Lançamentos de Livros 278# - Beijos de Areia e outros

O período em que a Jovem Guarda estourou no cenário musical brasileiro durou poucos anos, porém foi suficiente para marcar toda uma geração de músicos. Além Roberto Carlos, Erasmo e Wanderléia, outros tantos artistas surgiram e conquistaram o sucesso, mesmo sem participar do programa de televisão comandado pelos principais representantes do movimento. Ronnie Von é apenas um exemplo.

Ronnie iniciou sua carreira na primeira metade da década de 60 e não demorou a ser apelidado de O Pequeno Príncipe, referência ao clássico da literatura. Além disso, ele comandou um importante programa de televisão, o que criou certa rivalidade entre ele e Roberto Carlos.

Apesar de não ter o mesmo sucesso de Roberto, o cantor nascido em Niterói também marcou o seu nome na história com álbuns inesquecíveis e agora tem sua vida narrada na biografia Ronnie Von: O Príncipe que Podia ser Rei, publicada pela editora Planeta de Livros Brasil.

Título: Beijos de Areia
ISBN: 978-85-422-0384-4
Autor: Reyes Monforte
Páginas: 416
Sinopse:
“Somos o que somos por causa de nosso passado. Você nunca poderá se esquecer de onde veio, nunca poderá mudar isso.” Laia é uma jovem saariana que começou uma vida nova na Espanha: vai seguir uma carreira, planeja ir morar com seu namorado, Júlio, e sua família adotiva a ama e a apoia. No entanto, sua felicidade é truncada pelo terrível peso das recordações: ninguém conhece o obscuro segredo que ela conseguiu deixar para trás nas tendas que formam o acampamento de Dajla. E agora, esse passado voltou para assombrá-la.
Quando Laia desaparece, arrastada a terras africanas pelos fantasmas de seu passado, as duas histórias de amor ganham forçosamente um novo rumo. Laia e Júlio; Carlos e Maima. Uma dança entre personagens que se mesclam no presente e no passado, unidos por um destino em comum: um amor impossível. Uma aventura apaixonante, cheia de romantismo, segredos inconfessáveis, ameaças, injustiças históricas e a impactante denúncia de uma realidade mascarada que ainda hoje existe nas dunas do Saara.

Resenha 268# - Vida e Obra do Comendador Montenegro

Vida e Obra do Comendador Montenegro, Sônia Maria de Freitas, 1ª edição, São Paulo-SP:
Polo Printer, 2013, 196 páginas.
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Conhecer o passado é um importante exercício que contribui para que tenhamos o hábito de valorizar a nossa história. Justamente por isso uma biografia que não se constrói apenas pela figura biografada, mas também por sua importância no meio em que viveu, deve ser considerada de grande valor histórico e cultural. Após um longo processo de pesquisa, a historiadora Sônia Maria de Freitas reuniu, em Vida e Obra do Comendador Montenegro – Um Lousanense Visionário no Brasil, uma biografia detalhada de um dos mais importantes representantes da imigração portuguesa no Brasil no século XIX.

Natural de Lousã, distrito de Coimbra, João Elisário de Carvalho Montenegro (1824-1915) marcou seu nome na história por ser um homem à frente do seu tempo. Foi no Brasil, mais precisamente em Espírito Santo do Pinhal-SP, que Comendador Montenegro, como ficou conhecido, fundou a pequena colônia de Nova Louzã com 29 pessoas também nascidas em terras portuguesas.

Se não bastasse o fato de usar mão de obra livre e assalariada, em pleno regime de escravidão, Montenegro ainda lutou por ideais democráticos e humanistas e contribuiu na construção de inúmeras obras fundamentais para o desenvolvimento de Brasil e Portugal, tornando-se um homem de grande influência no meio político.

“Entre as visitas ilustres, em 26 de outubro de 1874, a Colônia recebeu S. Alteza Real o Conde d’Eu, consorte da Princesa Imperial do Brasil. Em 16 de setembro de 1878, o Imperador D. Pedro II visitou a fazenda. A sua comitiva era constituída por diversos Ministros, o Presidente da província de São Paulo, autoridades civis e militares pinhalense” (pág. 51).

Eça de Queirós - Imortais da Literatura 28#

Não é apenas a língua que aproxima a literatura brasileira e a portuguesa. Como nos é ensinado desde os primeiros anos escolares, Brasil e Portugal caminharam juntos nos últimos cinco séculos, não por menos alguns escritores da mãe-pátria influenciaram diretamente a criação literária no Brasil.

Durante quase três séculos, o Brasil foi uma colônia de Portugal e por mais algum tempo continuou sendo liderado por membros da família real portuguesa. Os costumes dos dois países eram próximos, o que influenciou a cultura e a arte brasileira, já que era fácil criar histórias em que os dois povos se identificavam. Aí surge a importante figura do escritor português Eça de Queirós.

Natural de Póvoa de Varzim, litoral norte de Portugal, José Maria de Eça de Queirós nasceu em 25 de novembro de 1845. Muito provavelmente por influência da avó materna, que era contra a união, seus pais se casaram apenas quando Eça completou quatro anos, apesar do pai ser um homem respeitado por intelectuais e políticos da época.

Por algum tempo, ficou aos cuidados de uma ama, antes de se mudar para a casa de sua avó paterna e posteriormente a um colégio, onde permaneceu até os seus dezesseis anos. Já com essa idade, estudou Direito na Universidade de Coimbra, uma das mais antigas do mundo, e teve seus primeiros textos publicados na Gazeta de Portugal.

Logo após concluir a faculdade de Direito, Eça de Queirós se mudou para Lisboa, onde exerceu a advocacia e contribuiu como jornalista para importantes jornais. Poucos anos foram necessários para que acontecesse a sua primeira publicação literária, que não apenas marcou sua carreira, como também a própria literatura portuguesa. O romance “O Mistério da Estrada de Sintra” (1870), escrito em parceria com Ramalho Ortigão e publicado através de cartas anônimas no Diário de Notícias de Lisboa, é considerado o primeiro trabalho policial da literatura portuguesa.

Após essa primeira publicação, chegou a trabalhar na administração pública e também como diplomata, sendo o cônsul de Portugal em Havana e também em duas cidades inglesas. Durante esse período, sua carreira se tornou ainda mais produtiva e assim surgiu um dos mais importantes trabalhos de sua autoria: o polêmico “O Crime do Padre Amaro” (1875).

Nota Literária 22#

Josy Stoque lança novas edições de “Marcada a Fogo”
“Marcada a Fogo”, primeiro volume da Saga Os Quatro Elementos, da escritora Josy Stoque, está sendo lançado em duas novas edições.
Selecionado pela editora AmazonCrossing para ser traduzido e distribuído em inglês nos Estados Unidos, o livro será lançado oficialmente, sob o título “Marked by Fire”, no próximo dia 26 de agosto em e-Book. No dia 23 de setembro, acontece o lançamento nos formatos impresso (paperback) e audiobook (CD). Todas as versões já estão disponíveis em pré-venda.
Para comemorar a publicação de seu primeiro livro em inglês, a escritora está lançando, também pela Amazon, a terceira edição de “Marcada a Fogo”, obra indicada ao Prêmio Literário Codex de Ouro 2013. O livro já está disponível, com uma nova capa, nos formatos físico e digital.

Cinebiografia de Paulo Coelho chega aos cinemas
O filme biográfico “Não Pare na Pista – A Melhor História de Paulo Coelho” chegou aos principais cinemas brasileiros na última quinta-feira, 14. Com direção de Daniel Augusto, a cinebiografia mostra três momentos distintos da vida pessoal e profissional de Paulo Coelho, o escritor brasileiro mais lido no mundo.
Segundo o portal Adoro Cinema, as filmagens de “Não Pare na Pista” aconteceram no Rio de Janeiro e em Santiago de Compostela, na Espanha, entre 23 de abril e 02 de julho de 2013. No longa-metragem, os atores Júlio Andrade e Ravel Andrade são os responsáveis por interpretar o escritor, enquanto Lucci Ferreira dá vida ao músico Raul Seixas, com quem Paulo Coelho formou uma importante dupla. O filme conta ainda com o roteiro de Carolina Kotscho (A Teia e 2 Filhos de Francisco).
Nascido no Rio de Janeiro em 26 de agosto de 1947, Paulo Coelho é o oitavo ocupante da cadeira 21 da Academia Brasileira de Letras. Entre outras obras, publicou “O Diário de um Mago” (1987), “O Alquimista” (1988), “Onze Minutos” (2003) e o recém-lançado “Adultério” (2014). Em 2007 foi indicado como Mensageiro da Paz pela Organização das Nações Unidas (ONU). Atualmente vive em Genebra, na Suíça.


Pedro Bandeira lança sexto livro da série Os Karas
Após quatorze anos do lançamento de “Droga de Americana!”, o escritor Pedro Bandeira, ganhador do Prêmio Jabuti, lançará durante a Bienal do Livro de São Paulo, que acontece na próxima semana, o livro “A Droga da Amizade”. Esse é o sexto livro da série Os Karas, uma das mais importantes séries juvenis da literatura brasileira.
“A Droga da Amizade”, segundo o próprio autor, foi o livro que mais lhe tomou tempo na vida e que teve diferentes versões antes de ser concluído. O livro tem como proposta apresentar o que aconteceu com Miguel e todos os demais membros da Turma dos Karas depois de adultos.
A série Os Karas é formada ainda pelos livros “A Droga da Obediência”, “Pântano de Sangue”, “Anjo da Morte”, “A Droga do Amor” e “Droga de Americana!”. Além do lançamento do sexto livro da série, a editora Moderna, responsável pela publicação, lançará também novas edições dos livros anteriores com as capas reformuladas.
Como Miguel começou a Turma dos Karas? Como conheceu e por que escolheu Magrí, Crânio, Calu, Chumbinho e a americana Peggy para formar esta turma tão especial? E por que Andrade era um policial diferente, melhor do que qualquer outro? Como cada um deles demonstrou ao líder dos Karas que era uma pessoa especial, tanto pela coragem, quanto pela honestidade, pelo caráter e pelo desejo de mudar o mundo para melhor? E o que terá acontecido com eles depois de todas as aventuras que estes sete heróis viveram? Em que se terão transformado todos eles depois de adultos?

Resenha 267# - A Promessa do Tigre

A Promessa do Tigre, Colleen Houck, 1ª edição, São Paulo-SP:
Arqueiro, 2014, 128 páginas.
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Muitos séculos antes de Ren e Kishan conhecerem Kelsey, outra jovem garota cruzou o caminho dos príncipes. Yesubai era filha de Lokesh e sempre sofreu em suas mãos, por isso precisou esconder que havia herdado os poderes mágicos do pai, que foi capaz de assassinar a esposa quando essa não lhe deu um filho homem.

Aos dezesseis anos, Yesubai e o próprio Lokesh são surpreendidos pelo rei, que acredita nas melhorias causadas por um casamento entre ela e algum pretendente dos reinos vizinhos. Essa pode ser a esperança da jovem, que pela primeira vez tem a chance de se livrar dos maus-tratos do pai e ao mesmo tempo encontrar um verdadeiro amor. Mas ela sabe que as intenções do pai são as piores possíveis.

“Eu imaginava cada botão que eu pegava crescendo livremente ao sol, abrindo as pétalas na direção do céu, embora soubesse que a maioria das flores que recebia era cultivada. Observá-las murchando devagar com o tempo me parecia estranhamente apropriado e extremamente profético” (pág. 24).

Lançamentos de Livros 277# - A Promessa do Tigre e outros

Ainda não é o momento de os fãs conhecerem o desfecho do quinto e último livro da saga A Maldição do Tigre, sem previsão de publicação, mas a autora Colleen Houck preparou um novo trabalho aos seus leitores. O novo lançamento da escritora pela editora Arqueiro é o livro A Promessa do Tigre, uma novela narrada por Yesubai 300 anos antes de Kelsey Hayes surgir na vida dos príncipes indianos.

A editora Arqueiro ainda lança as continuações das séries Quarteto de Noivas, de Nora Roberts, Os Bridgertons, de Julia Quinn, e Private, série policial escrita pelo autor best-seller James Patterson.

Já a Saída de Emergência Brasil publica no mês de agosto um dos seus mais aguardados lançamentos de seu primeiro ano de atividade. Outlander – A Viajante do Tempo, de Diana Cabaldon, é o primeiro livro de uma série que acaba de ganhar uma adaptação para a televisão norte-americana.

Título: A Promessa do Tigre
ISBN: 978-85-8041-301-4
Autor: Colleen Houck
Páginas: 128
Sinopse:
Medo. Esperança. Dúvidas.
Antes da maldição, uma promessa.
Mais de 300 anos antes de Kelsey Hayes surgir na vida de Ren e Kishan, uma jovem cruzou o caminho dos príncipes. Seu amor por um deles mudou o curso da história e o destino da família Rajaram.
Criada longe dos olhos da corte, isolada do convívio no castelo, Yesubai luta para suportar os maus-tratos do pai e manter em segredo suas habilidades mágicas. Lokesh é um poderoso e cruel feiticeiro que foi capaz de assassinar a própria esposa porque ela lhe deu uma filha em vez de um filho.
Ao completar 16 anos, Yesubai é surpreendida por um anúncio do rei. Procurando fortalecer suas relações diplomáticas, o nobre acredita que um casamento entre a filha de Lokesh, comandante de seu exército, e um pretendente de algum dos reinos vizinhos será uma boa estratégia para diminuir os conflitos na região.
A jovem recebe a notícia com alegria. Pela primeira vez ela enxerga um fio de esperança, a perspectiva de escapar do controle do pai e de levar uma vida fora do confinamento de seus aposentos.
Mas esses não são os planos do feiticeiro. Ele vê no iminente casamento de Yesubai uma oportunidade de conseguir ainda mais poder e não poupará esforços para atingir seus objetivos sombrios.

Resenha 266# - Se Eu Ficar

Se Eu Ficar, Gayle Forman, tradução de Amanda Moura, 1ª edição, Ribeirão Preto-SP:
Novo Conceito, 2014, 224 páginas.
Skoob: Clique Aqui.

Tudo dava a entender que seria mais uma manhã normal para Mia e sua família, apesar de a neve impedir que a população tivesse um dia como outro qualquer. Durante um passeio de carro, tudo muda radicalmente e Mia se lembra apenas da música que conseguiu ouvir após o acidente.

Depois disso e de suas consequências, a jovem musicista vê seu corpo sendo retirado dos destroços e assiste todo o esforço dos médicos para salvar a sua vida. Enquanto seus amigos e parentes esperam por notícias, e seu namorado tenta ficar ao seu lado, Mia precisa refletir e fazer uma difícil escolha.

“O helicóptero atinge um bolsão de ar e é óbvio que eu deveria me sentir enjoada. Mas não sinto nada. Pelo menos este eu, que é um espectador, não sente nada. E o eu que está aqui, deitado na maca, parece que também não. Mais uma vez, preciso me perguntar se estou morta e respondo a mim mesma que não. Não teriam me colocado neste helicóptero e não sobrevoariam as florestas comigo se eu estivesse morta” (pág. 29).