! Passeando pelos mais diversos temas, Tyson mostra como a indústria cinematográfica retrata a vida extraterrestre ao mesmo tempo que examina a relação entre ciência e religião no contexto de conflitos históricos. Ele também narra a história da progressão do planeta Terra, desde a sua localização no centro do universo até o estado atual: um pequeno e insignificante grão de pó no cosmos. Seus programas na TV e na internet e seus livros fazem muito sucesso porque o mais famoso astrofísico da atualidade é um professor nato que simplifica as complexidades da astrofísica ao partilhar uma visão contagiante pelo universo.

Davi Paiva organiza mais duas antologias
O escritor Davi Paiva, colunista do Over Shock, está organizando duas antologias literárias. Após o lançamento de “Poderes” (Darda Editora), no primeiro semestre, o escritor trabalha agora na organização de “Meu pequeno grande livro” e “Monstros entre nós”, livros com contos infantis e histórias sobre a relação entre humanoides e criaturas monstruosas, respectivamente.
O recebimento dos textos para avaliação se estenderá até o próximo dia 01 de outubro. A previsão de lançamento é para o próximo ano.
Para outras informações, os editais completos podem ser lidos no blog Detonerds: “Meu pequeno grande livro” e “Monstros entre nós”.

Semana do Livro Nacional chega à sua quarta edição
Idealizado pela escritora Josy Stoque, a Semana do Livro Nacional chega à sua quarta edição com atividades em diversas cidades do país. Em 2016 o evento acontecerá entre os dias 23 e 30 de julho, celebrando o Dia Nacional do Escritor, que acontece anualmente em 25 de julho.
Uma das principais atividades do evento acontecerá no dia 23, no Rio de Janeiro, quando serão entregues os prêmios Eu Leio Brasil e Identidade Literária. No mesmo dia, em São Paulo, acontece um encontro, no Shopping Cidade São Paulo, na Avenida Paulista, entre diversos escritores, como Ana Beatriz Brandão, Danilo Barbosa, Josy Stoque, Larissa Siriani, Tammy Luciano e Vanessa Bosso.
Ao longo da Semana do Livro Nacional, serão realizadas ainda atividades em Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Recife e Taubaté. A programação completa pode ser conferida na fan-page oficial clicando aqui.

Ignácio de Loyola Brandão vence prêmio Machado de Assis 2016
A Academia Brasileira de Letras (ABL) anunciou, no último dia 07 de julho, que o grande vencedor do Prêmio Machado de Assis 2016 é o cronista Ignácio de Loyola Brandão. Aos 79 anos, o escritor foi homenageado pelo conjunto de sua obra e vai receber um valor de R$300 mil.
O Machado de Assis é, ao lado do Jabuti, um dos mais importantes prêmios da literatura brasileira. Segundo Nélida Piñon, imortal da ABL, “o vencedor de um prêmio que leva o nome de Machado de Assis encarna o espírito criador dos escritores brasileiros. A outorga deste prêmio alça o premiado à categoria de mestre da narrativa”.
Ignácio de Loyola Brandão é um dos nomes mais relevantes da chamada Geração 70 e publicou diversas obras, entre elas “Depois do sol”, “Não verás país nenhum”, “O Menino que Vendia Palavras” e “Os olhos cegos dos cavalos loucos”.

Na febre dos romances Young Adult, a editora Arqueiro acaba de lançar Apenas um garoto, livro escrito por Bill Konigsberg que aborda a temática LGBT e que devido a importância dos temas tratados, como a sexualidade e a identidade, conquistou importantes prêmios e foi considerado um dos melhores livros com temática gay dos últimos dez anos.

Título: A longa e sombria hora do chá da alma
Autor: Douglas Adams
Páginas: 224
Sinopse:
Kate Schechter devia ter prestado atenção aos avisos que o universo tentava lhe dar. No aeroporto de Heathrow, prestes a embarcar para a Noruega, a americana pensa em todos os sinais que lhe diziam para não fazer aquela viagem. Ainda assim, ela não está nem um pouco preparada para a explosão do balcão de check-in, que destrói parte do terminal.
Enquanto isso, no norte de Londres, o detetive Dirk Gently está no fundo do poço: sem dinheiro, vive de bicos como quiromante numa tendinha. Refletindo sobre seu fracasso, ele lembra de repente que, na verdade, tem um cliente e está absurdamente atrasado para o encontro aquela manhã.
Porém, o investigador chega tarde demais. Sentindo-se culpado pela sina do homem, ele resolve mais uma vez fazer uso da interconexão de todas as coisas e vê uma ligação do seu caso com os estranhos eventos no aeroporto.
Abrindo caminho em meio aos elementos mais absurdos, Dirk se depara com uma máquina de refrigerante que aparece nos lugares mais improváveis, uma águia hostil que insiste em atacá-lo, um hospital sinistro para casos exóticos, horóscopos insultuosos e uma calculadora de I Ching.
Neste delicioso livro que dá continuação à série de Dirk Gently, o leitor se surpreenderá ao observar como todas as peças do quebra-cabeça se encaixam para formar uma trama genial e hilária.